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Atriz brasileira conta detalhes sobre seu papel em Gotham!

Por Gus Fiaux

CBRNews: Qual foi o detalhe sobre Leslie que lhe fez criar interesse sobre a personagem?

Morena Baccarin: Sendo honesta, eu não sabia muito sobre ela. Eu tive que dar um certo salto de fé. Mas amo o mundo de Gotham e como eles estão trazendo os personagens e introduzindo pessoas e o resto que conhecemos. Eles não estão caindo em nenhuma armadilha. E acho que a série foi manejada muito, muito bem, e eu queria fazer parte disso. Então acabei entrando.

Você procurou o material-fonte? [Leslie] já foi feita de maneiras extremamente diferentes por mais de 40 anos.

Sim, muito diferentes. Não acho que estamos nos prendendo a nenhuma dessas mitologias. Eu pesquisei um pouco então sabia seu plano de fundo, mas realmente nos afastamos daquilo, então estou criando minha própria coisa.

Até então, vimos você trabalhar com o Jim Gordon de Ben McKenzie. Veremos você interagir com outros personagens no decorrer das coisas?

Eu não sei. Até agora, a maioria das minhas cenas foi com ele.

O que tem sido legal sobre Ben?

Ele é um amor de pessoa e é um prazer enorme trabalhar com ele – muito divertido e dedicado. Acho que ele está fazendo um trabalho fenomenal com um personagem que tem uma história, e ele está meio que reinventando isso ao mesmo tempo, mantendo honesto ao original. Estamos nos divertindo muito juntos. Nossos personagens tem um romance de filme noir e é legal descobrir essas cenas.

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Você está insinuando que as portas podem se abrir para um relacionamento entre Jim e Leslie?

Sim, sim. A porta se abriu no episódio de segunda-feira.

O quão atrevido isso fica?

Muito. E é muito bom. Direi apenas isso.

Nos quadrinhos, Leslie tem uma grande relação com Bruce Wayne. Isso fará parte do que você faz?

Ainda não fez, mas seria bem divertido trabalhar isso.

Leslie ganha alguma cena de ação como o resto do elenco?

Ela tem um compartilhamento legal da ação. Eu não irei, tipo, socar as pessoas por aí, mas ela não tem medo de ver corpos mortos ou estar em uma cena de crime e essas coisas. Ela está muito interessado em saber como e por quê Jim resolve os crimes e quer estar ao redor. Acho que o que impulsiona sua relação é que ela não tem medo de ver as coisas e estar dentro da corrupção e das trevas de Gotham.

Qual é a parte mais interessante de trabalhar em uma série com esse orçamento e esse visual e sentimento específico? Obviamente você já fez coisas como Firefly e V, mas isso é mais sombrio e realista.

Sim. Tem sido legal. É filmado de uma maneira linda. A direção de arte, figurinos e coisas do tipo são muito bem feitas. Eu acho que vai cravar um impacto nesse mundo de super-heróis, especialmente nesse ramo.

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Como foi seu primeiro dia no set?

Eu estava um pouco nervosa. Sempre estou no início de qualquer trabalho. Agora, posso me importar menos. Não – estou brincando! Isso não é verdade.

Foi um ajuste, vir de Homeland, que era um mundo muito, muito, muito sombrio, e realista, e agora estou num mundo sombrio e realista, mas fictício. Ben disse pra mim algumas vezes, quando eu estava dissecando a personagem, as seguintes palavras: “É Gotham. Apenas siga isso. Se divirta”. E eu ,”Certo”.

Você era muito fã do Batman antes disso?

Claro! Quero dizer, que não é fã do Batman? Eu vi os filmes, e meu irmão era chegado aos quadrinhos. Então eu sempre ia ao Forbidden Planet, uma loja de quadrinhos em Nova York.

Você tem alguma versão favorita do Batman?

Michael Keaton, pra mim, sempre será o Batman. Eu gostava de seu humor. Eu acho que ele trouxe um humor auto-depreciativo, mas sexy ao papel que era muito forte. E ele junto da Mulher-Gato é uma das minhas cenas favoritas de todos os tempos.

Como se sente por viver num mundo com todos esses personagens?

É fascinante, e é muito bom ver cada um se desenvolver lentamente. Ver a Mulher-Gato andar nos sets e ver sua performance e ver novos inícios é animador para mim. Eu acho que estão fazendo um ótimo trabalho de não tornar tudo ridicularizado e fazerem as coisas devagar.

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Você fez alguma pesquisa médica?

 Não. Senti que, nesse mundo, não estamos vendendo uma série médica, e sim Gotham. Então acho que as pessoas vão me perdoar caso eu segure um estetoscópio errado ou use — como é o nome daquele aparelho que mede a pressão sanguínea? Eu não ligo, está tudo certo.

Você já trabalhou para a DC antes como dubladora, não?

Sim, acho que sim. Eu fiz Talia al Ghul, Canário Negro e Mulher-Leopardo. Eu passei um longo tempo tentando lembrar qual é de cada mundo. Eu estava imersa. Acho que todo ator agora está um pouco imerso em histórias em quadrinhos.

Você continua assistindo a Homeland mesmo não estando mais na série?

Sim. Eu assisto.

O que foi divertido ou estranho ao ver essa temporada sem você?

Foi muito estranho quando eles foram pra casa de Brody. E eu estava meio que “Espere um segundo, eu vivo aí!”. Eu quase esperei me ver abrindo a porta. Isso foi muito estranho, mas essa temporada trouxe um mundo tão diferente que eu realmente não senti minha falta. Foi uma história completamente nova, e acho que eles fizeram um trabalho fenomenal. Todos os atores estavam incríveis nesse ano.

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sobre o autor Gus Fiaux

Formado em Cinema e Audiovisual pela UFPE. Crítico, roteirista e mago nas horas vagas. Wouldst thou like to live deliciously? || @gus_fiaux