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Legends of Tomorrow: 3×01 – Até tu, Rip!

Por Márcio Jangarélli

Vamos ser sinceros: a CW não deu muita bola para os ganchos que deixou pendentes nos finais das temporadas passadas das séries de super-herói, né?

No caso de Legends, quando a trama da Lança do Destino terminou e vimos aquela linha temporal totalmente insana, com dinossauros correndo em pleno 2017, o hype foi lá em cima para um caminho completamente distinto para a equipe da Sara e companhia, incluindo personagens distópicos da DC e uma “loucura diferente” da que a série vinha mostrando até agora. Bom, foi um belíssimo coito interrompido.

A linha do tempo partida durou menos que o Flashpoint; o Rip retornou, depois de passar 5 anos no futuro, com uma atitude diferente de tudo o que vimos do personagem até então – e contrária ao que foi estabelecido no fim da segunda temporada – com a sua “Polícia do Tempo”, dispensando a equipe antiga no maior pouco caso do mundo, arrumando tudo em dois palitos. Fim de papo. Se você não quis dar uns tapas na cara do Sr. Hunter de novo penteado, você também está na minha lista; gente convencida me dá nervoso.

Mas, dito isso, não temam: foi um ótimo episódio e as Lendas compensaram essas decisões questionáveis já no segundo ato do capítulo. “Aruba-Con” serviu para mostrar aos fãs que a produção firmou o pé e se mantém na identidade que encontrou na segunda temporada e que a transformou em uma das séries mais legais de super-heróis do momento. Mais que nunca, as Lendas estão imersas em humor, em um tom leve, esperançoso, em tudo aquilo que a DC quer aplicar no cinema, misturado com uma maluquice e, porque não, breguice hilária e um plano de fundo geek raiz.

Obviamente, depois de viajar pelos quatro cantos da linha do tempo, nenhuma dessas pessoas – que já não eram normais antes – se encaixariam em “vidas normais” agora; Se fosse um tempo atrás, a cena da Sara cortando a garganta do gerente seria real e não fantasia, enquanto o papel de herói segunda classe exibido na verdade cabe perfeitamente pro Nate.

A melhor cena da fase “Lendas gente-como-a-gente” foi com o Jax e o Stein, quando os papéis se inverteram e quem precisa ser super-herói agora é o rapaz e, bom… o Stein sequestrou ele da primeira vez, ele DEVE ao Jax. O único gancho respeitado da segunda temporada foi com o Mick, que realizou seu desejo e foi pra Aruba, de onde saiu o plot do episódio, com um Júlio César perdido no tempo.

Sobre a Polícia Temporal do Rip, mesmo sendo algo completamente fora do contexto para o personagem – podemos relevar pelo tempo que ele passou no futuro, talvez – é um ótimo contraponto para as Lendas, para acentuar ainda mais o quão disfuncional o time é e, mesmo assim, como consegue fazer as coisas funcionarem. Às vezes você tem que chegar na motosserra e não no bisturi. Será interessante assistir a dinâmica entre os dois grupos se desenvolvendo.

No fim das contas, a aventura foi divertida, ainda que não seja algo de grande importância, e o capítulo foi bem sucedido em acertar o tom da temporada, mesmo com as mudanças. Tivemos o nome de um possível grande mal citado, “Mollus”, e indícios de mistérios chegando, mas isso tudo começará a ser melhor desenvolvido a partir da próxima semana. Pontos altos para o Mick, que brilhou a aventura toda, para o bromance do Nate com o Ray, a conversa entre Sara e Júlio César (e a luta entre os dois) e as interações entre Jax e Stein.

Ah, não podemos esquecer da Amaya. Sentimos falta da moça no capítulo, mas, pelo final badass, ainda teremos um plot explicando a volta da moça para a sua época. A atriz é regular na série, galera; a Vixen ainda é uma Lenda.

Alguns easter-eggs do capítulo: Aruba-Con é tanto a festa que estava rolando em Aruba, onde o Mick estava e encontrou o César, quanto uma brincadeira com “Rubicon“, o nome em inglês do Rio Rubicão, referência para a travessia histórica de Júlio César – que ele até chega citar na conversa com a Sara;

 

Também tem outras falas relacionadas ao César, como a frase “Veni, vidi, vici” – “Vim, vi, venci” – que eles substituíram por “Vim, vi e chutei a bunda do César“, e “Et tu Brute“, que virou “Et tu Sara“;

 

Quando o Ray pede para a Gideon dar match em todo mundo na praia, a foto que ela usa é da própria atriz que dá voz para a Inteligência Artificial – e que apareceu na temporada passadaAmy Pemberton;

 

Para fechar, com a Polícia do Tempo, o Rip ficou próximo da sua versão quadrinesca novamente e, logo de cara, deixou uma referência para os quadrinhos do Gladiador Dourado pós-52. Quando ele fala que a nova equipe é a organização “mais importante que ninguém nunca ouviu falar sobre“, é uma referência a essa HQ, que ele próprio participa, onde eles eram chamados de “Os maiores heróis que vocês nunca ouviram falar sobre“;

E aí, o que acharam do episódio? Curtiram o novo caminho das Lendas? Não esqueçam de comentar!

Confira nossa galeria com imagens do próximo episódio, “Freakshow”:

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sobre o autor Márcio Jangarélli

Assessor, redator e jornalista. Madonna de Jakku.