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[CRÍTICA] Dragon Quest 11 – Posso pressentir o perigo e o caos!

Por Felipe Vinha

Dragon Quest 11: Echoes of an Elusive Age pode ser muitas coisas. Um jogo para novatos, um jogo para veteranos. Um RPG clássico. Um RPG moderno. Mas ele também é algo inegável: um dos melhores RPGs já lançados nos últimos tempos e o melhor do gênero que saiu este ano.

Duvida? Leia nossa análise completa e entenda.

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Ficha Técnica

Nome: Dragon Quest 11: Echoes of an Elusive Age

Plataformas: PS4, PC

Gênero: RPG

Modos de jogo: Um jogador

Estúdio: Square Enix

Publicadora: Square Enix

Data de lançamento: 4 de setembro de 2018

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Se você nunca jogou Dragon Quest, este jogo é para você.

Se você joga Dragon Quest desde criancinha, este jogo é para você.

Dragon Quest 11: Echoes of an Elusive Age tem como seu maior trunfo ser um título voltado para todo tipo de público. É um RPG simples no seu melhor sentido, mas que pode se expandir e ser complexo, só se o jogador quiser. É algo raro nos dias de hoje, como um game maleável, que entende o que seu público quer. E é importante começar a análise deixando isso claro.

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A começar pelo enredo: o jogo tem uma história bem simples. Temos o protagonista, com nome definido pelo jogador, que foi marcado quando criança para ser um guerreiro lendário, mas acabou descobrindo isso tarde demais, quando já era um jovem adulto.

Com o tempo, ele também descobre que isso talvez não seja uma coisa boa, já que inimigos compostos por forças diversas, inclusive do Rei, estão em seu encalço para acabar com a sua vida.

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O velho enredo do “culpado pelo crime que não cometeu” seria manjado e chato em qualquer outra história, mas Dragon Quest 11: Echoes of an Elusive Age trata isso com tanta simplicidade e um nível de interesse tão intrigante, que te prende mesmo e te leva a crer em resultados improváveis, ao mesmo tempo em que consegue te surpreender com a narrativa – composta por alguns “plot twists”.

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Mas não é só na história simples que o jogo brilha. Dragon Quest 11: Echoes of an Elusive Age tem uma jogabilidade extremamente cativante.

Mesmo quem nunca tocou a mão em um RPG eletrônico vai se sentir muito à vontade enquanto aproveita o game. Isso ficou muito claro após as primeiras batalhas que, aliás, não demoram muito para acontecer.

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Os combates em Dragon Quest 11: Echoes of an Elusive Age são tão simples que você chega a se perguntar: “Ué, é só isso?”

Mas não confunda: simples não quer dizer simplório. Às vezes a beleza das coisas está em, de fato, ser simples, justamente para ser atrativo e variado da sua própria maneira.

É isso que ocorre durante as lutas no jogo. E é só isso mesmo. São poucas as opções na tela. Menus com pouco texto. Opções direto ao ponto. Itens, magia, ataque, defesa. Algumas habilidades aqui ou ali, nada ultra-explicado. Do jeito que deve ser, em alguns casos.

O que vai além disso está em habilidades exclusivas deste novo capítulo, que não são muito bem explicadas, mas ainda assim não requerem tal coisa.

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Dragon Quest 11: Echoes of an Elusive Age brilha em ser um jogo com muito charme. Isso se traduz não apenas nas batalhas, mas em seu desenvolvimento.

A narrativa, como citado, segue um formato bem clássico de “capa e espada”. Há algumas reviravoltas, mas nada que fuja do esquema tradicional. E isso é bom, muito bom.

Vivemos em uma época em que jogos tentam ser extremamente complicados e complexos. Este aqui se destaca por tentar o inverso.

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E leve em conta que estamos falando de uma saga com anos de existência! Dragon Quest 11: Echoes of an Elusive Age não é o primeiro, e possivelmente não será o último, de sua linhagem. O jogo é um RPG em toda a sua forma, com fórmulas tradicionais e características.

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E o que falar do visual? Limpo, clássico, belo. Dragon Quest 11: Echoes of an Elusive Age é massivo e bonito. Suas cidades, personagens, cenas em CG – é tudo muito caprichado, tirando bastante proveito do design original de Akira Toriyama, valorizando bastante o estilo de arte do lendário autor de Dragon Ball.

A coisa fica ainda melhor quando jogado em uma TV decente, de boa resolução e com proporções grandes. Você se sente “engolido” pelas ambientações deste mundo, graças a um trabalho de design excelente.

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Conclusão

Dragon Quest 11: Echoes of an Elusive Age é excelente em muitos níveis. Seja no visual, jogabilidade, personagens, história.

É um RPG simples, em uma época onde eles estão cada vez mais complicados. Mas isso não quer dizer que seja simplório: ele também dá a opção de ser complexo, se assim o jogador desejar.

O game faz bonito em todas as usas vertentes. Te dá a diversão no nível certo, narra sua história com tranquilidade e apresenta batalhas que simplesmente não te cansam.

Enfim, o melhor do gênero neste ano.

Nota: 5 de 5

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Felipe Vinha

Já tentei salvar o mundo de uma invasão alienígena, mas hoje me contento em ser jornalista. Gosto de quadrinhos e suas adaptações na TV ou cinema, animes, tokusatsu, games (de luta principalmente) e tecnologia. Vamos trocar uma ideia no Twitter @felipevinha