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Marvel’s Slingshot – Sobre S.H.I.E.L.D. e as reais consequências da Guerra Civil!

Por Gus Fiaux

Antes dos eventos que da quarta temporada de Agents of S.H.I.E.L.D., Elena finalmente resolver assinar os Acordos de Sokóvia, se tornando uma heroína registrada sob a jurisdição da própria S.H.I.E.L.D. e das Nações Unidas. Entretanto, isso pode acabar representando um obstáculo em seu caminho quando ela planeja uma vingança contra um inimigo de seu passado, responsável pelo assassinato de seu primo.

Após alguns contratempos no quartel general da Superintendência Humana de Intervenção, Espionagem, Logística e Dissuasão, Yo-Yo acaba partindo para sua missão pessoal, mas fica encurralada pelo seu inimigo e cai na mira dos Cães de Guarda, ainda em sua missão para deter e aprisionar Inumanos ao redor do mundo.

É aqui que entra em ação Daisy Johnson, a Tremor – ainda foragida da S.H.I.E.L.D. -, que aparece para resgatar sua amiga. Nesse momento, Elena se torna refém de um difícil dilema moral: sendo uma super-heroína, ela deve ou não assassinar o criminoso responsável pela sua grande perda?

Isso você saberá vendo a websérie – que é curtinha, apresentando apenas 6 episódios que variam de 4 a 6 minutos de duração, aproximadamente –, mas o que posso adiantar é: apesar de pequena, Slingshot é, até agora, o melhor resultado dos eventos de Capitão América: Guerra Civil (além de abrir um ramo inexplorado no Universo Cinematográfico da Marvel.)

Nos episódios – sobretudo nos quatro primeiros – podemos ver todas as consequências dos Acordos de Sokóvia e como eles interferem na liberdade dos super-heróis, os colocando em uma bolha burocrática onde eles dependem de uma série de variáveis fora de seu alcance para poderem salvar o mundo.

Nesse ponto, faz-se necessário o papel de três personagens: o novo diretor da S.H.I.E.L.D., Jeffrey Mace; a Agente Melinda May e Phil Coulson. Os três acabam servindo, de certa maneira, como antagonistas ideológicos de Yo-Yo e é o que faz a série funcionar muito bem nos quatro primeiros episódios.

A direção de todos os seis episódios fica por conta de Joe Quesada, um famoso desenhista e ex-editor-chefe da Marvel Comics. É o primeiro trabalho diretorial de Quesada, mas ele consegue desenvolvê-lo com competência, utilizando um trabalho de câmera e uma encenação já típica de Agents of S.H.I.E.L.D.. Entretanto, de certa forma, ele ainda não consegue trazer empolgação para as cenas de ação, motivo pelo qual os dois últimos episódios acabam não sendo tão bons quanto os anteriores.

Outro problema são as transições temporais. A série começa no presente, após os episódios da quarta temporada da série principal, e logo retorna ao passado, onde desenrola toda sua história até os últimos momentos, em que Daisy já está com a S.H.I.E.L.D. novamente. Esses saltos temporais não são muito bem demonstrados, o que torna a narrativa um pouco confusa e aberta a interpretações diferentes.

Entretanto, trata-se de um avanço importante para a Marvel Studios: o da mídia virtual. Embora o MCU já tenha feito avanços do tipo no passado – como por exemplo, os vídeos virais para Homem-Formiga -, é a primeira vez que temos acesso a uma série totalmente disponível de forma gratuita, que além de ser contínua, tem relação direta com outra parte desse universo compartilhado, além de prosseguir uma história que necessita de repercussões: a Guerra Civil. É um modelo que poderia receber mais material adaptável no futuro.

De modo geral, Slingshot passa longe de ser algo que é obrigatório ser assistido. Contudo, é uma websérie leve, divertida, que aproveita seu pouco tempo para construir algo sólido em cima de eventos já consolidados no MCU. Para os fãs, vale a pena a conferida, e para quem duvidava do impacto dos Acordos de Sokóvia, é um ótimo presente, provando justamente o contrário.

Destaque para uma menção importante à Agente Peggy Carter, que tem um certo “papel” ideológico no primeiro episódio. Além disso, os fãs poderão relembrar um artefato da primeira temporada na série, que é usado aqui como moeda de barganha entre o inimigo de Yo-Yo e os Cães de Guarda.

Agora resta esperar o retorno da heroína e de seus colegas de equipe em janeiro, na segunda parte da quarta temporada de Agents of S.H.I.E.L.D.

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sobre o autor Gus Fiaux

Formado em Cinema e Audiovisual pela UFPE. Crítico, roteirista e mago nas horas vagas. Wouldst thou like to live deliciously? || @gus_fiaux