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Lúcifer: 3×03 – O episódio que prova que a Maze merece um spinoff solo!

Por Bia Oninawa

Desde o início do seriado, quando conhecemos Maze, sempre acreditei que era uma personagem digna de um spinoff solo. Não que deseje que ela saia da série, longe disso, ela acrescenta algumas camadas na trama que somente ela poderia acrescentar. Mas se por acaso um dia a série de Lúcifer acabasse, ela poderia muito bem segurar uma trama sozinha. 

E esse episódio provou justamente isso. 

Em uma trama que – para variar – não estava focada em Lúcifer, tivemos a chance de ver um pouco mais da carismática demônio caçadora de recompensas, que estava fazendo falta já que não havia aparecido nos dois primeiros episódios. Nem ela nem a pequena Trixie, que como sempre, mostraram uma sincronia tão divertida e natural, que encanta justamente no contraste da inocência da criança e toda a malicia que envolve Maze. 

A trama começa com a demônio questionando sua motivação, argumentando em cima de sua vida ser apenas uma, porque ela não tem uma alma que lhe garanta uma pós morte, o que faz com que ela tome atitudes impensadas e impulsivas, porque ela só irá viver uma vez. E parece que seu amigo Lúcifer concorda com esse estilo de vida imprudente da demônio. Tanto que a incentiva a ir atrás de um dos bandidos mais procurados dos EUA. 

Se você está esperando que esse episódio desenrole em volta de uma super investigação, acabará surpreso ao descobrir que na realidade a história se desenvolve em torno da relação da Maze com o encantador fugitivo, Ben Rivers. Com direito as mais diversas referências a Sr. e Sra. Smith no decorrer do episódio. Não que o título já não tivesse indicado alguma coisa, não é? (o episódio se chama Mr. & Mrs. MaziKeen Smith ). 

As falas, lutas, e até alguns trechos da trilha sonora remetem ao filme estrelado por Angelina Jolie e Brad Pitt, e é muito bacana de ver como Maze descobre alguns sentimentos novos. Como ela acaba se interessando pelo homem que ela deveria caçar. Nenhuma das referências ficou forçada, pelo contrário, foi bem natural. E só quem já assistiu ao filme fica com aquele sentimento de “Ah, eu conheço isso de algum lugar”. 

Claro que a trama acabando por mostrando Rivers como inocente – e como quase sempre em Lúcifer – foi bem previsível, mas não foi nem de longe algo ruim, apenas sabemos que o seriado tem essa característica de nos fazer gostar apenas dos personagens que são “mocinhos”, então não foi nenhuma surpresa quando a Detetive Decker e o Lúcifer, mesmo que remotamente, resolveram o caso e descobriram que na realidade o bandido era a vítima. 

Vale ressaltar a nova relação protetora da Detetive com a Maze também foi apresentada de um jeito legal e natural, levando em conta que agora elas vivem juntas, são muito amigas e ela claramente sabe do que a demônio é capaz. 

E resto foi bem previsível como tudo costuma ser em Lúcifer. Em momento algum nós duvidamos da inocência de Ben Rivers, ou que o Tenente Herrera tinha algo errado, ou qual seria a escolha de Maze quando ela teve que escolher entre ficar com Rivers ou volta para Los Angeles. Mesmo assim o final foi bem bonitinho, e não acredito que seja a hora de nos despedirmos da personagem ainda. Ela merece ficar mais. Ter mais visibilidade. E esse episódio mostrou que ela tem conteúdo o bastante e está pronta para isso. 

Se você quiser acompanhar mais de Lúcifer, nós preparamos uma galeria especialmente para você bem aqui: 

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sobre o autor Bia Oninawa

"Naturalmente está acontecendo dentro da sua cabeça, mas por que é que isto deveria significar que não é verdadeiro?" - Alvo Dumbledore | Twitter/ Instagram: @casamentonerd