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10 coisas que você não sabia sobre o Batman

Por Fernando Maidana

Alguns fãs da cultura nerd podem pensar que Superman é o mais icônico super-herói das histórias em quadrinho de todos os tempos. Apesar do homem de Krypton ser capaz de torcer o aço com as próprias mãos ele não conseguiu alcançar e influenciar toda uma geração do modo que fez o Cavaleiro das Trevas. Vamos dar uma olhada na história do peculiar justiceiro de Gotham.

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1. Bob Kane não criou o Batman que conhecemos

É verdade que o desenhista e roteirista Bob Kane teve uma mão ao dar vida ao Cavaleiro das Trevas, mas foi outro escritor, Bill Finger, quem provavelmente teve o maior papel na criação do personagem. De acordo com o livro “Batman Unauthorized: Vigilantes, Jokers and Heroes in Gotham City,” Kane já era um nome consolidado no mundo das HQ’s, mas sempre recorria a Finger para ajudá-lo com suas histórias. A editora responsável pela série “Detective Comics” pediu ao seu conjunto de artistas que desenvolvessem ideias para um novo super-herói que podia se tornar um hit, eles tiveram uma semana para desenhar e apresentar seus projetos.

Kane elaborou um personagem mascarado com asas de morcego. A editora gostou da ideia e pediu a Kane que desenvolve-se uma história para o personagem. Aí entra o dedo de Finger (rs). O “escritor fantasma” criou a história original do personagem, o assassinato dos pais, a máscara com orelhas longas e pontudas, desenhou a capa, desenvolveu a maioria dos vilões, acessórios e armas do morcegão.

Apesar disso, não há qualquer menção de Finger na Detective Comics. A primeira aparição de Batman foi na “Detective Comics #27” e o herói logo se tornou um sucesso entre os leitores. Finger continuou ajudando Kane nas histórias do Cavaleiro das Trevas. A parceria se encerrou quando Finger foi chamado para trabalhar na DC Comics, onde ele ajudou a criar diversos personagens incluindo o Lanterna Verde.

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2. Fãs votaram para matar Robin

Heróis e vilões das HQ’s estão sempre morrendo e voltando a vida, mas apenas uma morte foi exclusivamente escolhida pelos fãs. Robin morreu e foi substituído várias vezes ao londo da série, mas em 1988, o destino de Jason “Robin” Todd foi deixado nas mãos dos seus “supostos” fãs.

“Uma morte em família,” enredo protagonizado por Robin encontrando sua mãe na Etiópia e descobrindo que ela o entregou para o Coringa. Os dois acabam trancados em um armazém que explodiria ao menos que Batman pudesse salvá-los. O suspense fez com que a DC criasse um telefone no qual os fãs podiam ligar e votar se o garoto prodígio conseguiria sair vivo do armazém ou não.

Os fãs votaram. 5,343 contra 5,271. Assim o destino de Robin foi selado e ele morreu na edição seguinte. Todd retornou em 2005, no arco “Sob o capuz”, como Capuz Vermelho buscando vingança contra o Coringa. (Ele deveria ter ido atrás é dos fãs)

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3. Frank Sinatra queria interpretar o Coringa na série de TV

O mundo de Batman se tornou um marco cultural quando saiu das páginas das HQ’s e se tornou um grande hit da televisão na década de 60. Não só Batman (Adam West) e Robin (Burt Ward) se tornaram celebridades da noite pro dia, mas os vilões que participaram da série também são lembrados e reverenciados por seu trabalho no exagerado show dos super-heróis. O cantor Frank Sinatra também quis embarcar na onda e se tornar o principal inimigo do Batman, mas o papel já havia sido designado a Cesar Romero, o boato foi confirmado por Ward alguns anos depois durante uma entrevista: “Fiquei sabendo que Frank Sinatra ficou muito chateado por não poder interpretar o Coringa.”

