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[CRÍTICA] The Crew 2 – Carapicuíba é longe pra caramba, Carapicuíba só se for de carro

Por Felipe Vinha

The Crew 2 foi uma das novas séries que a Ubisoft colocou no mercado, nesta geração de consoles. Sempre em busca de inovar e renovar seu catálogo, a empresa segue com a missão de ter um grande representante de cada gênero.

Com o primeiro The Crew, eles puderam explorar o gênero de corrida, ainda que com o já saturado mercado de mundo aberto. Porém, apostando em uma espécie de “MMO de veículos”, acertaram na dose e apresentaram um título interessante.

Será que, com o segundo game, conseguem repetir a dose? Leia nossa análise completa!

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Ficha Técnica

Nome: The Crew 2

Plataformas: PS4, Xbox One, PC

Gênero: Corrida

Modos de jogo: Um jogador, multiplayer

Estúdio: Ubisoft

Publicadora: Ubisoft

Data de lançamento: 29 de junho de 2018

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Um olho menos atento poderia definir The Crew 2, de pronto, como “mais do mesmo”. Só que não.

O game parece, sim, ser um pouco genérico e sem novidades em suas primeiras horas, mas logo tudo isso se reverte e você percebe o quão grande foi a evolução das máquinas na pista, da jogabilidade e de outras novidades relacionadas.

Mas vamos começar pelo começo…

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The Crew 2 mantém sua estrutura de mundo online persistente e lida com isso de maneira bem natural. O jogador é apresentado ao novo esquema de evolução, que envolve ter seguidores em seus vídeos - pra exemplificar, pense em algo como um canal do YouTube em busca de mais assinantes.

Aqui, o que conta é ficar famoso. Quanto mais provas, desafios e manobras você fizer, mais seu número de seguidores vai subir e, conforme isso avança, mais benefícios serão destravados.

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Mas, como citamos, The Crew 2 só parece genérico de início, pois ele logo surpreende, ao apresentar outros tipos de veículos, em especial aviões e botes de alta velocidade. Esses dois, inclusive, têm uma jogabilidade tão diferente, e um controle tão único, que faz com que o game praticamente se transforme em outro, após começar a pilotar.

As chamadas "disciplinas" te dão o tom do que você deve encarar, que é corrida de rua, off road, estilo livre e corrida profissional. Cada uma delas possui uma dificuldade específica ou uma forma bem diferente da outra. Cada uma também tem seu próprio "mestre", personagens do computador, que vão te ensinar o que deve ser feito e como deve ser feito.

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Além das provas e dos novos veículos, The Crew 2 também vem com uma tonelada de conteúdo. A começar pelo mapa, que é nada menos que o mapa inteiro dos Estados Unidos, de uma costa a outra.

Tudo bem que ele não está reproduzido nos mínimos detalhes, e achamos que, simplesmente, ainda não exista tecnologia para tal nos videogames. Mas há pequenos pontos impressionantes. Para se ter uma ideia, no Centro de Los Angeles, é possível até mesmo se deparar com o Convention Center, local onde ocorre, anualmente, a E3.

Cruzar o mapa todo, em praticamente qualquer veículo, tirando as barreiras naturais, é possível, e leva tempo, muito tempo! Afinal, estamos falando de algo verdadeiramente massivo.

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Os controles também estão em bom nível e The Crew 2 passa a dificuldade exata de controlar cada veículo, mesmo dentro de sua própria categoria. Nenhum carro é igual ao outro, ou bote, ou avião, ou motocicleta.

Apesar de ter uma física questionável, em alguns momentos, The Crew 2 se esforça para apresentar uma jogabilidade coerente para o que se espera de um jogo apenas de carros. A facilidade para entrar em provas também é algo digno de elogio, ainda que uma opção “recomeçar” faça falta, quando você está se dando mal.

E, por falar nisso, achamos que ele deveria se focar em ser apenas com veículos, mesmo. Dentro das bases é possível “sair” dos carros, mas você nunca vê seu personagem, apenas movimenta a câmera pelo cenário, de uma maneira bem estranha, para interagir com algumas opções.

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Mas já que estamos falando dos defeitos, vamos tocar neste… “Ponto chato”. Afinal, é difícil encontrar um jogo perfeito, certo?

The Crew 2 passa longe de ser perfeito. Como citamos no início, o “ar genérico” de princípio pode assustar novatos ou quem não está muito a par de jogos de corrida, mas que foi fisgado pelo excelente markerting da Ubisoft.

E, apesar de apresentar boas novidades e não demorar muito para isso, The Crew 2 pode assustar essa parcela de público. O que não é nada bom, para uma série que ainda está em sua segunda versão e nem é a principal do mercado.

Essa impressão vem se repetindo com alguns jogos recentes da Ubisoft, que demoram para emplacar seja seu modo história ou apenas em ter uma jogabilidade mais direta. A única exceção, talvez, é Assassin’s Creed.

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Mas The Crew 2 tenta compensar isso com outras dezenas de opções de conteúdo. Suas casas espalhadas pelo mapa – suas e dos seus grupos, na real – dão uma versatilidade boa, perto do que se espera de um game de mundo aberto, e o multiplayer constante ainda deixa a diversão em alto nível.

O modo cooperativo está presente, também para movimentar um pouco mais as coisas e o mapa deixa tudo bem acessível, com muitas opções para selecionar, ainda que a interface seja um pouquinho poluída demais, em alguns menus.

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E é claro que não poderíamos deixar de falar de gráficos. The Crew 2 faz um bom serviço em impressionar.

Além de ter um mapa massivo, ele é bem desenhado e com visuais incríveis. Os veículos - todos eles - também estão bem representados, apesar da destruição mínima, mesmo quando você bate de maneira violenta.

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Conclusão

The Crew 2 é um jogo de corrida legítimo e com muitos bons elementos, principalmente seu componente online e multiplayer. O título vem em uma boa hora, em que games deste gênero tentam seguir por caminhos bem distintos.

O jogo tem alguns problemas, como menus poluídos e um “ar genérico” de início, mas que são compensados com um mapa gigantesco, muita coisa para se fazer, bons controles e excelentes gráficos.

Nota: 3 de 5

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Felipe Vinha

Já tentei salvar o mundo de uma invasão alienígena, mas hoje me contento em ser jornalista. Gosto de quadrinhos e suas adaptações na TV ou cinema, animes, tokusatsu, games (de luta principalmente) e tecnologia. Vamos trocar uma ideia no Twitter @felipevinha