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Arrow: 05.19 – Pelo quê você venderia sua alma?

Por Márcio Jangarélli

No episódio dessa semana, Arrow não teve arco e flecha. Sério. Em momento algum. Para um retorno de hiato, não foi algo tão animador assim, mas, considerando a temporada como um todo, deu um final digno para o arco da Helix.

Dangerous Liaisons” é aquele friozinho na barriga perto do final, onde tudo pode dar certo ou errado. Particularmente, depois de uma sequência muito boa de capítulos, acredito que esse foi o mais fraco em meses. Pelo formato que a série tomou não é um grande problema não citar arco e flecha em um episódio – ainda que pareça um tanto piegas. O problema é que cai naquela enrolação para preencher uma temporada de 23 episódios.

Não que essa trama fosse desnecessária. Na verdade, o arco da Helix deixou a Felicity interessante de uma forma que não víamos há muito tempo. Ela entrou em um caminho frio, perigoso, que a colocou contra sua própria equipe. Ver a personagem usando sua influência para parar o Oliver foi algo interessante. Ela atravessou uma linha complexa ali, mesmo que o capítulo tenha dado pistas de que o romance dos dois possa ser retomado em algum momento – o que não me deixa muito feliz.

O mais legal mesmo foi ver essas duas organizações, Helix e ARGUS batendo frente à frente, abrindo espaço para plots futuros. De um lado, temos a Alena, tentando resgatar o líder dos hackativistas, Cayden Jamesque não foi mostrado, um indicativo de que ele vai retornar em alguma hora – das mãos da ARGUS a qualquer custo. Do outro, temos a Lyla, que tomou notas da Amanda Waller e entendeu que as coisas são um pouco mais cinza-escuras do que seu marido pensa.

Não, a Lyla ainda não é A grande líder que a ARGUS pede. Não que a Amanda Waller da série fosse 100%, mas a moça ainda tem que percorrer um longo caminho.

No fim, a Felicity foi abandonada pela Helix e não está com a melhor fama dentro do Team Arrow. É uma situação inédita para a personagem e pode ser desenvolvida de uma forma bacana, deixando a moça menos vulnerável.

Durante uma conversa com o Oliver, os dois falam sobre vender suas almas para atingir um objetivo maior. Isso só mostra o quão parecida com o Capuz da primeira temporada está a atitude da Felicity. A diferença é que ela não está matando ninguém à flechadas. Ainda, né.

Sobre a parte emocional do episódio, tivemos outro fechamento: o arco do Rene, que faz tempo que não vemos em seu traje vigilante, com sua filha, auxiliado pelo Quentin. Como foi um plot aberto, era importante a conclusão e, mesmo que tenha sido arrastada, ficou tudo bem e deu mais humanidade para o rapaz.

O ponto alto do capítulo, dessa vez, ficou com os coadjuvantes. A luta da Dinah com o bastão foi algo lindo de se ver, principalmente com a cara de satisfação da moça no final, e o Curtis está totalmente confiante em sua capacidade agora que tem suas Esferas T. 10/10 pra vocês, pessoal.

Só podemos esperar pelo desenrolar da cena no final, que deve levar Oliver e Felicity direto para um cara a cara com Adrian Chase e Talia al Ghul – e, talvez, a Artemis, mas quem se importa com ela? Arrow ainda está no caminho certo, galera, não vamos nos desesperar.

Um adendo: Saudades, Thea.

E aí, o que achou do episódio? Não esqueça de comentar!

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sobre o autor Márcio Jangarélli

Assessor, redator e jornalista. Madonna de Jakku.