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Agentes da HIDRA: 4.19 – Temporada de caça!

- – Resta pouco para que Agentes da S.H.I.E.L.D. chegue ao final de sua quarta temporada, e agora o cerco começa a apertar!

Por Gus Fiaux → O último episódio de Agentes da S.H.I.E.L.D. foi um tiro e tanto. Quem acompanha a série desde a primeira temporada sabe que o último arco, Agentes da HIDRA tem apostado todas as fichas em uma trama imprevisível e desesperadora para os agentes. E agora, a HIDRA começa sua temporada de caça aos rebeldes, mas a resistência da S.H.I.E.L.D. também sabe que está na hora de contra-atacar.

Aqui, temos uma sequência direta dos eventos do último episódio. May finalmente mudou de lado e deu o terrígeno para Skye/Daisy, que voltou a ter os poderes da Tremor. Juntas, elas fogem do Triskelion, mas não antes de confrontarem a própria Madame Hidra e quase “matá-la”, deixando-a paralisada nesse universo.

Com essa derrota sumária, o alter-ego de AIDA instrui Fitz a terminar um projeto secreto que está sendo desenvolvido no “mundo real”, encabeçado pelo Superior – ou melhor, seu MVA, construído por AIDA após sua morte. O que ninguém espera é que Simmons e Trip também tenham descoberto os planos, e agora farão de tudo para impedi-los.

O restante da equipe consegue resgatar May e Daisy, e elas são integradas à resistência que acabou de perder o Patriota. Por fim, todos se reúnem e partem para uma famosa emissora de televisão, onde o principal jornalista é ninguém menos que Sunil Bakshi – que no mundo “real” era o braço direito de Daniel Whitehall.

Todos conseguem tomar conta da emissora e Phil Coulson finalmente transmite sua mensagem, desmascarando a HIDRA para todo o mundo presente no Framework. E por fim, temos a confirmação dos planos de AIDA: ela quer construir um aparelho similar ao que Eli Morrow construiu no início da temporada. Mas seus planos vão além: ela deseja criar um dispositivo que crie matéria viva, para que ela possa finalmente se tornar humana.

E esse é um breve resumo do que acontece no episódio. Sabemos que semana que vem, os agentes finalmente sairão do Framework, seja por bem ou por mal. E desde já, preciso dizer que Agentes da S.H.I.E.L.D. não tem ajudado em nada os meus problemas de ansiedade. Tivemos em “All the Madame’s Men” – título do episódio da semana, que se traduz como “Todos os Homens da Madame” – um dos episódios mais tensos e corrosivos da série.

E tudo começa pela direção. Mais uma vez preciso bater palmas para o trabalho de Billy Gierhart, que dirigiu episódios marcantes da série e principalmente da quarta temporada, como “The Ghost”, “BOOM” e “The Good Samaritan”. O diretor também retornará para a season finale – ou seja, o último episódio da temporada – e eu já estou me preparando para o estrago emocional que esse homem vai fazer na minha vida.

Temos aqui um cuidado ambicioso em abordar a série com a maior qualidade técnica possível. O maior destaque fica para a fotografia, que procura dar foco em ângulos que causam uma estranheza e um forte senso de desconforto, ampliando a sensação de que há algo muito errado acontecendo, e criando um desespero muito grande em relação à união entre o público e os personagens.

A música também continua sendo um ponto muito marcante. Há uma melodia que mistura graves e ressonâncias, criando uma base de tensão crescente, que só continua subindo até o final do episódio. Ao mesmo tempo, as cenas mais emocionais – como os diálogos entre Ward e Daisy ou entre Mack e sua filha – são acompanhados por harmônias que destacam o peso do silêncio.

