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A história da DC Comics no cinema! (Pt. 2)

Por Felipe de Lima

Caso tenha perdido, confira também a Parte 1 da História da DC Comics no cinema!

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Investindo em outro personagem: Batman (1989)

No início de 1970, os escritores da DC Comics Dennis O'Neil e Neal Adams transformaram o Batman na figura sombria idealizada por Kane e Finger. A sombra do Cavaleiro das Trevas voltaria à Gotham mais uma vez, moldando todas as versões dos anos 80, como o Ano Um de Frank Miller e A Piada Mortal de Alan Moore.

Era hora de levar essa nova versão do Homem Morcego para as telonas. O sucesso de Tim Burton com Beetlejuice, deu força para que em 1989 o diretor fizesse um filme do Batman estrelando Michael Keaton como Bruce Wayne. Desde o memorável Coringa de Jack Nicholson até a arquitetura noir de Gotham, este Batman sombrio conseguiu se desvincular completamente de seu antecessor colorido.

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Definindo um gênero: Batman: O Retorno

O Batman de Tim Burton iria recomeçar o gênero de filmes de super-heróis, consequentemente levando ao que temos hoje. Em 1992 Tim Burton trouxe uma sequencia para o primeiro filme, com Keaton reprisando o papel de Batman, a sensual de Michelle Pfeiffer como a Mulher-Gato, e Danny DeVito como o Pinguim.

O filme foi muito mais sombrio do que o original, e tinha a completa assinatura de Burton. O longa arrecadou 163 milhões de dólares só nos EUA, mas deixou fãs e críticos confusos sobre a direção que a franquia estava tomando. Batman: O Retorno está em algum lugar no limbo cinematográfico, sendo muito sombrio e perverso para o publico infantil, e muito deslocado para os fãs da história original do Homem Morcego. Tim Burton e Warner Bros. decidiram que era hora de seguirem por caminhos opostos.

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Seguindo em frente: Batman: Eternamente (1995)

A Warner Bros. decidiu deixar as coisas mais agitadas em 1995 com Batman: Eternamente, contratando Joel Schumacher para criar uma versão mais cartunesca do personagem. Surpreendentemente, o filme foi um sucesso e fez 21 milhões de dólares a mais do que o seu antecessor. Mas para os fãs estava claro que a franquia Batman havia começado a desmoronar.

Batman: Eternamente desde o inicio seria um filme pipoca. É engraçado assistir, mas no final você não aproveita nada do que lhe foi passado. Infelizmente, isso se deve ao fato de quase uma hora de filme ter sido cortada, a fim de tornar o longa mais amigável.

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Enterrando um gênero: Batman & Robin (1997), Aço (1997), e Liga da Justiça da America (1997)

Algumas pessoas culpam o fracasso do quarto filme da franquia Batman pela ascensão dos críticos de Internet, que geraram burburinho extremamente negativo antes do lançamento do longa. Outros, incluindo George Clooney, culpam o roteiro descartável. Mas seja qual for a razão, Batman e Robin é um filme horrível em todas as maneiras.

Ainda em 1997, a DC lançou um filme completamente esquecível do personagem John Henry Irons, mais conhecido como Aço, que foi interpretado pelo jogador de basquete Shaquille O'Neal.

Como se não bastasse dois fracassos consecutivos, foi produzido um filme da Liga da Justiça da America que serviria de piloto para um série de TV da primeira super equipe da DC. Quem assistiu sabe que são 80 minutos que nunca mais voltarão.

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A morte de: Superman Lives (1996)

Depois do sucesso dos dois primeiros filmes do Batman, a DC gostaria de trazer o Homem de Aço de volta para as telonas, contudo, o fracasso de Batman e Robin abortou os planos. Superman Lives era para ser o quinto filme do Superman, mas que acabou abortado ainda na pré-produção. O projeto foi iniciado em 1996, tendo a direção de Tim Burton, produção de John Peters e roteiro de Kevin Smith. O filme acabou nunca realizado graças aos desacordos entre Smith, Peters e Burton, e também pela reprovação do público, motivada por grandes modificações que seriam feitas no super-herói.

O filme envolvia Nicolas Cage no papel de Clark Kent, Chris Rock como Jimmy Olsen e possivelmente Sandra Bullock como Lois Lane.

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É hora de mudar: Mulher-Gato (2004)

1997 foi o ano que quase acabou com a história da DC Comics no cinema, e levaria sete anos para a Warner Bros. voltar a investir nos personagens da editora. Inspirada pelos sucessos da Marvel, a Warner quis embarcar na onda, mas já era tarde de mais quando percebeu que se afastar completamente dos quadrinhos não é uma boa ideia.

