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Arrow: 5.01-09 – O legado do Arqueiro Verde!

Por Márcio Jangarélli

Atenção: Alerta de Spoilers!

O quinto ano do Oliver tentando salvar Star City de grandes ameaças – geralmente ligadas a ele próprio – estava deixando muitos fãs apreensivos, ainda que ansiosos, pelas promessas de “volta às origens”. E, no fim, a produção surpreendentemente cumpriu o que prometeu. Até certo ponto, pelo menos. Ainda estamos esperando a tão vendida cena de ação brutal que iria chocar todo mundo.

Agora, o tema principal é “legado” e isso fica explícito em todos os episódios. Qual é o legado do Arqueiro? Falando sobre o assunto, o programa não vem de um legado muito interessante, com a terceira e quarta temporadas muito criticadas, até mesmo por sua base mais que fiel de seguidores. Então, as apostas estavam altas para como seria tratada a tal volta às origens e toda a construção heroica do Oliver nessa nova aventura.

Sintetizando a série até seu nono episódio: não, não é – ainda – a melhor história de Arrow. É mais consistente, bem feita e verdadeira que as anteriores, mas só poderemos tirar as conclusões finais lá na frente, no episódio 22.

Nesse momento, considerando a terceira temporada de The Flash e o segundo ano de Supergirl e Legends of Tomorrow, Arrow voltou a ser um dos shows mais divertidos da The CW, até melhor construído que The Flash dessa vez – o que pode ser uma blasfêmia pra muita gente. Os produtores firmaram o pé na identidade inicial da história, abandonaram as tentativas de transformar a série em algo que não é e, enfim, criaram uma trama que é realmente bacana de acompanhar.

Os dramas estão dosados; por mais que os fãs de Olicity esperneiem, os dois estão firmes e fortes em suas vidas separadase depois da perda pessoal da Felicity no nono capítulo, a coisa deve permanecer assim por muito tempo – seguindo a história apenas como parceiros heroicos. Nisso, a Felicity voltou a ser aquela personagem cativante do início e o Oliver pôde abrir sua visão para assuntos mais urgentes. A trama do Diggle é um tanto nebulosa ainda para ser tratada. Thea continua sendo uma das melhores personagens da série, reconstruindo sua vida e governando Star City no lugar do irmão vigilante.

As novas adições ao elenco também estão no ponto. O Cão Raivoso é tão teimoso e bruto quanto o Oliver do começo e o Retalho resolveu sua história com a Felicity de forma eficiente e é um ótimo lembrete da magia na série. Os únicos que não encontraram seu caminho direito na trama foram o Quentin, que deve se desenvolver melhor no futuro, e o Curtis, que é uma tentativa forçada de uma Felicity nas ruas.

Sobre os episódios em si, é gratificante ver como os arcos foram bem executados até agora. Primeiro temos a reintrodução da vilania de rua: gangues, senhores do crime, roubos, drogas e corrupção. Tudo casando perfeitamente com a nova fase “Oliver Prefeito”. Church foi um bom vilão para a transição e o Prometheus tem se mostrado bem interessante, trazendo, sem vergonha alguma, vários – vários – elementos do primeiro ano.

No meio disso, houve o crossover quadruplo e o que aconteceu? O episódio de Arrow, centésimo da série, foi a melhor parte do mega evento. Mesmo seguindo a linha Batman Verde – coisa que todo mundo já devia ter se acostumado – o capítulo 100 foi emocionante, manteve seu próprio tom, lotado de nostalgia e delicioso de assistir.

Claro, isso não significa que Arrow está a melhor maravilha do mundo. Continua previsível, subestima demais o espectador com respostas simplistas, a coreografia de batalhas não está entre as melhores – mesmo que não seja das piores – e todos aqueles erros que já estamos cansados de citar sobre. Em alguns pontos, o melhor é se conformar e tentar se divertir com as melhorias feitas, afinal, não importa o quanto gritem, certas coisas estão tão embaralhadas na produção que nunca vão mudar. Arrow está sendo boa naquilo que se propôs, esperar mais que isso é pedir para sofrer.

E o nono? Agora vamos ao que interessa. “What We Leave Behind”, o último episódio do ano, trouxe mais flashbacks da primeira temporada, direcionou o público de forma duvidosa para a identidade do Prometheus, fez o Oliver repensar suas ações do passado, deu pistas sobre uma possível reviravolta na trama da Susan– com o foco da câmera na vodka russa – e, enfim, depois de muito clamor, choro e ranger de dentes, ressuscitou Laurel Lance – como, ainda não sabemos.

Entre as coisas mais legais dessa história está a ideia do Arqueiro como serial-killer nos primeiros anos – o que faz todo sentido. Isso foi reforçado no capítulo da última quarta, mostrando Oliver revivendo um de seus momentos de fúria quando ainda era o “Capuz”.

Aqui é onde se encerra esse começo de temporada – qual o legado do Arqueiro? Para os fãs de heróis, o legado de Arrow ficou bem explícito com o crossover quadruplo, um evento icônico que dificilmente aconteceria sem o sucesso da primeira série. Já para Star City e para o Time, a coisa é mais complexa. Thea diz que todos deixamos vários tons de legado, bons e ruins, e, no caso, Oliver estava apenas olhando com pessimismo para a coisa. Será mesmo? Qual legado pesa mais na balança do Arqueiro? O heroico? Ou a destruição que, em partes, vem junto dele? Essa deve ser a pergunta respondida pelo resto da temporada.

E você, o que achou da quinta temporada de Arrow até agora? Texto comprido, para atualizar tudo o que se desenrolou até então. Quando a série voltar – em 18 de Janeiro – as reviews serão semanais. Não esqueça de deixar sua opinião nos comentários! E deem uma olhada na nossa galeria com as imagens do quinto ano de Arrow, para ajudar relembrar algumas coisas:

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sobre o autor Márcio Jangarélli

Assessor, redator e jornalista. Madonna de Jakku.