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The Gifted 1×04 – Filha de Magneto, Magnetinha é!

Por Chris Rantin

Desde o piloto da série, quando vimos Polaris sendo presa ainda no começo do episódio, e Reed Strucker seguindo pelo mesmo caminho depois de ser baleado pelo Serviço Sentinela, estamos esperando o reencontro desses personagens com a sua família.

A cada episódio acompanhamos o desenrolar dessa história, com a Resistência Mutante preparando um resgate dos dois, enquanto os prisioneiros sofriam – especialmente a mestra do magnetismo – os horrores nas mãos de uma força policial horrível, violenta e que pouco se importava com o bem estar dos mutantes.

Tivemos um rápido flashback envolvendo um dos resgates realizados pela Resistência Mutante, vimos que  Pulso, um dos mutantes do grupo do Pássaro Trovejante capaz de desligar as coisas (luzes, armas e habilidades mutantes) com os seus poderes, acabou levando um tiro e supostamente morrido na operação.

Mais uma vez, o flashback serviu para se relacionar com alguma coisa “atual” da série, nesse caso servindo como um argumento utilizado por parte da Resistência Mutante para não se meter nesse resgate da Polaris, afinal Pulso havia morrido em uma operação bem mais fácil do que aquela. Era melhor não arriscar, como argumentou a Sábia.

Obviamente, como todo mundo já estava esperando, isso não iria impedir um grupo seleto de mutantes de seguir em frente em sua operação. Pássaro Trovejante, Blink, Eclipse, Belos Sonhos, Lauren, Andy, Caitlin e o novato Trader, capaz de ficar invisível ao enganar os olhos das pessoas.

A estratégia era bem simples, Lauren e Andy – que descobriram que seus poderes criam um combo poderoso, já que a mutante consegue limitar e canalizar a destruição causada pela habilidade de seu irmão – teriam que destruir a roda do ônibus que transportava Reed e Polaris, a teleportadora Blink, que está sofrendo com o efeito dos poderes da Belos Sonhos, criaria um portal dentro do veículo para que Pássaro Trovejante conseguisse resgatá-los. Todos os outros serviriam para agir caso algo desse errado.

E foi o que aconteceu. Já era de se esperar que as coisas não iriam dar tão certo quanto o planejado, especialmente quando estamos falando de The Gifted que mostrou que tudo sempre vai ser difícil para nossos heróis.

O principal problema que os mutantes precisaram enfrentar foi Pulso, que surpreendendo um total de zero pessoas retornou no episódio, já que ele não havia morrido. Todo o didatismo sobre os poderes do personagem, ainda no flashback, já deixava claro que aquele não era o fim dele, especialmente quando ele poderia ser transformado em uma arma contra os próprios mutantes.

E foi o que aconteceu, de um grande amigo e aliado, Pulso passou a ser utilizado pelo Serviço Sentinela como mais uma medida de segurança no transporte de prisioneiros valiosos (e perigosos). Resta saber agora se isso foi uma escolha dele – o que é improvável – ou se ele é mais uma vítima dos esquemas do governo.

De qualquer forma, foi bastante injusto que Pássaro Trovejante, que supostamente deveria ser o melhor amigo do rapaz, o tenha deixado inconsciente no chão sem tentar resgatá-lo, especialmente quando analisamos isso de um ponto de vista estratégico: Pulso é valioso demais para ficar nas mãos dos anti-mutantes.

Toda a sequência de resgate foi espetacular de acompanhar, não só vimos os heróis tendo um momento hiper dramático por não terem seus poderes, algo completamente limitador e novo, como já havíamos visto com Polaris, como também foi difícil não prender a respiração achando que a qualquer momento iriamos ver algo horrível acontecendo com algum deles.

É importante citar que, nesse momento em que os mutantes não possuíam mais poderes, Caitlin provou ser uma verdadeira leoa quando o assunto é proteger seus filhos, enfrentando sozinha um soldado do Serviço Sentinela usando seu conhecimento médico para incapacitá-lo e permitir a fuga de Lauren e Andy.

Enquanto todo mundo lutava para sobreviver e resgatar seus companheiros, o episódio foi mostrando o confronto entre Polaris e Reed. Vejam bem, para Lorna – que ficou presa e foi ameaçada por Reed – ele continua sendo o mesmo babaca de sempre, e não o cara legal pró-mutantes que vimos ele se tornar depois de estar do outro lado da lei.

