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[REVIEW] SNK Heroines Tag Team Frenzy – Nem Pabllo Vittar foi tão longe demais!

Por Felipe Vinha

Enquanto muitos já podem estar esperando por um novo The King of Fighters, a SNK investe em um jogo de luta inédito, que ninguém nunca ouviu falar antes, com uma ideia bem louca.

SNK Heroines Tag Team Frenzy é um game de luta apenas com mulheres. Todas as personagens femininas de KOF, ao menos as principais, mais algumas “versões femininas de personagens masculinos” estão presentes. Mas como funciona isso?

Leia nossa análise e descubra!

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Ficha Técnica

Nome: SNK Heroines Tag Team Frenzy

Plataformas: PS4, Switch

Gênero: Luta

Modos de jogo: Um a dois jogadores

Estúdio: Abstraction Games

Publicadora: SNK

Data de lançamento: 7 de setembro de 2018

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SNK Heroines Tag Team Frenzy não é um jogo de luta comum. Não apenas pela temática, super bizarra para quem não está acostumado – leia-se: fora do Japão –, como também pela jogabilidade, única e muito diferente de The King of Fighters.

Para começo de conversa, saiba que este é um game apenas com lutadoras. Sim, no feminino. Mai, Leona, Kula, Yuri são algumas das personagens que participam do elenco, que inclui até mesmo personagens que estrearam em The King of Fighters 14.

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Além disso, temos a história, que ultrapassa alguns sentidos do bom senso: em SNK Heroines Tag Team Frenzy temos um grupo de heroínas que são raptadas para um universo alternativo, onde uma figura misteriosa tenta sugar suas “energias de Idols”, para poder criar um mundo perfeito.

Esta figura é um assediador misterioso, envolvo em sombras, que também serve como chefão final do “modo história”, se é que podemos chamar assim. É bizarro no último, e até um pouco condenável em alguns aspectos. Mas o game tem um forte apelo para o chamado “fan service”.

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Contudo, vamos falar sobre as especificidades técnicas. Como citamos, SNK Heroines Tag Team Frenzy é um jogo de luta diferente. Aqui você sequer pode se abaixar e não há golpes especiais ativados por comandos complicados.

Na verdade, ele funciona muito bem como um game de luta de entrada. Ele possui combos e detalhes técnicos, como cancelamentos e anti-aéreos, mas ao mesmo tempo oferece muitas facilidades, como especiais que são ativados apenas com um botão – os “de cima” no controle.

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Isso não apenas facilita a experiência, como também transforma SNK Heroines Tag Team Frenzy em um game completamente diferente do que existe por aí, hoje. Mas assim, é diferente MESMO.

O game tem regras comuns de um jogo de luta, com batalhas entre dois personagens, mas com a possibilidade de alternar entre as duas meninas da sua equipe ao pressionar de um botão. Contudo, não é possível vencer a oponente apenas com ataques normais. É necessário levá-la a um estado de fraqueza, para então finalizar com um golpe especial, daqueles carregados, rendendo sempre bons momentos visuais.

Também é possível coletar itens no cenário, que são usados para beneficiar sua lutadora ou atrapalhar a adversária, enquanto sua colega, que está de fora, fica encarregada de lançar pela tela.

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É curioso ver como a SNK quis que SNK Heroines Tag Team Frenzy fosse diferente não apenas na premissa de jogar apenas com mulheres, mas também na questão de controles e regras dentro da luta.

A decisão é ótima, pois faz com que o game não seja um mero spin-off de The King of Fighters, e sim algo realmente inédito. Afinal, se os compradores já possuem KOF 14 em seus videogames, para que investir em um jogo que tem as mesmas personagens? Decisão acertada para vender o game aos fãs.

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Outra decisão acertada também está na seleção das personagens. É muito legal vermos todas as principais heroínas representadas. E, ainda que elas vistam roupas extremamente questionáveis para padrões ocidentais de maneira automática, é possível destravar suas vestimentas mais clássicas nas opções, o que pode agradar quem torcer o nariz, inicialmente.

Curioso notar também que o game tem algumas lutadoras extras lançadas por download, mas há até mesmo uma versão feminina de Terry Bogard presente, o que é foi uma jogada inusitada e, confessamos, muito legal.

O elenco, portanto, é formado por Athena, Kula, Leona, Love Heart, Luong, Mai, Mian, Mui Mui, Nakoruru, Shermie, Sylvie Paula Paula, Yuri, Zarina e Terry. Via download os fãs ainda podem baixar Thief Arthur, Skullo Mania e até MissX, que é basicamente Iori Yagami disfarçado de mulher, como já apareceu em um jogo anterior da SNK – sim, estamos sem palavras.

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Mas é altamente compreensível que SNK Heroines Tag Team Frenzy não vá agradar um grande público. Quem curte jogos de luta vai gostar dos elementos inusitados e diferentões, mas ainda falta conteúdo.

Além dos menus super simples, o modo de história é vergonhoso – tanto em enredo, quanto em conteúdo – e o multiplayer online não tem tanto apelo assim para ser jogado. Resta se limitar ao multiplayer local, dependendo de amigos disponíveis no segundo controle.

Há um modo de personalização das heroínas, mas não é muito variado. Ainda assim, é preciso comprar os itens, como ocorre em jogos de luta mais recentes, a exemplo de Tekken.

Por fim, claro, SNK Heroines Tag Team Frenzy não tem uma proposta muito tradicional, por usar heroínas em poses chamativas e roupas minúsculas. É uma erotização que talvez deixe pessoas desconfortáveis, ainda que seja feito de maneira, digamos, respeitosa. Acredite.

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Conclusão

SNK Heroines Tag Team Frenzy é incrível em alguns aspectos, mas fracos em outros.

É um bom jogo de luta e spin-off de The King of Fighters, que ao mesmo tempo funciona como jogo de “alma própria”. Apesar de não ser tão complexo, tem elementos bem legais de títulos de luta.

É recomendado até certo ponto, mas você vai curtir mais se estiver de mente aberta para um jogo de luta bem diferente.

Nota: 3 de 5

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Felipe Vinha

Já tentei salvar o mundo de uma invasão alienígena, mas hoje me contento em ser jornalista. Gosto de quadrinhos e suas adaptações na TV ou cinema, animes, tokusatsu, games (de luta principalmente) e tecnologia. Vamos trocar uma ideia no Twitter @felipevinha