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4. Conan O’Brien roubou a roupa de Robin na faculdade

As fraternidades de Harvard são bem conhecidas por suas brincadeiras no campus e uma de suas peripécias mais famosas envolvem a famosa “roupitcha” de Burt Ward. O ator foi convidado para  fazer uma palestra em Harvard na década de 80. Ward aceitou e falou diante de um corpo discente de 250 alunos. Ele trouxe um manequim vestido com o traje que usava na série de TV.

O’Brien era um estudante de Harvard e membro da fraternidade dos arruaceiros, o futuro comediante/escritor arquitetou um plano para roubar a roupa durante o discurso de Ward se infiltrando entre os seguranças que estavam vigiando a fantasia. A fraternidade apagou as luzes no meio do discurso de Ward e colocaram um gordo fantasiado do vilão Pinguim para fazer a seguinte charada ao ator: “Quando um segurança não é um segurança?” Neste momento o falso segurança agarrou a roupa e saiu correndo para a saída.

Peter Sagal, um dos estudantes que ajudou organizar a visita de Ward, tentou impedir que a turma da fraternidade concluísse seu plano, mas os estudantes conseguiram fugir com a roupa de Robin. Os estudantes ficaram, por horas, brincando de heróis e vilões pelo campus, mas Ward levou na esportiva e, imitando a voz do personagem, dizia: “Devolvam a roupa ou sentirão minha ira!”. Depois de certo tempo a fantasia foi devolvida a ele sã e salva.

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5. NBC queria assumir as gravações de Batman, mas a ABC já havia destruído a Bat-Caverna

Batman durou apenas 3 temporadas. Depois do alvoroço inicial a ABC decidiu cancelar a série que já não gerava tantos lucros. Ainda assim, colocou os direitos da série à venda no caso de alguma outra rede de televisão se interessar por produzir o show. Algumas semanas passaram e não houve oferta alguma, então a rede de TV ordenou que a Bat-Caverna e os outros sets de filmagem fossem demolidos para a criação do cenário de uma nova série.

Assim que a equipe finalizou a destruição do set, a rede NBC entrou em contato interessada em investir na 4ª temporada da série. Infelizmente os cenários já estavam demolidos e só a construção da Bat-Caverna custaria US$800.000, diante disso a NBC cancelou a oferta.

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6. O primeiro Batman de Tim Burton já traria Robin como sidekick do herói

Batman de 1989 foi um estrondoso sucesso de bilheterias e trouxe um tom mais ousado e sombrio da visão pop que o personagem havia adquirido, parte do sucesso foi graças à visão de Tim Burton. Infelizmente, levou anos até que a Warner Bros aceitasse produzir os diversos roteiros criados. Uma versão (escrita pelo roteirista Sam Hamm) incluiu Robin na trama, papel que Burton já havia selecionado para o ator de 19 anos, Kiefer Sutherland.

Kiefer disse que recusou o papel, pois imaginava que teria de usar a mesma fantasia colorida da série de TV. Ele não sabia que a versão de Burton para as telonas era muito diferente da da versão dos anos 60. Projetos subsequentes reduziam cada vez mais o papel de Robin até que Burton decidiu cortá-lo de vez do filme.

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7. Sean Young perdeu a chance de fazer parte de Batman (2 vezes)

Outra que perdeu a oportunidade de aparecer na grande franquia “Batman” foi a notória Sean Young que foi escalada para ser a Vicki Vale original, a repórter que consegue despertar o amor de Bruce Wayne. A atriz acabou quebrando o braço enquanto praticava uma cena a cavalo que seria gravada em uma sequência de ação. A cena foi deletada da edição final e Sean substituída por Kim Basinger.

Young estava determinada a não deixar a oportunidade escapar de suas mãos novamente quando a sequência “Batman Returns” foi anunciada. Ela praticamente organizou uma operação secreta para convencer Tim Burton a escalá-la como Mulher-gato. Em uma ação nunca vista antes em Hollywood, a desequilibrada atriz apareceu no escritório de Burton, sem aviso prévio, vestida em uma fantasia feita em casa da mulher gato. A atriz foi levada para fora pelos seguranças, mas mesmo assim não desistiu da investida. A atriz apareceu em diversos “Talk Shows”, como o “The Joan Rivers Show” ,(que você pode ver abaixo) vestindo a fantasia e fazendo de tudo para fazer parte do elenco. Sua revolução de uma mulher só acabou falhando e Michelle Pfeiffer foi escolhida para o papel.

