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10 coisas que gostaríamos de ver no reboot do Quarteto Fantástico

Por Fernando Maidana

Ainda não temos novas notícias sobre o elenco, mas isso poderá mudar em breve. Além disso, o consultor da Fox será ninguém menos que Mark Millar e ele já prometeu uma interação muito maior entre as franquias do mutantes e do quarteto.

O comentário de Millar nos fez pensar sobre o que gostaríamos de ver nessa nova versão de Quarteto Fantástico, e aqui está nosso top 10 de sugestões…

Expandir a mitologia

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Apesar de sabermos que Fox e Disney não se unirão tão cedo para recontar toda a história do universo Marvel como ela deveria ser, a interação entre Quarteto Fantástico e o Universo-X já é um passo promissor. Além disso, muitos personagens importantes como Surfista Prateado, os Skrulls e tantos outros em potencial estão sob o direito da Fox, que pode muito bem copiar o modo como a Marvel vem trabalhando e nos dar um gostinho de outros personagens que povoam o universo do quarteto.

Ser fiel ao material original

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Nas primeiras 100 edições de Quarteto Fantástico, Jack Kirby e Stan Lee reinventaram as HQ’s e os super-heróis que conhecemos, criando, inovando e definindo o gênero até os dias de hoje. Há tantas grandes ideias nessas páginas e a Fox tem tudo para garantir uma adaptação emocionante.

Sabemos que nenhum filme de quadrinhos tem, necessariamente, de ser fiel à seu material original, vide trilogia do Cavaleiro das Trevas e Os Vingadores, que não são fieis às HQ’s mas conseguiram arrecadar bilhões ao redor do mundo, mas já vimos como Quarteto Fantástico se saiu nas telonas e acho que todos concordamos que faltou a elegância e o coração dos quadrinhos clássicos.

Apoiar o elenco de apoio

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Talvez isso acabe caindo na questão de expandir a mitologia, mas há um grande número de personagens como Willy Lumpkim, Alicia Master, Wyatt Wingfoot, Nathaniel Richards e até mesmo Lyja, a Skrull que virou a casaca e quer ter uma chance de compensar seus atos. Alguns desses personagens já até apareceram nos filmes anteriores, como o Cameo de Stan Lee como Lumpkin, mas certamente eles tem potencial para contribuir com aspectos emocionais e fundamentais da história.

Uma visão ambiciosa

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O Quarteto Fantástico é um grupo de heróis que sempre retrata os conflitos em família, mas não é por isso que deve ser reduzido a um universo pequeno. Grandes histórias do quarteto se passam em viagens através não somente do planeta, mas do nosso universo e de universos desconhecidos. O Quarteto Fantástico é global, ideológico, experimental. Tem de abordar elementos da natureza e grandes questões universais. O que nos leva ao próximo item da lista…

Locais exóticos

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Há centenas de locais belíssimos, sombrios e exóticos na mitologia do Quarteto Fantástico que seriam o conjunto perfeito para a obra final. A Zona Negativa, Sub-atômica, Attilan, A área azul da Lua, Halla, Latvéria e inúmero outros lugares são os ingredientes perfeitos para a receita de um filme de ficção de sucesso.

Em sua essência, o Quarteto Fantástico são exploradores, cientistas e solucionadores de problemas, antes mesmo de serem super-heróis. Nova York pode ser sua base, mas as aventuras sempre envolvem viagens para lugares desconhecidos. Além disso, já estamos saturados de filmes de super-herói em cidades. Que tal mudar o ritmo das coisas?

Não ser um dramalhão

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O Quarteto pode ser conhecido por seu drama familiar, mas o que torna esses momentos dramáticos importantes é que eles não são heróis sem esperança, sombrios e problemáticos. Suas alterações físicas podem levar eles mesmos à ideia de torturados, mal compreendidos, aberrações procurando seu lugar na sociedade, mas o fato é que eles aceitaram quem são e vem toda essa situação como um presente, uma chance de mudar suas próprias vidas e ajudar outras pessoas.

É um elemento importante que a primeira tentativa da Fox não conseguiu capturar. Deve haver um equilíbrio entre ação, emoção e drama, mas sem esquecer o sentimento de admiração e alegria.

Super Ciência

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Reed Richards é um dos homens mais inteligentes do universo. Mas, muitas vezes, sua ingenuidade acaba colocando o quarteto em muitos problemas. Seu duelo constante com Dr. Doom sobre quem é o maioral definiu algumas das maiores histórias do quarteto. Sua curiosidade em experimentar dispositivos perigosos como o nulificador total também ocasionaram batalhas de tirar o fôlego. Imagine o tom sarcástico que Johnny Storm poderia adicionar às conversas sobre “ajustes de fase de banda” e “radiação de partículas gravitacionais.” O público não é bobo, nós podemos lidar com ficção científica e menos com toda a “magia” dos super-heróis.

Uma ameaça de verdade

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Provavelmente Dr. Doom é o inimigo mais conhecido do Quarteto Fantástico, mas por favor, Galactus, Annihilus e até mesmo o Toupeira com seu exército de molóides merecem uma chance de fazer uma estreia à altura nas telonas. Caramba! Imaginem os efeitos especiais e toda a trama por trás de uma invasão Skrull. As possibilidades são enormes e seria frustrante ver mais um filme ser arruinado por um roteiro onde nem conseguimos entender as motivações do vilão.

Abordar os problemas em família

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Este talvez seja um dos aspectos mais importantes. Quando o Quarteto Fantástico foi lançado em 1961, eles mudaram completamente o conceito básico dos super-heróis. Lembrem-se dos Vingadores, até eles resolverem lutar como um time nada deu certo. Você deve agradecer ao Quarteto Fantástico por isso. A relação sempre tensa entre os quatro personagens principais foi uma mudança completamente inovadora e emocionante da visão anterior de um time de amigos que eram os super-heróis perfeitos. O quarteto fantástico deu uma visão mais humana às relações em grupo e é uma distinção que os destaca das outras super-equipes.

Vida longa ao Rei

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Infelizmente, Jack Kirby nos deixou há quase 20 anos e isso impede que vejamos o rosto do criador nas aventuras do Quarteto nas telonas, mas acima de qualquer outro quadrinho da Marvel, o trabalho de Kirby no Quarteto Fantástico é a expressão da sua criatividade, seu estilo, sua alma. Kirby não dava apenas a aparência das revistas, mas definiu como as histórias em quadrinho passariam a ser contadas.

Além disso, ele criou alguns dos personagens mais emblemáticos da Marvel, como Surfista Prateado e Galactus. Não se deve passar por cima da identidade visual que o criador deu a suas obras. Algumas podem até parecer ultrapassadas aos olhos modernos, mas a visão de Kirby sobre elementos de sci-fi e super-heróis é, inegavelmente, ambiciosa e pode se traduzir em um filme de tirar o fôlego.

Adaptado de Newsarama

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sobre o autor Fernando Maidana

Boa piada. Todos riem. Rufam os tambores. Cortinas se fecham.