Arrow: 5.17 – Onde Vivem os Monstros?

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Arrow: 5.17 – Onde Vivem os Monstros?

Por Márcio Jangarélli

..e para salvar Star City, eu tive que me tornar alguém diferente. Algo diferente.

Sem enrolações, vamos direto ao ponto. Depois de algumas pistas no decorrer da temporada, Arrow colocou todas as cartas na mesa em “Kapiushon”. Estamos acompanhando não apenas a redenção da série, depois de duas temporadas obscuras. Essa é a jornada de penitência e redenção do Oliver por conta de seu passado como serial killer.

Exatamente, senhores, serial killer. Evelyn Sharp havia apresentado essa ideia lá no começo da temporada, quando o protagonista revelou para os pupilos que também era o “Capuz”, do primeiro ano. E é uma ótima ideia para ser explorada, afinal, ele era mesmo um serial killer, não? Além de toda a ideologia de um, metódico, matando pessoas através de um certo perfil e etc, o Adrian fez o Oliver confessar: ele gostava de matar.

Pode parecer pouco à primeiro momento, mas, como Arrow sempre trabalhou com uma abordagem mais “realista” do mundo super-heróico, esse é o máximo de realismo que podemos ter. Um vigilante que usa um plano de fundo heroico para justificar sua sede de sangue.

O melhor desse episódio – além de ser brutal na medida que a The CW pode ser – é que os flashbacks, que percorreram o capítulo, são interessantes do começo ao fim. Depois dos anos na ilha e nas mãos da Amanda Waller, é na Rússia que vemos o nascimento do monstro que chegou em Starling City no começo de Arrow.

Outras coisas excelentes: retomaram várias coisas que, em outros tempos, teriam sido deixadas pelo caminho. A Artemis/Sharp, por mais que não seja a melhor atriz do mundo, foi excepcional em sua participação. Chase e seu Prometheus ameaçam tirar o posto de segundo melhor vilão do Slade. E tivemos referências e aparições pontuais, como o próprio nome do Exterminador, ou do Tommy, sendo citados, o filho do Oliver e a aparição do Merlyn nos flashbacks.

Falando sobre o Merlyn, parece que ele e os eventos na Russia ainda vão afetar a série de alguma forma. No final, vemos que o Kovar não morreu e isso abre um leque de possibilidades. Pode ser que tenhamos visto o nascimento do KGBesta, que nos quadrinhos é o Anatoli, mas, nesse caso, a mudança pode vir para o bem. Ou, talvez, ele use o codinome de seu filho nos quadrinhos – que não é vilão, mas está valendoEstrela Vermelha. Também abre espaço para o próprio Estrela Vermelha aparecer e se juntar ao Team Arrow, quando ele trabalha com os Titãs nas HQs.

Só podemos bater palmas para Arrow, depois dessa virada de jogo. Ainda é difícil dizer sem um medinho do que está por vir, mas essa poder terminar sendo a melhor temporada do programa.

É por causa de coisas como o quinto ano de Arrow que eu ainda tenho esperanças no futuro. Se a série do Arqueiro Verde pode melhorar dessa forma, você também pode.

Mas e agora? Como o Arqueiro Verde vai ressuscitar sua moral depois desse golpe na boca do estômago? Com cinco episódios restantes, só podemos esperar que “Disbanded”, na semana que vem, mantenha o ritmo e rezar para todas as divindades que nenhuma surpresa estrague esse momento.

Confira nossa galeria com imagens do episódio:

Arrow vai ao ar todas as quartas, pela The CW. Não perca nossas reviews semanais da série, todas as sextas, aqui na LH!

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Márcio Jangarélli

Assessor, redator e jornalista. Madonna de Jakku.