Capa da Publicação

The Gifted: 1×07 – Diga-me com quem andas, que direi que mutante tu és!

Por Cristiano Rantin

Vocês também ficam com a impressão de que algo de muito ruim vai acontecer na série? Estava conversando com o pessoal da LH sobre isso e parece que só eu fico bastante tenso enquanto assisto The Gifted, esperando o tempo todo que algo de muito ruim aconteça com meus personagens favoritos.

Sei que a série não deu nenhum indício para que isso até o momento, mas as coisas estão indo bem demais e eu simplesmente não consigo afastar da minha cabeça a ideia de que, quando eu menos estiver esperando, algo de muito ruim vai acontecer com eles.

Talvez seja o clima de refugiados, a ameaça constante do governo, ou porque por mais que tentem, os mutantes sempre acabam se ferrando nas histórias. Talvez seja pelo fato de que, em todos os episódios, vemos que enquanto nossos protagonistas lidam com suas crises pessoais, o Serviço Sentinela está se armando e realmente se preparando para a guerra.

E isso ficou muito claro nesse episódio, enquanto o agente Turner enfrentava uma agente do governo que questionava sua operação, argumentando que o que ele estava fazendo feria o direito dos mutantes, já que os condenava como terroristas antes mesmo deles serem julgados.

É claro que, depois de sete episódios vendo as atrocidades que o governo comete com os mutantes, todo o discurso da agente parecia bem vazio, mas não dá pra negar que uma das colocações que ela fez era verdade: Os mutantes estão sendo caçados da mesma forma que os outros grupos minoritários e inocentes. E pouco importa o argumento tosco que Turner utilizou de que se eles não se declaram ou se comportam como cidadãos americanos (ou seja, as “pessoas normais”), eles não devem ter os direitos das outras pessoas – quase um direitos humanos para humanos direitos que, vez ou outra, vemos surgir nas redes sociais.

Por mais ridículo que possamos considerar esse argumento, infelizmente ele é utilizado no mundo real por muita gente babaca que simplesmente quer espalhar violência, ódio e preconceito. Não é preciso apontar que quem está defendendo isso são os vilões da série, né? Ou seja… Repense esses argumentos antes de espalhar o ódio.

O que aconteceu com a moça que estava tentando deixar a operação do Serviço Sentinela o mais dentro da lei possível? Foi atacada pelo mutante do doutor do mal, enquanto o Agente Turner simplesmente assistia aquilo e não fazia nada para impedir. Que belo arauto da justiça, não é mesmo?

Enquanto esse arco vilanesco era desenvolvido, descobrimos que, na verdade, todas essas operações do Dr. Campbell não estão ligadas ao governo e que, em até certo ponto, elas são ilegais. Tudo isso, desde a escolha dos mutantes até o processo que os transforma em armas faz parte das Indústrias Trask e não de uma operação “oficial” do governo.

O nome da indústria parece familiar? Pois é. Nos quadrinhos Bolivar Trask era um cientista militar que ficou conhecido por ser o responsável pela criação das perigosas Sentinelas. Então como já suspeitávamos, boa coisa não vai surgir dos planos de Campbell.

Essa descoberta só foi possível graças à Sábia, que finalmente apareceu usando seus poderes (ao menos parte deles) para conseguir decodificar os drives que Eclipse e Reed resgataram no episódio anterior. Foi bem bacana ver a personagem ganhando um pouco mais de destaque na série, ainda que não seja nem perto do que ela podia fazer nos quadrinhos – e do que queremos ver ela fazendo na série.

Durante essa decodificação dos arquivos, Reed acabou encontrando a ficha criminal de Wes, o namoradinho de Lauren capaz de criar ilusões. No momento em que a descoberta foi feita – e logo em seguida vimos o Doutor Campbell mencionando os mutantes infiltrados que ele estava utilizando para sua causa – fiquei esperando que houvesse uma grande reviravolta e que, em alguma cena, veriamos o rapaz surtando e realmente se revelando como uma arma do Serviço Sentinela. Ainda que isso não tenha acontecido, fiquei tenso até o momento em que ele saiu da série e foi para o outro abrigo.

