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Dragon Ball Super: Ep. 120-121 – Para fechar o ano com chave de ouro; Universo 7 vs a fusão suprema do 3!

Por Márcio Jangarélli

Seguindo a eliminação pra lá de decepcionante do Quitela e seus guerreiros no 119, grande parte dos fãs de DBS já estava dando os próximos capítulos, focados no Universo 3, como fillers para fazer aquela enchidinha de linguiça até os feriados passarem – afinal de contas, todos sabemos que o confronto final do Torneio foi desenhado como 7 vs 11 desde o início da saga. Estávamos enganados, no entanto.

As coisas começaram mornas. O 120 foi feito só para trazer os holofotes para o Gohan, que é o mais apagado da equipe 7. No entanto, a intenção não funcionou tão bem assim: quem roubou a cena – mais uma vez – foram os Androides, que até relembraram sua fonte de energia infinita, algo que os fãs das antigas estavam esperando ser citado desde o começo do Torneio. Colocar os dois para surrar alguém que tem uma armadura “indestrutível” foi a melhor maneira de trazer esse traço dos dois de volta. Inclusive, a forma que os dois atacaram, coordenados, finalizando com uma uma chuva de raios de energia, lembrou a Accel Dance, o golpe dos Androides do futuro que matou o Gohan daquela época.

O ‘megazord” do 3 no 120 foi até bacana, mas se parasse ali e esse universo também fosse finalizado por um kamehameha da família Goku, esse seria mais um capítulo para revirar os olhos e seguir adiante. O que não esperávamos é que, no melhor estilo Power Rangers, o Dr Paparonique tinha até um cetro, diga-se de passagem – fez um “CETRO MÁGICO, FAZ MEU MONSTRO CRESCER”, se fundiu com os três robôs restantes na arena e formou uma criatura digna de final boss: Aniraza.

O design do Aniraza faz sentido, levando em consideração os membros da fusão? Nem um pouco. Ele é praticamente um personagem retirado lá das aventuras de GT. Ele ficou ruim no Torneio? Definitivamente não. Surgindo direto no começo do 121, o monstro do Universo 3 foi uma ótima surpresa, que rendeu um dos melhores episódios da saga, com uma animação fantástica – até o cabelo do 17 ficou de encher os olhos dessa vez.

Em si, ele lembra todos os monstros dos filmes de Dragon Ball combinados. Até os socos que quebram dimensões nós já vimos com o Janemba. A ameaça de um monstro gigante de pura fúria também traz um pouco das épocas onde o Oozaru dos saiyajins era uma ameaça e era necessário todo um trabalho tático para vencer o gigante, porque força bruta dificilmente funcionaria – ainda mais em um momento de final de batalha, onde a maioria dos guerreiros já estavam cansados.

Todo o episódio 121 merece palmas, foi um arrepio atrás do outro. Os Androides brilharam como nunca aqui; a 18, que realmente não tinha mais espaço no time – convenhamos, mesmo a moça sendo extremamente badass, ela não treina – ganhou um final digno, se sacrificando para salvar o 17. O 17, por sua vez, como se já não estivesse sendo o melhor personagem dessa saga toda (ele é aquele cara que fez valer o retorno que lhe deram), analisou o inimigo melhor que ninguém, entendeu como seus ataques funcionavam e teve a cena mais SENSACIONAL do capítulo, destruindo o núcleo de energia do Aniraza. Ugh, arrepios só de lembrar. 17 deveria ganhar as Super Dragon Balls só pelo trabalho que teve nessa saga e desejar uma série solo dos Androides.

Outros momentos legais ficaram com o Freeza salvando o Goku no chute – Ohohohoho – e finalmente se juntando à batalha. Um detalhe que, enquanto todos estavam lá, dando todo seu poder contra o Aniraza, o Imperador do Mal ficou só no laser de dedo. Também precisamos citar o Mosco, que revelou sua forma verdadeira antes de ser apagado. O Deus da Destruição mais troll de todos os tempos, que podia falar, mas fazia o Anjo ficar traduzindo os beep-boop-beep o tempo todo. Aliás, o nome do Deus mesmo é Mule, Mosco é o robô, que formam “Moscow Mule”, seguindo a tradição dos Deuses com nomes de bebidas alcoólicas.

Mas então, “Qual é o gosto da última vitória de suas vidas?” Jiren e sua trupe chegaram para encarar o quinteto final do 7 e hora da batalha final. Uma pena que teremos que segurar a ansiedade até Janeiro, mas que o recado fique dado: Jiren, mais uma vez você subestimou os poderes de um verdadeiro guerreiro saiyajin. Se você quer realmente testar seus poderes, fique parado onde está. Vegeta-sama cansou de brincadeiras.

Ansiosos para o próximo episódio? Gostaram da preview, com aquele belíssimo chute do Vegeta no Cinzento? Será que teremos Gamma Burst Flash, Vegeta Ultra Instinct ou God? Não esqueçam de comentar! Só nos resta esperar para saber o que o príncipe saiyajin tem guardado. Ele colocará seu orgulho em jogo em 6 de Janeiro. Até lá o/

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Imagens: DB-Z
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sobre o autor Márcio Jangarélli

Assessor, redator e jornalista. Madonna de Jakku.