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Legends of Tomorrow: 2.09 – Uma História Star Wars?!

Por Márcio Jangarélli

As Lendas do Amanhã se encontram em um período difícil. Enfrentando uma decisão complexa, a Capitã Sara Lance entregou um artefato misterioso nas mãos da Legião do Mal. Tal objeto pode levar os vilões a uma vitória esmagadora sobre a humanidade.

Perseguidos pelo sinistro grupo, Sara e sua equipe seguem pistas que podem ajudá-los a restaurar a paz na linha do tempo.

Esse não é um episódio qualquer de Legends of Tomorrow. Aqui nós vemos as Lendas dando um passo extremamente corajoso, fazendo uma homenagem ao trabalho de George Lucas, ao universo Star Wars, Indiana Jones e até Howard, o Pato. Só para lembrar, Star Wars e o Howard são da Disney, que também é dona da Marvel. Coragem ou não?

Foi a melhor maneira possível para retornar do hiato. São referências às duas maiores obras de Lucas – Indiana Jones e Guerra nas Estrelas – o tempo todo, em uma narrativa coesa, lotada de ação bem feita, muito humor e toda a maluquice que se construiu como base da série há algum tempo.

É realmente bonito ver como a produção levou a sério o tributo ao criador de Star Wars. Colocar o Ray e o Nate perdendo suas próprias identidades, para ilustrar o quão profundas são as influências de Lucas na cultura, foi genial. Isso porque a própria equipe o assustou e transformou o diretor em uma aberração temporal, que desistiria da carreira como cineasta.

Mais que tudo: se você é um nerd roots, a cena dos heróis, junto de Lucas, no compactador de lixo, imitando a cena de Uma Nova Esperança, deve ter lhe tirado, no mínimo, um sorriso. Quando a Amaya fala que Lucas é sua “única esperança”, aí é para arrepiar mesmo. Aliás, vale nota que a atriz da Vixen, Maisie Richards-Sellers, esteve em O Despertar da Força e chegou contracenar com a icônica Carrie Fisher.

Claro, não ficamos presos apenas nas referências. Rip Hunter retorna de maneira hilária, sendo um diretor de cinema, completamente afetado, nos anos 60. Isso para desenvolver o grande plot da segunda temporada, sobre a Lança do Destino, que pode alterar a realidade para sempre. Tem até um toque de religião sobre o artefato, quando essa seria a lança do soldado que feriu o Cristo crucificado.

Na verdade, a história da Lança já foi usada nos quadrinhos – e isso pode ser uma pista do que está por vir. Ela aparece em Weird War Tales #50, de 1977 e, em certo momento, quem toma posse do artefato é ninguém menos que Adolf Hitler, usando seu poder sagrado para apagar a maior parte dos super-heróis da existência. O Capitão Nazi quase mata o Espectro com ela, para se ter uma ideia da magnitude desses poderes.

Voltando para a série, o desenrolar da história do Mick e suas visões com o Capitão Frio também ganhou espaço, agora envolvendo o professor Martin Stein. O público é relembrado da época do anti-herói como Chronos e o fim dessa saga parece distante e nebuloso. Pelo menos, rendeu ótimos momentos cômicos da dupla.

Legends continua sua empreitada de ser a série de quadrinhos mais divertida do momento, sabendo dosar um ótimo trabalho em equipe, humor e o cânone que está construindo. É um daqueles casos que a produção entrega tudo o que promete e até mais um pouco.

Com “Raiders of the Lost Ark” – Caçadores da Arca Perdida, referência ao clássico Indiana Jones – só podemos torcer para que o programa continue investindo no seu lado mais maluco e nerd de ser, porque não é armadilha nenhuma, é uma grandiosa esperança.

Veja nossa galeria com as imagens da última aventura de Legends:

Legends of Tomorrow vai ao ar agora às terças-feiras, pela The CW.

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sobre o autor Márcio Jangarélli

Assessor, redator e jornalista. Madonna de Jakku.