Mulher-Gato é um filme de 2004 que estrelou Halle Berry como a heroína - que não se chamava Selina Kyle. O filme é vagamente baseado na personagem da DC Comics, que é conhecida por ser uma anti-heroína e interesse amoroso do Batman.

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A visão de Christopher Nolan: Batman Begins (2005)

Após o fracasso de Batman e Robin, parecia que a franquia do Homem Morcego estava morta. Vários roteiros foram mandados para a Warner, desde um Batman futurista, até uma versão que teve Clint Eastwood como um Bruce Wayne aposentado numa adaptação de 'O Cavaleiro das Trevas'. Darren Aronofsky e os Wachowski estavam envolvidos nos principais rumores, mas seria o diretor de Amnésia, Christopher Nolan, quem iria ressuscitar o Homem Morcego em Batman Begins.

Nolan também reuniu um grande elenco, trazendo nomes como Christian Bale como Bruce Wayne, Michael Caine como Alfred, Morgan Freeman como Lucius Fox, Liam Neeson como Ra's Al Ghul, Gary Oldman como Sargento Gordon, entre outros. Da escuridão um herói emergiu, e Batman Begins preparou o palco para uma releitura do vilão favorito dos fãs, O Coringa.

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Revisitando um clássico: Superman: O Retorno

Impressionados com a qualidade de X-Men 2, a Warner Bros. contratou a mesma equipe por trás do segundo filme dos mutantes da Marvel para trabalhar na continuação de Superman IV.

Em 2006 foi lançado Superman: O Retorno, um sucesso de bilheteria, recebendo críticas positivas pela histórias, efeitos especiais e estilo. No entanto, a Warner Bros. ficou desapontada com os números internacionais do filme. Uma sequencia foi planejada para 2009, mas o projeto foi cancelado mais tarde.

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Vertigo

Durante esse tempo a Warner também explorou outros selos relacionados à DC Comics. O que levou a adaptações da linha Vertigo - famosa linha de títulos adultos da editora - com filmes baseados em Hellblazer e V de Vingança.

Hellblazer seguiu as primeiras aventuras de John Constantine, sendo levemente inspirado na história 'Hábitos Perigosos'. O filme, que trazia Keanu Reeves no papel principal se saiu bem nas bilheterias, mas foi desaprovado por boa parte dos fãs devido algumas mudanças na história original.

Um ano mais tarde, outro filme da linha Vertigo foi lançado. V de Vingança é inspirado na história homônima de Alan Moore e David Lloyd publicada originalmente pela Quality Communications. Apesar de algumas mudanças significativas em alguns personagens, o filme foi bem aceito tanto pelos fãs quanto pela crítica.

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Definindo um tom: Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008), Watchmen (2009), e Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012)

A franquia Batman não é à prova de falhas, mas nem o Homem-Morcego é. A abordagem de Nolan em todos os três filmes, ilustrou um Batman realista, destacando o significado de moralidade em sua batalha interna sobre o bem e o mal.

O público se relacionou tanto com o homem quanto com a máscara, descobrindo que o Cruzado Encapuzado é um ideal, um símbolo literal, mais do que um homem rancoroso. Um Cavaleiro das Trevas.

Ao mesmo tempo em que o segundo filme do Batman de Nolan era lançado, uma outra adaptação da DC estava a caminho. Watchmen, do diretor Zack Snyder viria a ser considerada a melhor adaptação de uma graphic novel, firmando o cineasta como o idealizador do UDC.

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Tropeços: Lanterna Verde (2011)

Desde 1997 em desenvolvimento, o primeiro filme do Lanterna Verde só ganharia vida depois de 14 anos, quando a Warner decidiu investir novamente em outros personagens.

Em 2011 o filme foi lançado como um fracasso de critica e bilheteria, sendo acusado de não otimizar adequadamente o CGI, fazendo com que o filme pareça uma overdose de efeitos nada impressionantes.

Lanterna Verde tinha uma sequencia planejada para 2014, mas o baixo desempenho nas bilheterias abortou qualquer chance do filme conseguir uma continuação.

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Nasce um Universo: O Homem de Aço (2013)

Ambas as obras de Christopher Nolan e Zack Snyder viriam a definir a tonalidade que o Universo Cinematográfico da DC seguiria a partir do reboot do Superman.

O Homem de Aço não é o maior filme que a DC já fez, mas é consistente em servir de ponto de partida para algo maior. Pode não ser um filme memorável, na verdade até é um tanto injustiçado. Agora, talvez, não haja o sentimento de gratidão, mas sabe-se que o filme é de uma importância gigantesca.

É cambaleando que o Universo Cinematográfico da DC nasce. Mas o importante, é que se abriram as portas para um dos maiores crossovers que o mundo verá.

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Felipe de Lima

Pelo poder da verdade, eu, enquanto vivo, conquistei o universo. Me segue no twitter @tearsgodown