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Agentes da S.H.I.E.L.D.: 4.11 – O Despertar de Melinda May!

Por Gus Fiaux

No episódio mais bem dirigido da sua quarta temporada, Agents of SHIELD começa explorando um pouco o que aconteceu com a verdadeira Agente May até ela ser substituída por um Modelo de Vida Artificial. Aqui, descobrimos exatamente quando ela foi sequestrada por Aida e pelo Dr. Radcliffe, ao mesmo tempo em que vemos a agente vivendo simulações artificiais para poder ser mantida “calma”… o que, a princípio, não funciona bem.

Logo então somos guiados para outra trama política. Agora, enquanto a Tremor participa de uma audiência pública para responder por atos passados, os agentes Coulson e Yoyo planejam invadir o escritório da senadora Nadeer, inserindo escutas e outros equipamentos de vigilância para manter a política sob o atento olho da SHIELD.

Contudo, as coisas vão de mal a pior quando os dois são vítimas de uma armadilha preparada especificamente para Yoyo – o que significa, até aqui, que temos uma pessoa vazando informações secretas da SHIELD para o lado inimigo. Depois de capturados, os dois são expostos, e Coulson faz sua primeira aparição pública desde sua morte em Os Vingadores. Depois de algumas conversas, ambos são liberados… mas a SHIELD corre um grande perigo nas mãos de Nadeer.

Voltando à Agente May, vemos a Cavalaria tentando se libertar de Aida, estruturando todo um plano e quase fugindo da casa do Dr. Radcliffe… apenas para se descobrir em uma outra simulação, em uma das reviravoltas mais cativantes do episódio.

Enquanto isso, a May MVA começa a tomar consciência de que é um Modelo de Vida Artificial. Após descobrir-se um androide devido a ferimentos sofridos no último episódio, ela começa a ter alguns vislumbres sobre a vida como MVA… e como resultado, acaba confrontando Radcliffe, que não apenas assume a criação dela, como também revela ter programado uma série de protocolos que impedem que ela o machuque ou comprometa seus planos, se revelando para seus aliados, por exemplo.

Porém, antes mesmo disso acontecer, Fitz continua sua investigação no primeiro modelo de Aida e é descoberto por Simmons, que o confronta em uma discussão muito acalorada – aliás, vê-los brigando é de partir o coração. Por fim, o agente acaba descobrindo que as alterações na programação da primeira MVA não tiveram relação com o maldito Tomo Negro, e sim com os planos de Radcliffe.

Os agentes saem na caça do cientista, apenas para encontrá-lo junto da May MVA, que não revela sua identidade, mas ajuda na prisão do vilão. Por fim, quando Fitz tenta confrontá-lo já na prisão da SHIELD, descobre que o Radcliffe preso não passa de um MVA… e o verdadeiro está junto de Nadeer, concedendo informações privilegiadas sobre a SHIELD, enquanto responde ao misterioso superior da senadora.

Com isso, o arco “LMD” (ou “MVA”) se mostra o melhor arco que SHIELD já teve até então. Cada episódio está repleto de reviravoltas e pequenos pontos que se interligam de forma muito sutil, mas extremamente perspicaz. Ao explorar essa temática dessa forma, a série está mais próxima das histórias da SHIELD nos quadrinhos do que jamais esteve, injetando na equipe uma boa dose de desconfiança e imprevisibilidade.

Aliás, falando em desconfiança, temos aqui um bom arco para o agente Mack, que como descobrimos nesse episódio, já teve uma filha, que faleceu ainda recém-nascida. Por mais que a história não contribua tanto para a narrativa do arco, isso injeta bastante peso no personagem, e traz um desenvolvimento humano para aquele que é considerado o “tanque” da equipe.

E ainda comentando a respeito de desenvolvimento de personagens, a série está cada vez mais certeira, ao criar um “rodízio” de interação entre os diversos membros da equipe. Dessa vez, temos destaque para a relação entre Tremor e o diretor Jeffrey Mace, que compartilham um dos melhores diálogos do episódio, bem como a dinâmica entre Coulson e Yoyo, que funcionam surpreendentemente bem como agentes de campo… embora sejam atrapalhados pelos esquemas de Nadeer.

E caso você não tenha notado no episódio ou no texto… é a primeira vez que Coulson faz uma aparição pública desde Os Vingadores, o que significa que não deve demorar muito até que os Heróis Mais Poderosos da Terra descubram que o agente está vivo e bem. Não custa sonhar em ver uma breve participação do Capitão América encontrando Coulson, embora seja extremamente improvável que isso aconteça – ao menos na série… afinal de contas, a Guerra Infinita está chegando, e quem sabe, Coulson poderia dar as caras por lá.

Destaque para as sequências envolvendo May. A heroína se prova muito resiliente, e foi um grande choque vê-la fugindo para, no final, descobrirmos que não passou de uma simulação para mantê-la sob controle. Ao mesmo tempo, a personagem é protagonista das melhores cenas de ação do episódio, onde ela confronta Aida em sequências bem coreografadas e dirigidas.

Aliás, como mencionado acima, a direção do episódio dá um verdadeiro show em todos os outros da quarta temporada. Aqui, os enquadramentos são tortos e artificiais, dando a impressão de que há sempre alguém olhando para os personagens com um olho atento. Isso reforça a desconfiança em cada um dos personagens ali, além de criar a tensão em cima de quem pode ser o próximo agente a ser substituído por um MVA.

De modo geral, Agents of SHIELD está em seu ápice. E sempre que pensamos que a série não pode se superar e ser melhor, ela pega todas as nossas expectativas e as dobra, fazendo cada episódio mais surpreendente que seu anterior. Resta saber se conseguirão manter em um nível tão alto até o fim da temporada.

Abaixo você confere as fotos do próximo episódio da série, “Hot Potato Soup”, que trará de volta os adorados agentes Koenig!

Agents of SHIELD vai ao ar às terças-feiras, na ABC.

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sobre o autor Gus Fiaux

Formado em Cinema e Audiovisual pela UFPE. Crítico, roteirista e mago nas horas vagas. Wouldst thou like to live deliciously? || @gus_fiaux