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The Flash: 4×03 – SAI ZICA!

Por Mike Sant'Anna

Todo mundo tem aquele dia que você pensa “Não é possível que tanta coisa esteja dando errado ao mesmo tempo hoje? O universo só pode estar conspirando contra mim!”. Bom, se vocês não têm esse dia, me digam como é, porque eu tenho com certa frequência. Sabe? Aquele sentimento que a Lei de Murphy te persegue? Pois é exatamente sobre isso que o episódio de The Flash desta semana vem tratar.

Mais uma vez, o episódio vem reforçando este sentimento de que teremos uma terceira temporada muito mais leve, muito mais divertida, e mais digna do que os fãs sempre esperaram de uma série do Flash. Já começamos o episódio mostrando o excelente Pensador no passado, avaliando uma humana qualquer, com um azar fora do comum. Toda a sequência que mostrava a vida cotidiana de Becky foi incrivelmente divertida, assim como todo o episódio.

Toda a trama deste episódio, foi envolta nesta temática de má sorte e boa sorte, onde até mesmo a extrema má sorte foi explicada cientificamente pelo retorno do melhor Harrisson Wells da série, o Harry da Terra-2. Falando em Harry, quão bom foi poder rever a dinâmica deste bromance entre o personagem e Cisco? Dois personagens que dividem uma química excelente, uma amizade que dá gosto de ver, e que arranca algumas boas risadas.

Toda ameaça da vilã Hazard foi algo completamente digno de um vilão rotineiro do Flash, e eu fiquei bastante contente em ver que o primeiro instinto do herói, foi tentar resolver o problema conversando com a vilã, o que normalmente seria algo até um pouco chato, se fossemos tratar de outro herói, mas esse é o Flash que conhecemos das páginas dos quadrinhos.

Este não foi um episódio que alçou grandes objetivos, não tentou ser impactante, nem exorbitante, foi um episódio com dois objetivos:

1- Divertir

2- Contar como foram criados os novos meta-humanos.

E o episódio foi muito bem-sucedido em ambos objetivos. Principalmente no primeiro deles, já que os roteiristas de Flash aprenderam que você não precisa necessariamente de piadas para deixar o episódio leve e divertido, a riqueza está nos detalhes. Seja em Barry e Cisco tropeçando em Wells no meio da rua, seja em Joe dizendo que a casa não é velha, é Vintage, ou até mesmo nas reações de Barry ao ver Iris tentando casar logo após um velório.

Os destaques do episódio definitivamente estão nos personagens principais dele, Barry Hazard e O Pensador. Hazard foi uma vilã extremamente convincente em suas motivações, carismática enquanto estava em tela, e fiel ao seu personagem e sua personalidade até o ultimo momento, onde Barry finalmente a algemou. O Pensador, mesmo não aparecendo muito, toda vez que dava o ar da graça em tela, trazia este ar superior típico, digno e esperado de um grande vilão de quadrinhos. E para finalizar, Barry. Tanto como Flash quanto como Barry Allen, é muito gratificante finalmente ver o personagem leve, atrapalhado, sorridente e brincalhão. O Flash voltou a ser um herói que inspira confiança, esperança e alegria e isso tem sido um ótimo trabalho conjunto dos roteiristas com Grant Gustin.

Outro ponto que vale destacar é que a série – finalmente – reconheceu que ela não tem mais espaço para Wally West, e estava desperdiçando o personagem. Então Kid Flash está de mudanças para Blue Valley – cidade natal de Wally West nos quadrinhos dos Novos 52 – e quem sabe o que o futuro reserva para o herói neste Arrowverse. Será que talvez ele participará de Legends of Tomorrow?

Se você ainda não se convenceu que foi um bom episódio, a cereja do bolo está no fato de que Barry não recebeu nenhum discurso motivacional desta vez. Isso sim é um avanço!

Confira as imagens do próximo episódio.

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sobre o autor Mike Sant'Anna

Eu sou o melhor no que eu faço, mas o que eu faço... É bem retardado.