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Legends of Tomorrow: 03×03 – Dominando as feras interiores e as forças de Ísis!

Por Márcio Jangarélli

Abram alas para a nova Lenda egípcia – que esperamos ser melhor que os Gaviões. Esse foi o capítulo de introdução da aguardada e intrigante nova companheira das Lendas, a Zari, também conhecida pelos nomes de Adrianna Tomaz e, principalmente, Ísis.

Para quem não está tão familiarizado assim com a personagem, a Ísis vem da mitologia do Shazam. Mais especificamente, Adrianna Tomaz é a esposa do Adão Negro, que recebe os poderes da Deusa Ísis através de um amuleto, com um funcionamento bem parecido com o do Shazam e do Adão – ela precisa usar o Amuleto de Isis e dizer “Eu sou Isis” para se transformar. Essa é a versão original da heroína, pelo menos.

Porém, com a Zari, Legends está criando algo próprio, mais baseado na versão dos Novos 52 da moça. Nessa continuidade das HQs, Adrianna é uma ativista muçulmana e seu irmão, Amon, faz parte dos Filhos de Adão, que tentam reviver o Adão Negro. Amon morre em um tiroteio e é Adrianna quem realiza o ritual, deixando a paz de lado e partindo para algo mais violento.

No capítulo, as Lendas são levadas para 2042 onde a Zari está sendo caçada pela Kuasa, que foi apresentada no final do episódio passado. Aqui, por um motivo que não foi esclarecido ainda, a A.R.G.U.S. tomou o poder e criou um governo anti-metahumanos. A Zari faz parte da resistência metahumana e pede a ajuda das Lendas para resgatar seu irmão de uma das prisões. Mais em frente descobrimos que o irmão dela já estava morto e o que ela queria mesmo era o Amuleto de Ísis.

Esse episódio levantou muitas perguntas e acabou não respondendo tão bem quanto deveria. Além de ser um tantinho estranho sair de algo leve, como os dois primeiros, para uma enxurrada de informação assim, enquanto a equipe original estava levando a aventura bem como sempre, ainda mais o Mick e a Sara, a trama não fez uma introdução tão satisfatória assim dos novos personagens e da nova história. É perdoável porque estamos no início da temporada, mas isso impede o capítulo de ser ótimo, ficando na casa do mediano.

Fazendo um listagem rápida, para ficar mais claro, o que temos estabelecido, então, é que a Kuasa está sendo rastreada pela Polícia do Tempo por conta de suas viagens sem regulamentação. Sabemos que essa versão da Ísis tem uma origem mais parecida com a dos Novos 52, que o grande mal da temporada possui alguma ligação com os poderes da Ísis e que, por algum motivo, metahumanos estão sendo caçados no futuro.

Sobre os outros campos do capítulo, a Kuasa se demonstrou uma inimiga formidável. Não é qualquer uma que derruba a Sara em uma luta corpo-a-corpo daquela forma e os efeitos para a transformação em água estavam bem bons.

Falando um pouco sobre a Amaya, a Vixen fez toda viagem espiritual para encontrar a raiz do seu problema com o Totem. Não era gravidez – pelo menos não agora – mas não precisamos jogar fora essa carta do romance dela com o Nate mexendo na linha do tempo. Ainda, veremos a moça no auge do seu poder, quando suas habilidades “crescem conforme a ameaça fica mais poderosa”. Essa deve ser uma temporada da Vixen e da Ísis, então esperem mais visões e misticismos.

Outro ponto é que, definitivamente, a Agente Sharp e a Polícia do Tempo são realmente uma ameaça para as Lendas agora, uma vez que as equipes tiveram até um tiroteio e perseguição entre naves. Isso não deve durar muito, mas pode servir para amadurecer o time um pouquinho.

No mais, uma coisa bem incômoda está rolando no andar desses três episódios: a distância crescente do Martin com o resto da equipe. Isso serve para alimentar os rumores da saída do Victor Garber da série em algum momento dessa temporada, algo que vem sendo especulado há algum tempo.

Alguns easter-eggs e referências do episódio:

 

Eu poderia fazer isso o dia todo”, a fala da Amaya quando está lutando contra a Kuasa, é uma referência ao mestre das referências, Capitão América.

 

Prison Break – Quantos easter-eggs de Prison Break já tivemos em Legends até hoje? Relembrando, o Dominic Purcell, que interpreta o Mick, estava na série junto do Wentworth Miller, o Capitão Frio;

 

A.R.G.U.S. – Se você não se lembra ou não acompanha as outras séries do Arrowverse, A.R.G.U.S. é a agência governamental que, entre tantas outras coisas cinzas, é responsável por pesquisas com metahumanos. A organização já foi liderada pela Amanda Waller, mas, atualmente, é encabeçada pela Lyla Michaels, a esposa do Diggle.

 

IT – Com o Pennywise em alta, muita gente deve ter sacado a referência no final do episódio, com o Ray criancinha, escondido no esgoto, se apresentando para um ser misterioso de olhos brilhantes, certo?

E aí, o que acharam do episódio? A Zari tem futuro? Não esqueçam de comentar!

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sobre o autor Márcio Jangarélli

Assessor, redator e jornalista. Madonna de Jakku.