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Lúcifer: 3×07-08 – Uma das melhores narrativas da série!

Por Bia Oninawa

Como na semana passada não consegui publicar o review do episódio sete, nessa semana vou tentar fazer um compilado, falando do episódio sete e oito ao mesmo tempo e espero que possamos continuar sendo amiguinhos que conversam toda a semana. Então por favor, não me abandone!

O episódio sete foi de longe a história com a melhor narrativa da temporada. Eu disse isso no título e na descrição do review. E você deve estar se perguntando: “Tá, ok, mas o que isso quer dizer?”

O que quero dizer é que o jeito como a história foi contada foi muito criativo, diferente do que normalmente estamos esperando da série, e extremamente envolvente. Até porque saímos daquele sentimento de mesmice que as vezes nos pegando quando assistimos Lúcifer (sejamos sinceros aqui, ok? Nós amamos o seriado, mas as vezes é tudo muito igual).

Nesse episódio nós vimos a história acontecendo pelo ponto de vista de outra pessoa. Do ex-marido da Dr.Linda, o jornalista investigativo, Reese Getty do momento em que ele acorda de um coma, até a sua morte. E foi bacana de acompanhar porque as prioridades da história se tornaram outras. No momento da investigação, por exemplo, nós temos pouco foco, as cenas de interrogatório e procura por evidencias passam com cortes rápidos e sem importância, porque, justamente, não era algo que interessava Getty. O foco ficou em como Lúcifer interagia com a cena do crime, com os colegas de trabalho, o que ele falava, porque isso sim, poderia compromete-lo e era o que o jornalista estava procurando.

Para variar, o enredo nos surpreendeu. Lúcifer é uma serie muito divertida, um lazer garantido, mas dificilmente nos pega desprevenido, como foi quando Getty viu o rosto de Lúcifer. Claro que enquanto acompanhamos o episódio, podemos imaginar que ele descobriria de alguma forma que ele era o anjo caído, mas não imaginei que ele veria o rosto do demônio. E a partir daí as coisas ficaram ainda mais interessantes. A espiral de loucura que o personagem entrou, o tempo que ele dedicou a essa investigação, o pulo temporal que isso causou, enquanto ele afundava sua carreira para descobrir o ponto fraco de Lúcifer apenas para impressionar Linda. Tudo isso foi muito interessante, porque nós sabemos que durante esse ano ninguém nem se lembrou do jornalista, e ainda assim ele estava obcecado em provar que Lúcifer era o Rei do Inferno em pessoa. Foi uma história que passou em paralelo da que estamos acostumados a assistir.

E o personagem a guiou tudo isso com maestria, você consegue se apegar as urgências dele, entende a loucura do personagem, a frustração quando descobre que Linda já sabia a verdade sobre Lúcifer, a atitude desesperada de se juntar ao assassino. Tudo é muito bem explicado, muito bem embasado pelo ano de perseguição e insanidade. E a culpa que o leva a procurar Lúcifer com a arma na mão apenas para ouvir o que mortal algum havia escutado, que as portas do inferno não estão trancadas, os humanos que se mantem lá, sendo torturados pelos seus próprios crimes.

E essa parece uma informação foda, mas fica ainda melhor quando chegamos no final.

Getty volta para o seu escritório, se depara com o serial killer e acaba envenenado, caído no chão enquanto observa a Detetive Decker e Lúcifer prender o responsável por todas as mortes. Mas o que tornou tudo ainda mais interessante não foi apenas acompanharmos a história pelo ponto de vista do jornalista, mas a cena final….em que começa tudo outra vez. E então percebemos que ele estava ali, preso em sua própria cela do inferno. CARA, EU DEI UM GRITO! Eu simplesmente adoro essas narrativas em looping, e essa foi conduzida de uma maneira que você não esperava. Tanto que quando o jornalista abre os olhos você ainda fica meio “…que?”, até a ficha cair completamente. E foi maravilhoso.

O que nos leva ao episódio dessa semana. Que não foi tão incrível quanto o da semana passada, mas teve seus méritos também.

No episódio oito, nós voltamos a formula padrão da série. Investigação policial, uma pessoa morta, pistas, juntar Lúcifer a Detetive Decker para capturar o suspeito. Nesse ponto, não teve uma grande revolução, apesar da relação dos dois estar sendo explorada além da delegacia, para variar. E isso é muito bom, especialmente quando envolve a Trixie. Lúcifer e a “prole” se dão muito bem e é muito legal de assistir como os dois se influenciam de maneiras muito interessantes.

Mas esse não foi o único ponto relevante que pode ser levantado nesse episódio. Cada vez mais estamos vendo núcleos se formando além de Lúcifer. Por muitos episódios ficamos presos no que acontece com o anjo e a volta dele. Mas agora temos outros personagens ganhando espaço, como Dra. Linda e Amenadiel, o irmão de Lúcifer, que ainda não encontrou seu lugar na série, mas é um personagem com grande potencial. E Ella e Charllote, que parece que vão desenvolver um núcleo muito bacana de acompanhar.

Ainda não entendi direito qual é a “parada” da Ella. Ela é boazinha, mas esconde um passado nada cristão. E alguns episódios atrás citou que “as vozes”, que eu não faço a menor ideia do que sejam (apesar de ter adorado as teorias que vocês deixaram nos comentários). Definitivamente a cientista forense promete algo grande, apesar de ainda não conseguir imaginar o que é.

Quanto a Charllote, conforme conversamos no review do episódio em que ela retornou, eu tinha medo de que ela ficasse perdida na série assim como Amenadiel está, não estava conseguindo conceber onde ela se encaixaria. E de novo, uma agradável surpresa. Essa relação da Charllote com a Ella era algo que eu não esperava, e parece que pode render uma dinâmica interessante de uma pessoa ruim e corrompida, tentando aprender a ser uma boa pessoa com uma cristã alto astral, como Ella é. Vejo bastante potencial aí.

Quanto ao possível vilão da temporada acho que só voltaremos a ouvir sobre ele quando o Tenente Marcus Pierce retornar da sua licença, porque por enquanto…nada. Espero de verdade que a demora faça jus a história que virá, porque estou aqui, morrendo de curiosidade para saber o que O Pecador fará.

E você, o que achou desses últimos episódios!? Não deixe de comentar e acompanhar tudo que está rolando em Lúcifer bem aqui:

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sobre o autor Bia Oninawa

"Naturalmente está acontecendo dentro da sua cabeça, mas por que é que isto deveria significar que não é verdadeiro?" - Alvo Dumbledore | Twitter/ Instagram: @casamentonerd