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[CRÍTICA] New Gundam Breaker – Não é action figure, é bonequinho!

Por Felipe Vinha

Há um novo game de Gundam no pedaço! Se você assistiu Gundam Wing, quando passou no Brasil, ou anda acompanhando alguma das séries pelos serviços de streaming via Internet, pode ser que seja o público-alvo de New Gundam Breaker.

O título da Bandai Namco saiu no PS4 e foi lançado em conjunto com o Japão, na verdade, um dia depois, pela primeira vez na história da saga, trazendo uma chance de brincar com Gunpla e conferir uma história simpática. Ou será que não?

Se quer conhecer mais ou não sabe o que é um Gunpla, leia mais a seguir para entender e aprender! Ou se já sabe o que é tudo isso, veja o que achamos do jogo.

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Ficha Técnica

Nome: New Gundam Breaker

Plataformas: PS4

Gênero: Aventura

Modos de jogo: Um jogador, multiplayer competitivo e cooperativo

Estúdio: Bandai Namco

Publicadora: Bandai Namco

Data de lançamento: 22 de junho de 2018

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Mas o que é Gunpla?

O nome é uma marca registrada de brinquedos ou figuras colecionáveis, que são montáveis desde seu princípio. O "Pla" vem de "Plástico" e indica as pequenas pecinhas de plástico, que são vendidas em caixas com grades, separadas uma por uma, para que o fã monte seu robô, ou qualquer outro personagem da linha.

Gundam, claro, é a linha mais famosa dos Gunpla, tão famosa que chegou a gerar desenhos animados exclusivos para os brinquedos e até um jogo… Que é este aqui – que faz parte de uma série.

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New Gundam Breaker é o quarto título de toda a saga de jogos nesta linha – que tem a premissa de mesclar os robôs da saga Gundam com suas versões em brinquedo, os Gunpla, para que o usuário monte, faça combinações e coloque-os para lutar em grandes arenas.

De prima, New Gundam Breaker já é digno de nota por ser o primeiro game da série a ter lançamento mundial, ou quase isso, apenas um dia depois de sair no Japão. Justamente por ser uma espécie de “jogo histórico”, é que afirmamos, também de prima, que ele merecia mais amor.

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A Bandai Namco tentou com este aqui. Além do investimento de ter que traduzir todo o game para inglês, a produtora também lançou o jogo em Unreal Engine 4, um novo motor gráfico que, em teoria, permite um visual melhor, controles mais bem trabalhados, enfim, tudo que rege a aventura, em termos técnicos e em maior qualidade.

A impressão que passa é que, por outro lado, por ser uma primeira experiência com a tecnologia, New Gundam Breaker não tenha recebido um resultado muito próximo do que era esperado pelos fãs.

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Dentro do game, é possível notar alguns pequenos problemas desde o início: os controles são bons, apesar de inicialmente confusos, porém eles sofrem muito nos quesitos técnicos da aventura, a começar pela taxa de quadros por segundo.

E, por mais que você possa mencionar que isso é “técnico demais” – e é mesmo! – ainda é um ponto importante, para que o jogo tenha um resultado minimamente aceitável para fãs e para quem está chegando agora.

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Os gráficos, sim, ganharam um pouco com o novo motor gráfico, mas não tanto. Os robôs estão ótimos, com boa qualidade de detalhes e até as pecinhas de plástico são vistas com muitos elementos visuais, como na vida real.

Mas todo o resto: cenários, explosões, efeitos especiais, peca um pouco na qualidade. Sem falar na história, que se desenvolve como uma “Visual Novel japonesa”, ou seja, aqueles jogos onde você apenas acompanha personagens de anime conversando, sem cenas de ação de verdade e com muito diálogos em janela. Quero dizer… Não é aqui que vamos aproveitar bem os novos gráficos.

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Mas gráfico não é tudo – quem pensou nisso tem muita razão! Se New Gundam Breaker falha em diversos quesitos técnicos, ele tem qualidades no centro do game: sua jogabilidade. A ação é em terceira pessoa, bem colocada, de combates diretos entre as máquinas, ou melhor, brinquedos.

Os cenários funcionam como se fossem ambientes reais, como quartos, salas ou escritórios, com os robôs de brinquedo se locomovendo pelo lugar, lembrando clássicos como Micro Machines, se é que você se lembra disso.

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Nos combates, você pode coletar peças de outros robôs, Gunpla, e somar à sua máquina, trocando em tempo real, dentro da luta. É um sistema que parece estranho e bagunçado, para quem não está acostumado, mas é divertido e bem colocado, para quem já está ciente do que é a linha de brinquedos e como ela funciona – exatamente com a possibilidade de combinar peças entre si.

É interessante notar que New Gundam Breaker se esforça para te colocar dentro da história, seja com estas batalhas mais voltadas para liberdade total ou pela narrativa, que é inspirada na saga de um dos desenhos animados.

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Mas, mesmo com bons esforços, o produto final não passa de ser mediano. O que é uma pena, já que a expectativa era alta, mesmo para quem não curte tanto assim os jogos da série.

Ainda bem que os fãs puderam contar com o lançamento ocidental de Gundam Versus, nos últimos meses, o que não deixa a situação da saga totalmente perdida por aqui.

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Conclusão

New Gundam Breaker bem que tenta, mas não deixa de ser um jogo médio por conta de suas limitações técnicas. A história é fraca, mas há alguma diversão aqui ou ali durante as batalhas, que por sua vez deve agradar os mais entusiastas da saga – e também quem curte montar Gunpla!

Felizmente, há outra opção no mercado, Gundam Versus, que deve ser mais convidativa, mesmo para quem não conhece tanto a série. Neste caso aqui, deixamos apenas para os mais “hardcore”.

Nota: 2,5 de 5

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Felipe Vinha

Já tentei salvar o mundo de uma invasão alienígena, mas hoje me contento em ser jornalista. Gosto de quadrinhos e suas adaptações na TV ou cinema, animes, tokusatsu, games (de luta principalmente) e tecnologia. Vamos trocar uma ideia no Twitter @felipevinha