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[CRÍTICA] Call of Duty: Black Ops IIII – Ainda existe espaço para novos Battle Royales?

Por Fernando Maidana

Call of Duty é um dos maiores nomes do gênero FPS.

Depois de alguns títulos decepcionantes, a Treyarch decidiu alterar diversos elementos consagrados da franquia em uma tentativa de fazer o jogo ressurgir das cinzas. Isso inclui o novo modo Blackout, um Battle Royale que mescla elementos do gênero com a jogabilidade de Call of Duty!

Será que dará certo?

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Ficha Técnica

Nome: Call of Duty: Black Ops 4

Plataformas: PS4, Xbox One, PC

Gênero: Tiro em Primeira Pessoa/Battle Royale

Modos de jogo: Multijogador

Estúdio: Treyarch

Publicadora: Activision

Data de lançamento: 12 de outubro de 2018

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Call of Duty sempre foi sinônimo de inovação no gênero de Tiro em Primeira Pessoa. Não é a toa que, ao longo de 15 anos, a franquia tornou-se a mais rentável de jogos eletrônicos de todos os tempos.

Mesmo assim, é inegável que a qualidade dos games nunca foi unanimidade entre os jogadores.

A escolha de alterar o foco da franquia das guerras tradicionais para a guerrilha urbana moderna dividiu o público, mas provou-se um grande acerto para renovar o gênero.

Acontece que mesmo a inovação acabou tornando-se repetitiva e ultrapassada. Agora, Black Ops IIII promete renovar a franquia mais uma vez. Mas será que o jogo conseguiu cumprir sua missão?

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A primeira mudança drástica é percebida logo na tela inicial do game. A Treyarch optou por remover a campanha single-player de Call of Duty: Black Ops IIII, o que causou reação mistas entre os fãs.

Apesar de, nos últimos anos, a franquia Call of Duty ser lembrada por seu estilo de jogabilidade frenético e seu forte apelo multiplayer, ainda existem os saudosistas que preferem uma história mais imersiva e sentem falta das boas tramas de jogos como Modern Warfare e o primeiro Black Ops.

Se você faz parte do segundo grupo, pode tirar o cavalinho da chuva. Mas isso não quer dizer que não há espaço para esses jogadores.

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Os Especialistas estão de volta!

Se você acompanha a franquia já está familiarizado com o conceito dos Especialistas. Tratam-se de personagens com habilidades únicas que alteram completamente a jogabilidade durante os combates. Isso permite que os jogadores organizem seus esquadrões escolhendo os Especialistas mais eficientes para neutralizar o time inimigo.

O conceito não é novo - nem no gênero e nem na franquia Call of Duty - mas, aqui, conhecemos um pouco mais do passado de cada um dos Especialistas em uma série de pequenas missões que ensinam os jogadores a utilizar o máximo do potencial de cada um dos personagens, além de oferecer um pano de fundo para a trama do jogo.

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Isso mesmo! Não existe uma campanha single-player, mas ainda existem missões solo que enriquecem a história de Call of Duty: Black Ops IIII.

Obviamente, ainda estamos longe das campanhas de horas e da imersão dos jogos anteriores, mas é uma adição interessante que ainda mantém algumas características da franquia.

Infelizmente, a dublagem decepciona em alguns momentos.

Por mais que tenhamos nomes conhecidos como Isaac Bardavid, o eterno dublador do Wolverine, algumas vozes parecem deslocadas durante as cutscenes.

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Isso sem contar o fato de não haver a possibilidade de selecionar o servidor manualmente. Em algumas partidas, o ping fica acima de 200, em outras, permanece na faixa de 50. Assim, não sabemos se, de fato, estamos jogando no servidor adequado ou fomos realocados em outro pela falta de usuários ativos naquela região.

Alguns modos demoram para iniciar justamente pela falta de jogadores.

O fato do jogo ter sido lançado recentemente pode corroborar para alguns erros, mas muitos jogadores estão sofrendo com as irritantes desconexões e os servidores instáveis.

Algo que chamou a atenção do público foi a migração do jogo para os servidores da *Blizzard e seu cliente Battle.net. Com isso, o suporte e o combate aos hackers deve se tornar mais eficiente.

Vamos aguardar para ver como as empresas lidarão com isso.

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Um dos grandes destaques do jogo é o modo Blackout.

A Treyarch soube mesclar os elementos clássicos de Call of Duty com a jogabilidade do gênero Battle Royale, que se tornou a febre dos videogames nos últimos anos.

A diferença para os outros jogos do gênero é que essa mistura se dá de uma maneira muito bem executada. É claro que ainda encontramos um bug ou outro, mas nada que atrapalhe a experiência do jogo.

A possibilidade de utilizar itens para obter algumas vantagens também é interessante, bem como o fato de podermos visitar localidades conhecidas dos jogos anteriores, um diferencial que apenas o Battle Royale de Call of Duty pode oferecer.

O modo Blackout não é a maior inovação do gênero, mas certamente é uma grata surpresa que não sabíamos que queríamos.

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Infelizmente, ainda não conseguimos encontrar uma partida completa. A mais cheia que jogamos foi com outros 44 jogadores - a maioria, hermanos argentinos - de qualquer forma, podemos perceber que há potencial para o modo.

Resta saber como a Treyarch continuará inovando para manter os jogadores interessados.

PUBG continua trabalhando em novos mapas. Fortnite insere novos elementos a cada temporada. E Black Ops IIII? Só o futuro dirá…

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Mas o grande atrativo, ao menos para mim, continua sendo o modo Zombies.

Ainda acredito que, em algum momento, a Activision lançará um jogo isolado com uma campanha inteira para os comedores de cérebro, como a Rebellion Developments fez com Zombie Army, o spin-off de Sniper Elite.

Em Call of Duty: Black Ops IIII temos duas campanhas: História do Caos e História do Éter, que podem ser concluídas em modo solo ou cooperativo.

No Caos visitamos uma antiga arena romana para enfrentar zumbis gladiadores em um plot que, por mais mirabolante que seja, ainda faz sentido dentro da trama. Aqui, os jogadores precisam cumprir os desafios dos quatro deuses - Danu, Ra, Zeus e Odin - para escapar com vida e liberar habilidades especiais que lhes dão vantagens durante as missões.

No Éter, vamos até a prisão de Alcatraz, onde Edward Richtofen tenta salvar as almas de seus companheiros, tanto no passado quanto no presente.

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Call of Duty: Black Ops IIII é um passo adiante em relação aos últimos lançamentos da franquia.

A Treyarch soube aprimorar os pontos fortes dos jogos anteriores, mas abriu mão de elementos consagrados de Call of Duty. Se o sacrifício valeu a pena só o tempo dirá.

Os jogadores brasileiros podem sofrer um pouco mais na hora de encontrar uma partida ou mesmo explorar o modo Blackout, mas a experiência Zombies é tão recompensadora quanto tudo o que já vimos no modo anteriormente.

Se você é um fã da franquia pela sua jogabilidade frenética e o modo Zombies, pode mergulhar de cabeça no mais novo lançamento. Se você é fã das histórias mirabolantes do modo campanha, sairá decepcionado. Se você está entrando nesse universo pela primeira vez, Black Ops IIII é uma boa porta de entrada para o universo multiplayer, mas nem de longe replica a glória dos titãs da franquia como Modern Warfare e até mesmo Black Ops.

Nota: 3/5

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Fernando Maidana

Boa piada. Todos riem. Rufam os tambores. Cortinas se fecham.