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Preacher 2.03 – Nós queremos ver Deus! Todos os três?

Por Fernando Maidana

Antes de começar a falar sobre o episódio, precisamos parabenizar Michael Slovis. O diretor possui uma carreira invejável no comando de episódios aclamados em grandes séries como Game of ThronesBreaking Bad e The Walking DeadEm Preacher não foi diferente. Logo na introdução ele já nos apresenta uma sequência de cair o queixo… Literalmente!

A história de Eugene Root foi apresentada de maneira diferente à das histórias em quadrinhos e, apesar de eu ainda estar digerindo muitas mudanças que foram feitas na série, esta foi uma adaptação que funcionou muito bem.

Sua tentativa frustrada de suicídio ganhou um peso muito maior e percebemos como o jovem Gene já era desprezado por todos antes mesmo de sua aparência grotesca se fazer presente.

O ator Ian Colletti ainda consegue acrescentar uma dinâmica interessante na cena em que Eugene tenta colocar os ossos e miolos de Tracy de volta em seu lugar, ou mesmo disfarçar o suicídio da garota com um chapéu. O contraste entre humor, drama e surpresa nos deixa quase sem reação. É aquele sentimento de eu estou rindo, mas meu coração me diz que é errado.

Logo entendemos que estamos em mais um looping temporal do InfernoGene terá de reviver o pior momento de sua vida eternamente. Como se não bastasse, ele se encontra com ninguém menos que Adolf Hitler! Eu não sei para onde a série está caminhando, mas as coisas podem ficar interessantes por aqui.

Eugene Root/Divulgação AMC

Outro detalhe interessante é o número de identificação de Eugene3 767 211. 3 milhões de pessoas no Inferno? Achei que estaria mais lotado!

De volta ao núcleo principal, vemos um pouco da voluptuosa e colorida Nova Orleans. O grupo se separa e Jesse continua sua incessante busca por Deus, enquanto Tulipa está mais preocupada em se esconder do passado e Cassidy em estar por perto da garota.

É estranho como a inconsistência volta a se fazer presente na série. Mais uma vez Jesse deixa Tulipa de lado e, mais uma vez, Cassidy está lá para ela. Parece que a produção está nos obrigando a torcer para que TulipaCassidy terminem juntos… O que está completamente errado! Mas ok! É uma adaptação… Vamos pensar dessa maneira novamente…

Jesse vaga de bar em bar em busca de alguma pista que possa deixá-lo mais perto de Deus, até que ele chega ao La Chamonix e somos apresentados à personagem de Julie Ann Emery. A princípio, ela parece estar fugindo de alguns misteriosos homens de branco, mas logo descobrimos que tudo não passava de um plano para confirmar que Gênesis realmente existe.

A personagem é, na verdade, Lara Featherstone e o homem que dirige a van é Hoover, seu parceiro no Graal, uma misteriosa organização com um plano sinistro. Eu até poderia explicar qual é a verdadeira intenção do Graal, mas isso estragaria a deliciosa surpresa por trás da bizarra mente de Garth Ennis, o criador de Preacher.

O chefe da dupla é o icônico Herr Starr, certamente, o maior antagonista da saga Preacher e que parece estar sendo retratado de maneira fiel pelo ator Pip Torrens. Nos quadrinhos, o objetivo de Herr Starr é usar o poder de Jesse para alcançar seus objetivos, algo que deve se repetir na série.

O episódio termina com um gancho para o próximo, com Tulipa cercada pelos capangas do tal Viktor, que está na sua cola desde o começo da série. Agora, ficamos na ansiedade para descobrir o que ela fará com as moedas que colocou na máquina. Será que Cassidy aparecerá para salvar sua vida ou ela vai se virar sozinha, como de costume?

As respostas só serão reveladas na próxima semana. Até a próxima Quarta e fiquem com Deus…

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sobre o autor Fernando Maidana

Boa piada. Todos riem. Rufam os tambores. Cortinas se fecham.