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Boruto: Ep. 31 – Um protagonismo difícil de superar; Boruto vs Shizuma!

Por Márcio Jangarélli

Finalizamos o arco da Vila da Nèvoa da pior forma possível, galera. Foram tantos erros nesse capítulo que o maior acerto foi finalizar essa aventura de uma vez.

Primeiro, falemos sobre o Kagura. No fim das contas, a dinâmica entre ele e o Shizuma foi construída de forma que terminasse em uma “homenagem” à relação entre o Haku e o Zabuza, lá de Naruto, e todo aquele lance do Haku sempre querer servir como uma ferramenta para o espadachim. Não deu nada certo.

Diminuíram o personagem, forçaram até a exaustão a “maldição do Yagura”, só para relacionar o rapaz com o Boruto, e criaram uma trama tão rasa quanto a maioria das coisas que foram apresentadas nessa trama. É até vergonhoso ver o ninja, que até pouco tempo atrás estava sendo tratado como prodígio, manuseando a Hiramekarei de um lado pro outro como se não soubesse o que estava fazendo. Comparar isso com Haku e Zabuza é pecado.

O segundo ponto de discussão aqui é o Shizuma. Primeiro que em nenhum momento descobrimos qual a ligação do rapaz com o Kisame, mas tudo bem, isso não é realmente um problema. O principal é que o rapaz também tinha potencial e estava sendo tratado como um grande ninja. Quando o Mitsuki o confronta com o documento, afirmando que ele é quem estava matando todo o pessoal, e ele reage se mostrando um psicopata qualquer, foi a maior broxada que Boruto poderia proporcionar. Pior que isso, só ele apanhando do próprio Boruto, que nem genin é e nem deveria ter as habilidades que tem no momento. Reviver a Névoa Sangrenta porque é divertido? Por favor. Colocar a Samehada na mão de alguém assim… E nem a animação dele monstrão ficou bacana.

Mas a cereja no bolo amargo foi o protagonista. Nesse capítulo, Boruto mostrou um protagonismo tão feio e descarado que Naruto sonhava poder colocar em tela sem várias camadas de máscara. Na primeira luta, o mini-Naruto, agora que transformaram o personagem, não foi bem o culpado, quando o problema foi com o Kagura mesmo. Mas com o Shizuma… o Boruto nem deixou a Academia ainda e já dominou muito bem seu chakra do vento e até criou uma espécie de habilidade própria. Isso lembrando que ele está trabalhando em uma segunda natureza. E um plus: nem o Naruto, em seus dias mais overpower, pegaria uma espada dos Sete Espadachins da Névoa DO NADA e conseguiria manuseá-la para derrotar um inimigo logo em seguida. Na verdade, talvez o Naruto até conseguisse pela quantidade de chakra que ele tem, o Boruto nem isso.

Mas Jangarélli, você não estava elogiando a Sarada no episódio passado? Sim. A moça Uchiha tem um contexto para saber o usar o Sharingan e, por sua vez, o Sharingan permite tudo o que rolou no episódio passado. Foi exagerado? Sim, mas ainda dentro dos limites de assistir sem desgosto.

A única coisa que TALVEZ possamos considerar interessante é que o estilo de luta do Boruto continua evoluindo na direção do Punho Gentil, mas um tanto mais bruto. Se isso é legal ou não, só o futuro pra dizer. E não podemos esquecer de dizer o quanto diminuíram o Mitsuki aqui para próximo do Boruto, quando o rapaz deveria estar quilômetros de distância do protagonista em habilidades.

Pelo menos, a névoa dissipou de vez. E vocês, o que acharam do episódio? Concordam? Discordam? Não esqueçam de comentar!

Confira nossa galeria com imagens de Boruto:

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sobre o autor Márcio Jangarélli

Assessor, redator e jornalista. Madonna de Jakku.