O diálogo dos dois foi, mais uma vez, incrível por mostrar dois lados de uma mesma situação e por trazer verdades difíceis de serem engolidas, o que cria um paralelo com a cena em que Caitlin e Eclipse conversavam sobre os mutantes.

Reed começa dizendo:

“Eu sempre dizia a mim mesmo que quem quer que eu enfrentasse na corte era culpado, dizia a mim mesmo que eu era o promotor e as leis eram claras e que se você as quebrasse a culpa era sua. Dizia a mim mesmo que eu só estava fazendo o meu trabalho.  E então eu descobri que meus filhos são mutantes, eles não queriam machucar ninguém, eles não queriam fazer nada. Eles só estavam se defendendo. Mas eles quebraram a lei. […] antes disso tudo eu não entendia, mas agora eu entendo. Eu sinto muito.”

Mas imediatamente é rebatido por Lorna que deixa claro que não perdoa o que ele fez:

“Parabéns, por entender que você era um dos vilões. Então o quê? Se você tivesse pensado um pouco mais você não teria destruído tantas vidas? Hein? Você quer perdão? Peça para o garotinho que eu tive que prender em um ônibus enquanto ele gritava e implorava para ir para a prisão junto de sua mãe – que você sentenciou. Que saber? Peça para centenas de famílias cujas vidas você e seus amigos arruinaram. Não peça perdão para mim.”

Porque ainda que Reed seja um dos mocinhos agora, isso não muda o fato de que ele foi um grande vilão que machucou e destruiu muitas vidas. Ver ele admitir que ele entende que estava errado foi bonito, mas como a própria Polaris respondeu, vai ser preciso mais do que isso para ele equilibrar a balança.

Dentro do ônibus, no entanto, vimos os dois superando suas diferenças para tentar escapar das garras do Serviço Sentinela, apenas para serem surrados pelos soldados mais uma vez. Mas, quando Pulso é nocauteado, Lorna pode utilizar seus poderes novamente, apenas para descobrir que não tem nada de metal onde ela está. Bom, nada de metal além dos pinos na perna de Reed, que a própria moça brincou no primeiro episódio.

Sem titubear, desesperado para voltar a ficar com sua família, Reed pede que ela arranque os pinos da perna dele, dando as armas que a moça precisava para que eles fugissem.

Eu duvido que vocês assistiram essa sequência sem lembrar de Magneto no segundo filme dos X-Men, que também arrancou metal do corpo de outra pessoa e usou isso para conquistar sua liberdade. As referências estavam todas ali, mesmo que Polaris ainda não possua muita prática em modelar seu elemento como seu pai é capaz de fazer.

Nada disso, no entanto, diminui a fodacidade da cena, com a moça finalmente dando vazão a toda sua raiva e simplesmente acabando com toda a operação policial praticamente sozinha e correndo para os braços de seu amado.

Tanto o reencontro de Polaris com Eclipse quanto o de Caitlin com Reed foram muito bons de assistir, mostrando toda intensidade e amor deles, mesmo que a cena tenha durado poucos instantes. Agora, sem querer falar mal de outra série aqui, mas fica muito difícil não comparar esse momento com o reencontro de Medusa e Raio Negro em Inumanos, que além de não mostrar nem um pingo de química entre os dois, não foi minimamente intenso ou satisfatório como o que vimos em The Gifted.

Em suma, o episódio conseguiu satisfazer os fãs com uma sequência de ação incrível onde todos os personagens mostraram suas forças – e pontos fracos – criando momentos de pura tensão para quem assistia. Além disso, conseguimos ver um belo reencontro, tivemos verdades amargas sendo jogadas na cara e, é claro, o início do que deve ser uma nova guerra contra mutantes.  

O que vocês acharam desse episódio?

Ainda que, apesar dos seus problemas, toda a operação tenha sido um sucesso, nossos mutantes sem querer acabaram declarando guerra contra o Serviço Sentinela, algo que devemos ver acontecendo no próximo episódio.

Assista o teaser abaixo:

Não deixem de conferir a nossa galeria sobre a série:

The Gifted vai ao ar às segundas-feiras, na FOX. No Brasil, a exibição acontece no dia seguinte, na mesma emissora. Já a review sai toda quarta-feira, aqui na LH.

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sobre o autor Chris Rantin

Jornalista • Editor • Mestrando em Comunicação pela UEL • Instagram e Twitter: @Chris_Rantin • "Eu sou o fogo e a vida encarnados. Agora e para sempre eu sou a Fênix!"