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Supergirl – Pontos fortes e fracos de “Stronger Together”!

Por Mike Sant'Anna
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Ponto Fraco – Ainda falta algo

Antes de mais nada vamos deixar claro que sim, eu sei que é apenas o segundo episódio e que toda série em seus primeiros episódios ainda está se descobrindo, ganhando ritmo e aprendendo o que o público espera, mas mesmo assim é preciso apontar algumas falhas que o episódio e a série estão tendo, mas assim como eu, gostaria que você também levasse em consideração o argumento, ainda é o segundo episódio.

Dito isso, me sinto mais tranquilo de dizer que Melissa Benoist ainda está deixando a desejar no papel de Kara. E o incrível é que não está claro exatamente o que está faltando nela. Ela atua bem, tem todo o jeito garotinha que precisa, tem o suficiente de carisma, mas ainda falta um último tempero para podermos realmente sentir a Supergirl aparecendo. Mas como eu falei, ainda é o segundo episódio, e personagens vão se construindo aos poucos.

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Ponto Forte – Referências

É legal como a série não tem medo de mostrar que ela está inserida num universo que já está definido, um universo onde os “supers” já existem, são conhecidos pela população, e eles já estão acostumados com isso.

Eles não tentam mascarar as referências, e falam nomes como Superman, Lois Lane, Clark Kent, Planeta Diário com todas as letras. Espero muito que ela não se limite a referenciar apenas o universo do Superman, pois já que o herói está estabelecido há tanto tempo como pareceu na série, imagino que outros heróis também já tenham se tornado bem conhecidos.

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Ponto Forte – Supergirl Lvl 1

Ela tem esses poderes há muito tempo? Sim! Ela sabe como usá-los? Muito pouco. Isso pode dar problema? Obviamente.

Foi de excelente bom gosto a série aproveitar o início da temporada pra mostrar que heróis com poderes como Supergirl e Superman precisam tomar muito cuidado ao “salvar o dia”, pois a dimensão de seus poderes pode acabar trazendo mais prejuízos do que benefícios. Por exemplo, como ocorrido em Homem de Aço, mesmo tendo salvo o mundo, Superman causou a destruição quase completa de Metrópolis, e o mesmo aconteceu com Supergirl.

Não há hora mais perfeita pra isso acontecer do que agora no começo, pois lá pra uma 4ª temporada, possivelmente, não haverá mais desculpas e justificativas pra que ela não tenha um controle muito maior dos seus poderes e capacidades.

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Ponto fraco – Na sombra do Superman

Ok, eu sei que eu falei que as referências foram algo muito bom da série, mas existe um limite entre se utilizar das referências pra estabelecer um cenário ou um universo, e usar essas referências como muleta pra sustentar a história.

O episódio passado utilizou a dose certa do universo do Superman pra se ambientar, porém o episódio dessa semana fez com que eu me sentisse como Kara, como se uma grande sombra do Superman pairasse sobre mim. Em tudo ele era referenciado, em tudo ele era citado e ficou uma sensação de uma série que precisa criar uma identidade própria separada da identidade do Superman, e que essa série estava se "auto-sabotando" nesse quesito.

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Ponto forte – humor na dose certa

É uma série da Supergirl, ela precisa ter um tom muito mais leve, um clima muito mais bem-humorado. Porém isso é um perigo também, pois um pequeno exagero no número de alívios cômicos e a série começa a perder sua credibilidade.

Mas felizmente esse não foi um problema para a série nesse episódio, todos os alívios cômicos, cenas engraçadas foram muito sutis, bem dosadas e naturais.

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Ponto Fraco – Novela mexicana

Mais uma vez (sim eu gosto de reforçar esse ponto), eu sei que a série está no começo e muita coisa ainda vai melhorar. Mas algo que incomodou um pouco nesse episódio foi como algumas atuações de determinados personagens eram muito forçadas e exageradas, fazendo com que a cena caísse num ponto de estranheza.

Por exemplo o funcionário que informa sobre o DNA à base de Cloro, sim um personagem que teve uma fala de 1 minuto conseguiu causar uma estranheza. Entre outros personagens como Cat Grant, em algumas raras vezes, ou Hank Henshaw. Parece que os atores ainda estão descobrindo o meio termo de fazer algo que vem dos quadrinhos, parecer natural.

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Ponto Forte – Cat grant

Apesar de ela ter sido citada no slide anterior, Cat Grant foi um ponto forte do episódio. Você ficou com raiva dela? Com vontade de amassar a cara dela naquela mesa? Ou então ficou vibrando quando ela deu um senhor sermão em Kara sobre subir na vida?

Pois é! Essa é a função dela. Não ache que Cat é algo ruim da série só porque ela te faz ter ódio dela. Ela está na série pra isso mesmo. E a já citada cena do sermão só serviu para reafirmar o quanto a atriz Calista Flockhart foi uma excelente escolha para o papel.

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Ponto Forte – Efeitos especiais

Para uma série que ainda está no seu período de “experiência”, a qualidade dos efeitos visuais da série realmente me surpreendeu, pois dificilmente a emissora libera uma verba considerável para se investir em muitos efeitos especiais para uma série que ela ainda nem sabe se irá vingar ou não.

E realmente alguns dos efeitos foram de muita qualidade se você considerar que é uma série de TV da CBS.

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Ponto fraco – Coreografias

Em contrapartida dos efeitos especiais, as coreografias das cenas de ação estão deixando muito a desejar, e nem mesmo a justificativa que Kara está aprendendo ainda à lutar foi suficiente para amenizar a baixa qualidade da cena de luta entre Supergirl e General Astra.

Tudo bem, a cena do treinamento com Alex foi muito boa, isso tem que ser dado o crédito. Mas a cena da luta entre as duas kriptonianas, deu um pouquinho de vergonha alheia. E eu espero que a série consiga melhorar o modo de fazer cenas de luta durante vôo.

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Ponto Forte - Mais humana que kriptoniana

Uma coisa que tem me agradado bastante em ambos os episódios é como a personagem está realmente agindo como uma jovem humana de 20 e poucos anos, e como isso tem influenciado a super-heroína. O jeito o qual a série tem esse toque feminino quase “moleca” é a cereja do bolo em Supergirl.

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A série ainda está engatinhando mas mesmo com alguns defeitos e falhas, foi um episódio muito divertido para um início de temporada.

E você? O que achou do episódio? Não deixe e comentar!

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Mike Sant'Anna

Eu sou o melhor no que eu faço, mas o que eu faço... É bem retardado.