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Boruto: Ep. 01 – A Era dos Shinobis Acabou?

Por Márcio Jangarélli

Embarquem nessa aventura da Legião pelas terras nebulosas, divertidas e nostálgicas dos animes com a estreia de Boruto: Naruto Next Generations! É hora de tirar aquela bandana do fundo da gaveta, porque as aventuras de Konoha voltaram com força total.

Antes, vou deixar claro uma coisa: só estou considerando o anime aqui. Nada mais, nada menos que o anime. E um pouquinho da saga de Naruto. É importante enxergar a nova produção dessa forma, afinal, o jeito ninja de ser do protagonista é focado em criar a sua própria história.

De primeira, quando se ouve que Naruto, depois de tanto tempo, acabou, mas vai ganhar um spin-off com seu filho – Boruto – vem um sentimento esquisito. Será que isso não é só pra alongar ainda mais essa história? Vão repetir tramas? Personagens? Ideias? Existe mesmo a necessidade desse anime?

Quando Masashi Kishimoto criou toda a mitologia de Naruto, é bem provável que ele não tinha ideia das proporções que seu projeto tomaria. O jovem ninja de Konoha, com a infame Raposa de Nove Caudas selada em sua barriga, com o sonho de se tornar Hokage e todos os inimigos que viriam em seu caminho é um marco da década passada. Seja o original, seja Shippuden, Naruto trouxe pro Brasil aquele sentimento que não aparecia de uma forma tão proeminente desde os anos 90.

Em 2017, Shippuden foi finalizado e a aventura protagonizada por Naruto, Sasuke e Sakura foi fechada. Por isso, o nome do novo projeto, compridão mesmo, é ideal – Boruto: Naruto Next Generations. É uma reinvenção total, ainda mantendo o espírito das histórias anteriores. Algo feito realmente para uma nova geração, que pode ser tão inspirada pelo Boruto quanto a minha e a de muita gente foi tocada por Dragon Ball, Cavaleiros do Zodíaco ou Naruto.

Mas antes de entrarmos na nova história, vamos relembrar os bons momentos; Coloca essa opening no volume máximo, pra dar aquele sabor nostálgico:

https://www.youtube.com/watch?v=cRfNPHVznDU

Agora sim, precisamos falar sobre Boruto. Se você esperava que, depois de toda aquela batalha insana contra Obito, Madara e Kaguya, o Mundo Ninja ficaria em paz, nem comece o anime. Por mais que a proposta aqui seja mais jovem e divertida, “Next Generations” começa bem sombrio, no futuro de Konoha, com uma batalha entre o protagonista, já mais velho, e um inimigo, em cima da estátua dos Hokages destruídamais especificamente, em cima do rosto do Naruto – com o fim da era dos shinobis sendo declarado.

Esse também é o começo do mangá de Boruto, mas a história a partir daí é completamente original. Alguns pontos que precisam ser destacados é que sim, tudo indica que nosso querido ex-protagonista, herói de uma geração amante de animes, morrerá em breve. Nem todas as reinvenções do anime são alto-astral. Mais ainda: Boruto, pelo visto, é um ninja renegado e mostra habilidades diferenciadas com esse Byakugan monstro e a katana. Essa não será uma história focada apenas em Ninjutsos.

No passado, as coisas também não estão super-felizes na vida do jovem herói. Ao contrário do final feliz que se esperava, após o casamento com a Hinata, o Naruto se torna um pai e um marido ausente, se dedicando mais ao seu trabalho dos sonhos como Sétimo Hokage do que para sua família. Isso machucou demais o Boruto.

Inclusive, se você não viu Naruto, a visão do protagonista sobre o Hokage é muito diferente do que os fãs estão acostumados. Essa não é uma jornada em busca de um sonho quase impossível, de uma criança rejeitada, de um ninja atrapalhado. Nada disso. Boruto é conhecido por todos, mas ele mesmo se afasta dos outros. Ele é um pouco arrogante, rancoroso, extremamente habilidoso e com um sonho que passa longe de ser o líder de Konoha. Na verdade, é o contrário: ele quer mesmo é se ver livre do Hokage.

Como a história do anime é novidade, nós pegamos a aventura do Boruto quando ele está entrando na Academia Ninja, diferente do mangá, quando ele já está próximo do icônico Exame Chünin. Isso é interessante porque é o mesmo lugar de onde o Naruto saiu, para reforçar a ideia de que o Boruto é seu próprio personagem, por mais que existam todas as semelhanças do mundo entre ele e o pai.

Basicamente, o primeiro episódio pinta um quadro onde o Naruto é apenas um plano de fundo: o imponente e popular Hokage, a estátua nas muralhas da cidade, a sombra de seu filho.

Outro ponto importante é ver – como já havia sido mostrado nos filmes e etc – a Konoha moderna. De Naruto para Boruto, Konoha praticamente saiu da idade feudal para aterrissar de uma forma deliciosa no século XXI. Os ninjas agora vivem em prédios, possuem alta tecnologia e a pacata Vila da Folha está mais urbana que nunca. Simplesmente épico.

Até onde Boruto será original, só dá para especular. Mas esse não parece ser um daqueles casos onde a história própria do anime é inferior à apresentada no mangá. Estamos acompanhando um prelúdio e, provavelmente, teremos outra aventura enorme pela frente.

Boruto é divertido, nostálgico, um tanto chocante e novo. Estamos em um mundo conhecido, sim, mas esse é outro olhar, outra história, outro rumo. Esse é um caminho mais tortuoso que o antigo, quando o protagonista tem que lidar com seu pai, um herói, e deve abordar um lado mais “cinza” que Naruto sobre bem e mal.

Vale nota: no final do episódio, para acentuar a tensão entre o garoto e seu pai, ele acaba quebrando a escultura do Sétimo. É simples, mas é simbólico.

E vocês aí, o que acharam do episódio? Boruto tem futuro? Animados pelas próximas histórias? Não esqueçam de comentar!

Confira nossa galeria com imagens do anime:

Você pode assistir Boruto: Naruto Next Generations, todas as quartas-feiras, pela Crunchyroll. E não percam nossa review semanal do anime, todas as quintas, aqui na LH!

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sobre o autor Márcio Jangarélli

Assessor, redator e jornalista. Madonna de Jakku.