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Midnight, Texas: 1.04 – Quem vê cara não vê coração!

Por Cristiano Rantin

Quando descobrimos, graças a profecia do anjo caído, que Midnight, Texas teria mais problemas com as forças do mal, já era de se esperar que isso significasse que novos inimigos chegassem na vizinhança. Depois dos vampiros na semana passada, neste episódio tivemos uma bela Succubus sendo atraída pela energia da cidade, deixando um rastro de corpos em seu caminho.

Ainda que tenha apostado em um caminho mais literal para a criatura, que é conhecida por se alimentar da energia sexual dos rapazes, algo que na série foi adaptado para, literalmente, se alimentar dos rapazes, é sempre interessante ver essas criaturas demoníacas em ação.

Devo dizer que esperava mais tanto do episódio quanto da Succubus. Uma criatura tão antiga e poderosa deveria ser capaz de se defender muito bem sozinha, não apenas ficar gritando com a bocarra escancarada. Em Lost Girl, série que mora no meu coração em que a protagonista também era uma Succubus, as coisas teriam tido um final bem diferente…

Mais decepcionante ainda foi a solução para impedir que a moça continuasse matando humanos, mesmo que, como já havia sido deixado claro, ela só se alimentava daqueles que haviam machucado alguém.

Convenhamos, o plano da turminha sobrenatural era fazer ela morrer de fome? Pois assim que ela perdesse o glamour que tinha para atrair suas presas, seria extremamente difícil conseguir seduzir alguém para se alimentar. Isso, no entanto, não garantiria que ela não se tornasse violenta e/ou continuasse matando pessoas. Assim sendo, uma ideia mais interessante seria capturar a Succubus e prendê-la em algum lugar seguro, ao invés de jogar ela no meio de um campo aberto.

Furos de roteiro a parte, foi interessante ver como eles trabalharam a ideia de que, sem seu glamour, ela se tornaria uma criatura repulsiva e grotesca, o que foi trabalhado na maneira dela andar – ou aterrorizar as pessoas – com aquela ponte invertida.

Mesmo assim, não faz sentido que ela não tenha atacado – usando suas presas e o que mais sua verdadeira forma poderia possuir – seus inimigos, ou devorado de uma vez por todas o irmão da Creek. Afinal, se ela era uma criatura tão antiga e poderosa, era de se esperar que ela não perderia tempo ouvindo o choro humano (ou deixando uma brecha para ser queimada viva).

Obviamente, toda a trama da Succubus não foi o ponto alto da história, mas no episódio tivemos, como eu havia dito na review anterior, um aprofundamento nas tramas dos personagens principais. Vimos que, apesar de Manfred ter sido o herói da família de Creek, a moça não está muito interessada em romance, e parece estar começando a ficar desconfiada sobre o passado dele.

Ainda que seu perseguidor esteja sendo uma figura misteriosa, podemos chutar que foi ele o responsável pela morte de Xylda – que tem a marca de um tiro no pescoço – e que, desta vez, ele parece estar mais interessado em realmente acabar com Manfred. O que levanta a pergunta: O que ele fez para adquirir esse inimigo?

Além disso, pela primeira vez, vimos Olivia em ação. Sendo uma caçadora de recompensas, a moça ganha a vida matando pessoas – mesmo eu desconfiando que criaturas sobrenaturais também estejam na lista dela.

O destaque em sua trama pessoal, no entanto, fica para seu aprofundamento emocional. Diferente da personagem badass, sem sentimentos e que parecia ser movida apenas pela raiva e irritação, Olivia possui um passado trágico (que chegou a envolver uma série de abusos durante sua infância), sendo esta a razão da relação dela com Lemuel dar tão certo: Ele se alimenta da energia do excesso de sentimentos ruins dela, servindo como um calmante “natural”.

Falando nisso, nos próximos episódios devemos ver como o vampiro lida com o desejo de beber sangue humano, um vício que foi reativado depois que Olivia o alimentou no último episódio.

Por fim temos Fiji e Bobo. O primeiro beijo do casal finalmente aconteceu, mas não sem antes vermos, mais uma vez, que é mais perigoso do que aparenta. Depois de surrar um dos filhos de Lúcifer, um neo-nazi, assim como todo o resto do grupo, que o odeia devido a sua relação com os “impuros”, ou seja, as criaturas sobrenaturais da cidade, Bobo estava pronto para matar o cara, e não parecia ter o menor problema com isso.

Vale lembrar que Chuy, o marido de Joe, o anjo caído, não é apenas um humano – como a gente podia pensar. O rapaz não só é uma criatura sobrenatural, como também parece que é algo perigoso, já que perder o controle significaria algo desastroso para Midnight. Será que teremos um romance entre um anjo (caído) e demônio? Eu realmente espero que sim.

Em resumo, mesmo que a trama em destaque do episódio tenha sido cheia de furos, o episódio serviu para nos trazer respostas – e aumentar a lista de perguntas -, aprofundando os personagens da série e nos fazendo conhecer mais do passado deles.

E o passado é o tema principal do próximo episódio, onde veremos Hightower, a figura misteriosa que está perseguindo Manfred, chegar na cidade. Pelas fotos promocionais parece que ele vai causar mais problema do que esperávamos.

Confira as imagens na nossa galeria abaixo:

Midnight, Texas vai ao ar toda segunda-feira pela NBC, já a review do episódio sai toda quarta-feira aqui na LH!

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sobre o autor Cristiano Rantin

Jornalista • Editor • Mestrando em Comunicação pela UEL • Twitter e Instagram: @Chris_Rantin • "Eu sou o fogo e a vida encarnados. Agora e para sempre eu sou a Fênix!"