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The Flash: 3.23 – A temporada não merecia este final!

Por Mike Sant'Anna

Atenção: Alerta de Spoilers!

Enfim chegamos ao ultimo episódio desta que foi a temporada mais turbulenta de The Flash até o momento. Viemos de um episódio bastante carregado emocionalmente como foi o episódio anterior que mostrava a morte de Iris West. O problema foi que, em tese, nós lamentamos a morte de Iris por 1 semana e 5 minutos exatamente.

Isso se deve ao fato que o episódio começou com uma decisão um pouco “controversa”, de revelar o verdadeiro plano por trás da morte de Iris rápido demais. Não tivemos o tempo de lamentar a morte da personagem – nem mesmo os personagens tiveram – e já foi sendo revelado que na verdade a pessoa a ser assassinada por Savitar foi na verdade H.R. Neste momento, cabe muito bem aqui o meme que se popularizou atualmente: “Estou feliz e p*to”.

Primeiramente foi uma boa saída para a fatídica morte de Iris, mesmo que já viesse sendo um tanto quanto previsível – é só você olhar os comentários da review anterior, e verá o tanto de pessoas que adivinharam que isso aconteceria – além de que esta alternativa finalmente dava uma justificativa para que o sacal H.R estivesse sido introduzido na série, a saga do herói improvável, a exaltação do ser humano comum. Por outro lado, ao ver que isso seria feito, imagino que ter feito “Iris” morrer uns dois episódios atrás talvez fosse uma ideia melhor, para que pudéssemos pelo menos ter sentido o impacto da morte dela. Mas de qualquer maneira, a solução acabou tendo um saldo positivo no fim das contas.

Após Barry e seus amigos finalmente terem conseguido mudar o futuro, o episódio brinca com nossos medos e começa a dar indícios de que tudo se resolveria da pior maneira possível. Eu vou confessar algo para você leitor, eu tinha muito medo de que Savitar fosse ser derrotado por um discurso motivacional, e à medida que o episódio passava, mais claro ficava que a ameaça de Savitar seria solucionada por um textão de Iris. Ledo engano meu, pois os roteiristas aparentemente suspeitavam que haveria alguns fãs assim como eu, e resolveram “brincar” conosco.

O episódio está de parabéns por fazer “Barrytar” se manter mau e fiel aos seus objetivos vilanescos até o fim, mesmo com os maiores esforços de sua contraparte benigna de resgatar e redimir a alma do vilão. O episódio que parecia que se resolveria da maneira mais óbvia e previsível possível, de repente dá uma guinada inesperada no roteiro que você rapidamente se segura na cadeira e se pergunta o que está acontecendo.

Rapidamente somos levados à um momento que esperamos, talvez, desde a primeira temporada: Um time de velocistas contra o grande vilão. Eu sinceramente contava que Zoom fosse ser derrotado assim na temporada passada, então ver Wally e Jay Garrick se unindo à Barry para que, juntos, pudessem tentar se equiparar ao poder de Savitar, foi realmente algo que acariciou o “ego” dos fãs de quadrinhos. Um destaque para a aparição do Flash Negro sendo derrotado por Nevasca que, brilhantemente, se despede de Hunter Zolomon.

Do outro lado tínhamos Cisco e Cigana unindo forças para derrotar Caitlin enquanto Savitar continuava a mostrar que independentemente de quantos velocistas estivesse enfrentando ao mesmo tempo, ele ainda era o mais próximo de um deus que existia. A sequência da luta final foi muito bem feita, te fazendo segurar o fôlego em vários momentos, trazendo a adrenalina necessária e explorando cenas criativas o suficiente para ficarem guardadas na memória do espectador, por exemplo, Barry atravessando a armadura de Savitar, expulsando o outro Barry lá de dentro e se tornando um Savitar Reverso era algo que eu definitivamente não esperava.

A grande ameaça de Savitar termina com a melhor referência possível, pois já que essa temporada se tratou unica e exclusivamente sobre o Flashpoint, nada como referenciar a maneira como o Flash Reverso morre nessa história. Em Flashpoint, Thawne é assassinado por um ataque sorrateiro de Thomas Wayne vindo das costas, nos quadrinhos esse ataque é com uma espada, enquanto na animação Eobard toma um tiro na nuca, e é exatamente essa referência da animação que vemos quando Iris salva Barry atirando nas costas do vilão. O que é poético, visto que a temporada inteira vimos Barry tentando salvar Iris de ser morta por Savitar, enquanto no fim de tudo, vimos Iris salvar Barry matando Savitar.

Com o fim do vilão e de toda sua ameaça, fiquei intrigado com o tanto de tempo que ainda faltava para o episódio terminar, assim como muitos de vocês eu imaginava que veríamos finalmente o casamento de Iris West e Barry Allen, mas no fundo eu imaginava que a CW não iria contrariar sua regra principal: HERÓIS NÃO PODEM TER VIDA AMOROSA ESTÁVEL.

Porém, nem nos meus sonhos mais ousados, eu imaginaria que a CW teria a coragem de adaptar sua própria versão do final de Crise das Infinitas Terras, com Barry Allen se unindo à Força de Aceleração e deixando o manto de Flash para Wally West. Foi uma cena digna de um Barry Allen heroico como nunca, em paz com suas escolhas, feliz pelas consequências. Uma cena impactante para nos fazer acreditar por um momento que a CW realmente poderia trocar o protagonista da série, assim como a Warner quer que a gente acredite que o Superman morreu em Batman vs Superman.

No fim das contas, o episódio final da terceira temporada de The Flash destoou bastante do que o que a temporada vinha apresentando, porém em um bom sentido, pois foi um episódio bom demais para uma temporada tão mediana, foi um episódio corajoso e bem executado que, juntamente com o penúltimo episódio, te faz ter a certeza de que se a série não tivesse a obrigação de ter 23 episódios, com certeza eles contariam uma história épica.

Resta saber agora quanto tempo Barry ficará longe durante a 4ª temporada. Por favor CW, honre a coragem que tiveram em suas season finale e não retornem com o personagem antes do terceiro episódio no mínimo. Respeitem o “luto”, respeitem a decisão de Barry, para uma nova corrida começar, outra precisa ter acabado.

Confira uma galeria de imagens do episódio logo abaixo.

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sobre o autor Mike Sant'Anna

Eu sou o melhor no que eu faço, mas o que eu faço... É bem retardado.