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Arrow: 5.15 – Animais Políticos, Revelações e Decepções em Star City!

Por Márcio Jangarélli

O grande mistério da quinta temporada era a identidade do Prometheus. Muitas teorias interessantes surgiram ao longo do caminho, com o novo nêmesis do Oliver se mostrando alguém muito próximo, alguém que estudou e conhecia o protagonista bem demais. Seria agora o retorno do Tommy, seguindo os passos de seu pai? Roy afetado pelo Flashpoint?

No fim, a resposta foi apenas previsível e a cena da revelação ruim. Quando Adrian Chase surgiu nessa temporada, de cara ele era a principal aposta para ser o rosto por trás da máscara do Prometheus. Um cara meio peculiar, que foi crescendo e se tornando cada vez mais interessante.  Porém, a série deu pistas falsas, redirecionou a coisa e, enfim, quando o vilão tira a máscara, a sensação é sim de decepção.

Sim, Adrian Chase é o Prometheus. Previsível, claro, mas o erro dessa vez foi da trama dar indícios de algo diferente e melhor, não por conta do personagem mesmo. Ainda é cedo para julgar como essa história vai acabar. Não podemos descordar que, até então, tem sido uma boa aventura.

Mas o ponto triste do capítulo não está no vilão. Nem no Vigilante, que é um ponto confuso nessa trama toda. Dessa vez, a decepção vem de como a produção está tratando uma de suas melhores personagens: a Thea.

É o caso Laurel novamente. Thea Queen, que foi um dos grandes pontos de todas as temporadas passadas, vem sendo diminuída a cada episódio que chega, com o Oliver, em todo o seu pedestal de sabedoria hipócrita, julgando cada ação que sua irmã tenta tomar para protege-lo. Não me levem a mal; as atitudes dela são antiéticas sim, sem dúvida.

No entanto, levando isso para o lado mais profissional da coisa, ela não está fazendo mais do que seu trabalho, tentando proteger um cliente dificílimo. Tirando o fato de que parece que a produção esqueceu que ela é uma ninja-assassina-fodona-ex-vigilante. No fim, ela entregando a carta de resignação foi um tiro no pé, quando, se você analisa toda a temporada, quem governava Star City era ela, não o Oliver. Não até os últimos capítulos.

Sobre o impeachment, que bom que as coisas se desenrolam tão rápido na cidade, não? Mas, novamente, é bem bacana ver o Arqueiro resolvendo as coisas apenas como prefeito e não como justiceiro.

Falando dos outros personagens, quem brilhou dessa vez, finalmente, foi o Curtis, que finalizou suas Esferas-T. Seguindo um período bem irritante na trama do rapaz, foi bom ver ele sendo útil e se desenvolvendo como Senhor Incrível.

E a Felicity se entregou de vez para seu lado mais obscuro, aceitando seu lugar no grupo hacktivista Helix. Esse arco está bem interessante e deixa no ar a questão de talvez ser o gancho para sexta temporada. Ou não; é possível que ainda vejamos a resolução da trama na quinta, mas creio que seria um desperdício, pois parece bem promissora.

Os flashbacks? Alguns episódios atrás, eles estavam bem construídos e casando com o quinto ano da série; agora a coisa parece arrastada demais. Onde foi parar a Talia? Seria ela o gancho da sexta?

Qual sua opinião sobre o episódio? E o que acha que vem por aí no futuro da série? Não deixe de comentar!

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Arrow vai ao ar todas as quartas, pela The CW.

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sobre o autor Márcio Jangarélli

Assessor, redator e jornalista. Madonna de Jakku.