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The New Dark Avengers de Norman Osborn

Por Felipe Lima

Algumas boas tramas, algumas forçadas de barra tradicionais na longa passagem do roteirista a frente da franquia dos Vingadores. A essa altura, com o número 108 lançado e com a trama respingando nas histórias do grupo principal, vale a pena uma sucinta (se possível) resenha sobre a volta de Norman Osborn e dos seus Vingadores Sombrios.

Os dois retornos estão longe de ser triunfantes. Na verdade, a reconstrução dos Vingadores Sombrios pode ser mesmo vista como mais um delírio megalomaníaco de Osborn. Agora chancelado por uma verdadeira liga de organizações criminosas como a Hidra e a IMA, suas pretensões desde a fuga planejada e executada com auxílio indispensável de um culto clandestino a sua figura como Duende Verde são de reconstrução do MARTELO e destruição dos Vingadores. A noção do culto espalhado nos mais diferentes locais é bem interessante, demonstrando o que noções distorcidas do mundo em que vivemos pode levar pessoas inocentes (outras nem tanto) a cometer coisas terríveis pensando estar fazendo o bem.

Como das outras vezes em que foi razoavelmente bem sucedido, Norman entendeu que não é apenas a força bruta que conquista o que deseja, e tenta usar a mídia contra seus adversários. Aliás, foi a perda dessa noção n’O Cerco que ajudou a causar sua última grande queda. Distração e show de luzes são suas principais armas, mas para isso julgou que precisava de novos Vingadores Sombrios.

O recrutamento da equipe é uma bela homenagem à já clássica formação original. Inclusive as escolhas seguem a mesma lógica, que é profanar e subverter arquétipos tradicionais dos maiores heróis da Terra. Mas dessa vez com muito menos graça, Bendis. Dentre personagens vindos da minissérie do período de Norman na prisão, de Guerreiros Secretos, e alguns “desenterrados”, o único verdadeiramente carismático (talvez por parecer fora de sintonia) seja Skaar, o filho do Hulk. Mas a sensação ainda é de ideia requentada.

Com exceção da história da fuga de Osborn (originalmente publicada em New Avengers #16.1), cuja arte foi de Neal Adams, temos o paraibano Mike Deodato (com uma ajudinha do mineiro Will Conrad) no restante das histórias. E a ajuda do Will parece ter sido necessária por questão de prazos, não sei. Pois a arte está corrida, com ótimos painéis, mas outros aparentando pressa. Nada que prejudique demais a qualidade do ótimo trabalho dessas duas figuras, mas acaba destacado da qualidade que estamos acostumados.

Com muita ação e pancadaria, o arsenal tecnológico/biológico a disposição de Norman parece ter lhe servido muito bem para parecer poderosíssimo aos olhos da imprensa e do país que acompanha a luta aos pés da Mansão dos Vingadores. Mas, sinceramente, ela parece se arrastar demais, e nos faz perguntar onde Bendis quer levar essa história. O que não muda muito com a adição do recauchutado (essa história parece abusar da reutilização) Ragnarok. Vamos ver no que vai dar.

Fonte: Marvel616

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sobre o autor Felipe Lima

Apaixonado por música, viciado em internet, cinema, Tony Hawk Pro Skater, The King of Fighters e Cuphead. Colecionador de Funko e action figures em geral.