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[CRÍTICA] Mega Man X Legacy Collection – Melhor que um X-Burguer

Por Felipe Vinha

Se tem uma coisa que a Capcom está ficando craque em fazer, é lançar coletâneas importantes de séries passadas. Aconteceu recentemente com Street Fighter e já em mais de uma ocasião com Mega Man, além de Devil May Cry, por aí vai.

Agora voltamos justamente ao robôzinho azul, com as já disponíveis Mega Man X Legacy Collection 1 e 2, dois pacotes distintos, mas que trazem jogos de uma mesma série, em ordem cronológica e com muitos extras crocantes.

Leia a análise e veja o que achamos!

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Ficha Técnica

Nome: Mega Man X Legacy Collection

Plataformas: PS4, Xbox One, PC, Switch

Gênero: Plataforma

Modos de jogo: Um jogador

Estúdio: Capcom

Publicadora: Capcom

Data de lançamento: 24 de julho de 2018

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Você já conhece a história: pouco depois do lançamento de Mega Man 6, a Capcom resolveu inovar e lançar uma série secundária com seu, então, mascote mais famoso, o próprio Mega Man.

Assim nasceu Mega Man X, em 1993, no Super Nintendo, trazendo uma aventura incrível e uma primeira fase que, até hoje, é considerada como exemplo de “tutorial sem texto” dos videogames modernos, ainda usada como referência.

Em um futuro ainda mais distante, e meio que “alternativo”, temos X no papel principal, com toda uma nova gama de aliados e inimigos, incluindo o famigerado Sigma. O funcionamento seguia o mesmo, com fases em plataforma, mas com boas novidades – como tiro carregado mais poderoso, dash aéreo, entre outras possibilidades.

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Mega Man X Legacy Collection tenta resgatar não só esta época, mas todas que vieram depois, com suas sequências – algumas não tão boas, é verdade – completando oito jogos. Todos estão distribuídos em duas compilações: Mega Man X Legacy Collection 1 e Mega Man X Legacy Collection 2, com quatro jogos cada e mais alguns extras.

Já podemos falar sobre eles, inclusive: há inclusão de um verdadeiro museu, vasto, com artes e detalhes da produção de todos os Mega Man X, que servem como informação para quem ainda não conhece as obras. Além disso, os fatídicos filtros, não tão bem trabalhados assim, que modificam um pouco a imagem, estão presentes.

Ainda em termos de extras, temos um modo que mescla chefes dos jogos, com o objetivo de render algo realmente inédito nas compilações. É divertido, mas cansa rápido. Ainda assim, vale a conferida.

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Mas e os jogos? Os astros principais desta coletânea de Mega Man. Saiba que eles estão presentes e bem convertidos, com exceção, talvez, de Mega Man X1, que apresenta alguns poucos “slowdowns”, em algumas pequenas partes.

Não entendemos como a Capcom pode ter errado logo no código de X1 que, em teoria, é o jogo mais leve da compilação. Mas, exercitando a sinceridade por aqui, como de costume, ele atrapalha muito pouco. É só o lado perfeccionista falando mais alto.

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Os games restantes estão disponíveis de maneira plena. Além de X1, os excelentes X3, X4 e até o X5 mostram que envelheceram muitíssimo bem. X4, em particular, é uma obra quase irretocável, com muitas referências aos capítulos passados, ligações diretas, cenas bem dirigidas e, claro, a incrível opção de jogar com Zero desde o princípio, algo que se tornaria padrão mais adiante…

...o que também trouxe a inclusão de Axl. Mas isso é algo que queremos esquecer um pouco.

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E nem só de nostalgia vive Mega Man X Legacy Collection. Sim, é um produto baseado em jogos antigos, mas que soube se apresentar bem para uma nova geração.

Se você levar em conta que o último Mega Man X inédito saiu em 2004, pode chegar à rápida conclusão de que existem fãs nos seus 14 anos que sequer colocaram as mãos em algum desses jogos, a não ser que seja entusiasta de games clássicos – e de difícil acesso legal. Para esse tipo de público, não é algo nostálgico, mas sim um primeiro contato.

E esse é o maior mérito de Mega Man X Legacy Collection.

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Podemos dizer que Mega Man X Legacy Collection se sai bem ao servir como primeiro contato com a série. Como já citamos, mesmo jogos antigos, caso de Mega Man X1, envelheceram muitíssimo bem e são plenamente jogáveis até hoje, sem aquela sensação de jogar algo ultrapassadíssimo.

Tudo bem que isso não ocorre bem com todos os games, há as “maçãs podres”, que é o caso de Mega Man X 7, terrivelmente ruim – seja na época em que foi lançado ou mesmo hoje em dia.

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E, claro, fica aqui a crítica registrada de que, novamente, uma compilação da Capcom não trouxe todos os áudios japoneses de seus jogos em uma compilação – o mesmo ocorreu com as coleções do Mega Man tradicional.

Somente vozes dos personagens e nomes são trocados. As músicas se mantém as sem graça das versões americanas, sem aquelas canções que muita gente, este que escreve incluso, acompanhou, quando os jogos saíram pela primeira vez. Ok, é uma reclamação pautada na nostalgia mas, ainda assim, é decepcionante.

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Conclusão

Mega Man X Legacy Collection é incrível! Tem uns pequenos problemas, é verdade, mas continua incrível.

O charme dos jogos originais colabora bastante com a qualidade, sem falar que a maioria deles envelheceu muito bem, não perdendo em nada para títulos mais recentes.

Vale a investida se você quiser revisitar estas obras ou se você está conhecendo pela primeira vez.

Nota: 4,5 de 5

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Felipe Vinha

Já tentei salvar o mundo de uma invasão alienígena, mas hoje me contento em ser jornalista. Gosto de quadrinhos e suas adaptações na TV ou cinema, animes, tokusatsu, games (de luta principalmente) e tecnologia. Vamos trocar uma ideia no Twitter @felipevinha