(Que vergonha alheia!)

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8. A teoria de que Batman e Robin são gays veio da tentativa de um psicólogo abolir os quadrinhos

Qualquer situação que envolva dois homens ou duas mulheres que vivem juntos por um longo período de tempo parece, automaticamente, atrair teorias sobre um relacionamento homossexual. Mas as questões sobre relacionamento “duvidoso” da dupla dinâmica tem origem em um homem: Dr. Fredric Wertham.

Na década de 50, o psicólogo era para as HQ’s o que Jack Thompson é para os video-games. (Jack Thompsom é um ativista americano que luta para a proibição dos jogos eletrônicos alegando que estes estimulam a violência e a banalização da sexualidade). Wertham liderou uma cruzada para regular e banir o horror, criminalidade e as aventuras das publicações em quadrinhos. No livro “Sedução dos Inocentes” o psicólogo apresentava um ensaio “científico” que mostrava que as revistas conduziam os jovens à delinquência e indecência. O livrou levou a uma investigação do Congresso que culminou com a criação do sistema de classificação das HQ’s e colocou muitos editores nas ruas.

Wertham dizia que a dupla dinâmica possuía uma relação homossexual secreta baseado em terapias realizadas na cidade de Nova York. Em seu trabalho com “Indivíduos sexualmente desajustados” ele percebeu que a maioria dos homossexuais lia frequentemente as HQ’s de Batman e desenvolviam uma espécia de “amor” pelo Cavaleiro das Trevas.

(Isso é uma bichona enrustida, isso sim!)

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9. Turquia ameaçou processar “The Dark Knight”

O incrível ressurgimento do Batman de Christopher Nolan, depois dos desastrosos “Batman Eternamente” e “Batman & Robin” de Joel Schumacher, deram vida nova ao herói que pensávamos que jamais veria a luz do dia novamente (ou a luz da noite). Mas ele acabou atraindo uma interessante ameaça de processo.

O prefeito da cidade de Batman, na Turquia, ameaçou processar Nolan e a Warner Bros por infringir os direitos autorais do nome de sua cidade. O pior é que o prefeito alegou que o filme foi baseado em uma série de assassinatos não resolvidos e  de suicídios femininos que ocorreram na cidade. Infelizmente, para os fãs de cidades com nomes estranhos, o caso jamais foi arquivado.

(Imagina que louco morar em Batman!)

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10. Custariam 300 milhões de Dólares para se tornar o Batman

Vigilantes amadores não estão limitados às telonas. Na verdade existe uma série de vigilantes ilegais patrulhando as ruas ao redor do mundo. Mas se tornar tão bem equipado como o Batman custa um pouquinho mais caro do que uma máscara de esqui e um taco de hóquei.

O livro “Batman Unauthorized” analisou minuciosamente quanto custaria para desenvolver e carregar todas as bugigangas que o Batman usa. Prepare-se, o total gira em torno de 300 milhões de dólares (apesar de outras fontes afirmarem que o montante pode chegar a 700 milhões). O valor inclui os US$ 3,5 milhões para transformar um abrigo nuclear em uma Bat-Caverna e US$2 milhões para transformar um Cadillac Sixteen em um Batmóvel V-16 com 32 válvulas e 1000 cavalos de potência.

E isso sem contar todas as opções de defesa do Batmóvel como cortina de fumaça, lançadores de mísseis e escudo integrado. A fantasia personalizada, sairia barato, só US$ 45 mil. Então, a menos que você ganhe na Sena ou herde uma fortuna de seus parentes distantes, é mais fácil continuar usando máscara de papelão e o casaco de brilhantes da época que vovó quebrava tudo na disco.

(Já estou começando a colocar moedas no porquinho!)

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sobre o autor Fernando Maidana

Boa piada. Todos riem. Rufam os tambores. Cortinas se fecham.