No entanto, todo o foco da descoberta, serviu para desenvolver o relacionamento de Reed com os seus filhos, dessa vez dando uma chance para que ele fosse interagir com Lauren. Assim como no episódio passado, quando ele teve um momento pai e filho com Andy, vimos que por mais esforçado que ele seja, Reed não é muito bom quando o assunto é ser pai. Ele ainda age mais como promotor do que uma figura paterna em alguns momentos, ainda considera os mutantes com algum crime (o que não é incomum) como algo assustador que precisa ser colocado longe.

Mas, assim como semana passada, vemos que ele realmente está tentando mudar e que, por mais lento que seja, ele está passando por essas mudanças – como pudemos ver na conversa dele com o Wes. Acontece que, mesmo que tudo tenha mudado, Reed ainda acredita que toda ação gera uma reação e que se você quebra alguma regra existe uma punição pra isso.

E isso é algo que Polaris e Eclipse descobriram nesse episódio, ainda que Marcos estivesse apenas tentando pagar sua dívida com a perigosa Carmen, ele não foi honesto com Lorna ou com nenhum outro membro da Resistência Mutante. Tudo que ele fez foi agir pelas costas e colocar a si mesmo em risco ao voltar para os serviços sujos do cartel de drogas de Carmen.

A pior parte? Enquanto Polaris e Belos Sonhos tentavam ir “resgatar” Marcos, as duas viram que não só ele estava bem, como também bastante satisfeito com o que havia feito, chegando até mesmo a dar um sorrisinho enquanto tudo explodia.

Assim, quando ele chega no abrigo dos mutantes, mentindo e arranjando desculpas para Lorna, é apenas natural que ela esteja completamente irritada com ele, afinal de contas ele a traiu quando quebrou sua confiança e não foi sincero com ela. E isso provavelmente vai ser algo que vai ser trabalhoso de recuperar.

Enquanto tudo isso acontecia, Pássaro Trovejante tentava seguir Blink para conversar com ela. A moça ainda está bastante irritada com ele, especialmente porque ainda possui as falsas memórias implantadas por Sonya, mas não nega a ajuda que ele oferece já que todas as suas tentativas de encontrar a misteriosa estrada que apareceu lá no segundo episódio – durante seu surto com os portais.

Acontece que essa estrada era perto da casa onde Clarice havia crescido junto de outros mutantes resgatados por um casal bem intencionado e que, graças a toda a atenção que os portais da Blink chamaram, acabaram assassinados pelo Serviço Sentinela que decidiu investigar a região.

Toda essa cena serve para dar uma razão para que Clarice se una, de uma vez por todas, a resistência mutante, não só pela culpa que sente por ser a responsável pela morte daquelas pessoas, mas também por querer vingança.

O episódio serviu para aprofundar alguns relacionamentos, e complicar um pouco o romance de Polaris com Eclipse – afinal, seria simples demais se os dois ficassem felizes e completos ainda na metade da temporada. Foi interessante ver a Belos Sonhos finalmente tendo mais tempo para interagir com a Lorna, que é sua melhor amiga, mesmo que as duas tenham tido apenas uma pequena participação nesse episódio, já deu pra notar que elas são um time poderoso.

O que vocês acharam desse episódio? Comentem!

Semana que vem devemos descobrir a verdadeira origem dos irmãos Strucker, assim como os gêmeos Strucker originais dos quadrinhos. Confira abaixo o promo do próximo episódio:

Veja também a nossa galeria da série:

The Gifted vai ao ar às segundas-feiras, na FOX. No Brasil, a exibição acontece no dia seguinte, na mesma emissora. Já a review sai toda quarta-feira, aqui na LH.

 

Imagem de perfil
sobre o autor Cristiano Rantin

Jornalista • Mestrando em Comunicação Social pela UEL • Bruxo • Twitter: @ChrisRantin • "Eu sou o fogo e a vida encarnados. Agora e para sempre eu sou a Fênix!"