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The Flash: 3.21 – Episódio certo, na hora errada!

Por Mike Sant'Anna

Atenção: Alerta de Spoilers!

No episódio desta semana tivemos a continuação do que veio a ser a grande – ou não tão grande assim – revelação da identidade de Savitar. Agora que sabemos que o grande vilão desta temporada é na verdade um Barry Allen maligno, ficou aquela dúvida no ar: “Por que Barry mataria Iris?”

O episódio foi muito feliz em iniciar exatamente de onde o episódio anterior parou, em uma explicação objetiva desta pergunta. Mas, sinceramente, a explicação ainda não foi satisfatória. “Barrytar” – vou chamar ele assim agora para diferenciar melhor – explica que ele na verdade era um remanescente do tempo que foi invocado por Barry para derrotar Savitar, e o vilão, sabendo que aquele era na verdade sua versão passada, o deixa viver para que ele futuramente venha a se tornar Savitar. Eu como sou uma pessoa letrada e treinada por Doctor Who, já sei lidar com as maluquices que provém de viagens no tempo, mas eu assumo que para muitas pessoas isso deve ter sido muito confuso.

Deixando de lado as fracas motivações de Barrytar para voltar no tempo, se tornar um “deus” e um grande vilão. O episódio inicia com um plano do Team Flash para impedir que Savitar saiba quais são os próximos passos para impedi-lo. Na melhor utilização da frase “Eu disse que eu tinha um plano, não que era um BOM plano.”, o time do Star Labs faz uma trapalhada digna dos Guardiões da Galáxia, mas que ainda assim, deu para comprar que simplesmente algo deu errado e gerou uma consequência tragicômica.

O episódio em si foi de uma qualidade acima do padrão, por ser um episódio trazendo todos os grandes elementos que uma série do Flash deveria ter. Foi um episódio leve e divertido, mostrando um Barry Allen que você sempre quis ver na série. Eu entendo perfeitamente que é impossível e irreal ter um Barry brincalhão dadas as coisas que vem acontecendo em sua vida, mas sim, ver esse tipo de atuação de Grantin Gustin massageia um pouco aquele lado fã do Flash que gosta deste lado do personagem.

Mas é um episódio que veio na hora errada. Estamos falando do antepenúltimo episódio da temporada, a preparação do terreno para a grande conclusão desta fase na série. Porém este vigésimo primeiro episódio ainda se utiliza de um TV Trope, para quem não está acostumado com o termo, é como se fosse um “clichê” que as séries de TV usam. Eu tenho certeza que se você colocar a mão na memória, vai conseguir se lembrar de alguma outra série onde teve um episódio baseado no protagonista perdendo a memória e vivendo “altas confusões” por conta disso.

Como eu disse, o episódio chegou atrasado na temporada, se essa estrutura de episódio tivesse sido usada na metade da temporada, talvez tivesse sido até mesmo um dos melhores episódios, porém faltando agora apenas dois episódios, a sensação que ficou ao fim de Cause and Effect  é que tivemos um episódio desperdiçado para pouquíssima informação que realmente veio a construir a reta final desta turbulenta terceira temporada.

Eu temo às vezes de soar como alguém que detesta a série, sendo que é o exato oposto que acontece, onde comecei a temporada bastante empolgado com o que acontecia e hoje me vejo no mesmo lugar que muitos de vocês, vendo a série sofrer da famosa maldição do 3º, que não perdoou grandes franquias do cinema, e vem se mostrando poderosa também entre séries de TV. Nos resta torcer para que os dois últimos episódios sejam exponencialmente bons para terem justificado essa queda na reta final.

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sobre o autor Mike Sant'Anna

Eu sou o melhor no que eu faço, mas o que eu faço... É bem retardado.