O elenco continua fenomenal. Ainda que alguns atores sejam fracos em seus papeis – como Zach McGowan como Superior ou Simon Kassianides como Bakshi – o restante consegue criar uma dinâmica de personagens muito forte. Quem diria, após ver os primeiros episódios da série, quando uma das maiores reclamações dizia respeito à falta de química entre o elenco, que os atores conseguiriam dar a volta por cima e criar o corpo de personagens mais envolventes e dedicados dentro das séries de super-heróis da atualidade.

Nesse ponto, Chloe Bennet, Clark Gregg, Ming-Na Wen, Elizabeth Henstridge, Henry Simmons e Brett Dalton estão todos excepcionais, nos respectivos papeis de Daisy, Coulson, May, Simmons, Mack e Ward. Vemos uma dinâmica aqui que mostra os traços de desconfiança entre alguns membros da equipe, ao mesmo tempo em que todos conseguem criar situações e tramas paralelas que ajudam a construir ainda mais suas personalidades individuais.

Mallory Jansen, como AIDA/Madame Hidra continua sendo um dos pontos mais altos da temporada. Aqui, há uma dicotomia entre a máquina e o humano que cria momentos profundos e complexos, atingindo o máximo da potência que o roteiro permite.

Mas os holofotes do episódio só conseguiam focar em dois personagens: Leo e Alistair Fitz, interpretados respectivamente por Iain de Caestecker e David O’Hara. Enquanto Fitz continua demonstrando um lado de sua personalidade surpreendente e hediondo, seu pai se prova o grande motivo por trás de toda sua vivência traumática. Mesmo sem demonstrar poderes ou armas, O’Hara consegue ser o ator mais assustador do episódio, criando uma sensação de ameaça tão visceral que eu mesmo não gostaria de estar na mesma sala que seu personagem.

Em relação aos easter-eggs, tivemos poucos, mas foram todos precisos.

  •  Em primeiro lugar, palmas para as referências sutis a John Garrett, que foi interpretado na primeira temporada pelo – infelizmente – falecido Bill Paxton. Podemos ver vários de seus pôsteres na sequência inicial do episódio.
  •  Em uma conversa entre Ward e Coulson, o espião da S.H.I.E.L.D. (que no mundo real era da HIDRA) – fala sobre como ele foi recrutado por uma agente quando pensava que sua vida havia chegado ao fim. E o nome da agente era Victoria Hand. Uma grande apunhalada em nossos corações, já que foi Ward quem matou Victoria na primeira temporada.
  •  Coulson deixa subentendido seu encontro com Nick Fury em duas cenas, tanto na conversa com Ward quanto no discurso dado ao vivo em rede nacional (aliás, que discurso!).
  •  Há também uma referência clara e crítica política ao governo de Donald Trump, quando Coulson menciona “fatos alternativos” em seu discurso.
  •  Por fim, vale lembrar que a máquina construída por AIDA é também a máquina de Eli Morrow, porém, aprimorada.

De modo geral, esse décimo nono episódio da quarta temporada de Agentes da S.H.I.E.L.D. foi de tirar o fôlego. Assim como na semana passada, também tivemos um episódio de transição, mas que consegue disfarçar muito mais suas pontes e ligações. Agora, restam três episódios até o final, e já sabemos que no próximo, os Agentes saírão do Framework.

Mas o que acontecerá com Fitz? Será que Ward e Trip serão trazidos de volta graças ao equipamento de AIDA? Ela conseguirá completar seus planos? E qual é o grande papel do Superior nisso tudo? Honestamente, ainda não sabemos. O futuro continua incerto, mas a caçada apenas começou.

Abaixo, você pode conferir imagens do próximo episódio, “Farewell, Cruel World”, quando os agentes finalmente se despedirão do “mundo cruel” da HIDRA:

Agentes da S.H.I.E.L.D. vai ao ar às terças-feiras, na ABC. Fique ligado na nossa review semanal da série, no ar todas as quintas-feiras, aqui na Legião dos Heróis!

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sobre o autor Gus Fiaux

Formado em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal de Pernambuco. Wouldst thou like to live deliciously? || @gus_fiaux