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Stan Lee dá dicas de como criar um bom super-herói!

Por Gus Fiaux

Primeiramente, o que faz um bom super-poder?

“Essa é uma das coisas mais difíceis de de se imaginar quando você quer contar uma nova história, porque é como se tudo já tivesse sido feito antes. Super-força, voo, invisibilidade – e por aí vai. Tenho que admitir, tenho alguns novos, e vocês poderão vê-los na Comikaze, quando ver nossas novas histórias. Também tenho outros na minha companhia POW!  — estamos trabalhando em histórias de super-heróis, e eu criei três super-poderes que ninguém viu antes. Não posso esperar até que sejam revelados. Mas é difícil, porque como você pode imaginar, o que sobrou? Velocidade, a habilidade de escalar paredes, atirar teias – qualquer coisa – tudo já foi feito. Exceto os três que imaginei.”

Sobre uniformes, Lee disse para ter fé no artista:

“Todos os super-heróis têm tipos diferentes de fantasias. O único que não tinha era o Hulk. Não posso imaginar um monstro saindo para comprar um uniforme ou costurando um, então o dei um tom diferente de pele, que substituiu isso. Mas não sei o que faz um bom uniforme. Francamente, eu costumava deixar tudo isso para o artista. Eu falava o personagem que queria e o artista criava o uniforme. Frequentemente eu gostava. Vez ou outra, eu dizia ‘Isso tá muito brega. Vamos fazer mais simples’, ou algo do tipo.”

Lee então falou sobre como criar um bom nome de super-herói.

“É bem difícil. Eu criei alguns nomes muito legais, e quando ia pesquisá-los, descobria que alguma banda de rock já tinha usado, ou então estava presente em um conto escrito há cinquenta anos atrás. Você não pode chamar tudo de Homem-Alguma Coisa. Você tem que trabalhar até chegar lá. Com o Homem-Aranha, eu já tinha pensado em Homem-Inseto, Homem-Mosquito e por aí vai, até chegar em Homem-Aranha. Soava dramático, então usei.”

Já sobre adjetivos (como O Espetacular Homem-Aranha, O Incrível Hulk), Lee foi mais geral: “Qualquer coisa que fique bacana!”

Entretanto, ele foi sincero e firme em dizer que preza mais pela originalidade que qualquer coisa:

“O importante a ser procurado é a originalidade. E você tem que ser capaz de escrever algo que as pessoas leiam e digam ‘Aonde isso vai parar? O que vai acontecer? O que virá a seguir?’ Então você precisa de um personagem com quem o leitor irá se importar. Assim como na vida real, você tem amigos. Alguns de seus amigos são pessoas que você realmente gosta de estar junto. Eles são interessantes, são divertidos. Algumas das pessoas que você conhece, jamais verá de novo. Não vai importar. É apenas o caso de dar ao personagem uma personalidade que fará o espectador querer ver mais dele.”

Finalizando, Lee foi perguntado sobre mudanças referentes a personagens que ele criou, como a recente descoberta que uma das versões do Homem de Gelo original seria homossexual – ou bi.

“Não sabia que eles tinham feito isso. Terei que procurar. Vou conversar com quem está tomando conta da revista. Mas sabe, isso aconteceu, e temos um personagem – o Tocha Humana, creio – que agora é negro, e ele era um personagem branco. O que acontece é que, na sede da Marvel, eles continuam pensando: ‘Não podemos fazer as mesmas coisas mês atrás de mês. Como podemos dar ao leitor um sacode?’ E é normalmente assim que essas coisas são feitas.”

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Fonte: IGN

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sobre o autor Gus Fiaux

Formado em Cinema e Audiovisual pela UFPE. Crítico, roteirista e mago nas horas vagas. Wouldst thou like to live deliciously? || @gus_fiaux