Capa da Publicação

5 bons filmes e 5 filmes péssimos baseados nas obras de Stephen King!

Por Lucas Rafael

Stephen King é um cara prolífico. Todo ano, parece que pelo menos dois livros novos dele são lançados, sejam sobre carros assassinos, vampiros, lobisomens ou dramas de prisão e viagens no tempo.

Produzindo livros a rodo e tendo um nome comerciável, existem inúmeras adaptações do “Rei do Terror” por aí. Nesta lista, separamos o luxo do lixo em 5 filmes bons, e 5 filmes péssimos que adaptam Stephen King.

Como Stephen King escreve 5 livros por segundo e a cada minuto dois deles são adaptados, vão faltar itens na lista. Se você julga algum essencial, contribui com a gente nos comentários! Ah, aqui vamos tentar nos focar nas adaptações de horror do escritor, então filmes como Um Sonho de Liberdade e Conta Comigo ficam de fora desta vez.

Imagem de capa do item

Péssimo: Comboio do Terror (1986)

Stephen King dirigindo a adaptação de um conto de Stephen King. Tinha como dar errado? Tinha, tanto que deu.

Comboio do Terror é um filme intragável, e não consegue traduzir o medo impresso nas palavras de King para a tela através de seus caminhões que ganham vida e se rebelam contra a humanidade. Pelo contrário, parece tudo muito tosco.

O próprio King reconheceu seu filme como sendo um desastre, afirmando que na época, estava com muita cocaína na mente.

Imagem de capa do item

Bom: Louca Obsessão (1990)

Vamos começar com um clássico obrigatório aos fãs de King. Aqui, o diretor Rob Reiner adapta com primor o livro Louca Obsessão, sobre uma fã que sequestra seu autor de livros favorito e passa a torturá-lo sadicamente. O filme é frio e visceral, e a atuação de Kathy Bates como Annie Wilkes é de colocar medo em qualquer um.

Imagem de capa do item

Péssimo: O Apanhador de Sonhos (2003)

Esse aqui é uma lambança do começo ao fim. Humor negro fora de lugar, personagens mal trabalhados, ameaças alienígenas bizarras em uma trama desconexa e mal-construída tornam o Apanhador de Sonhos um filme intragável.

É um pecado que esta adaptação de King desperdice um elenco com nomes como Morgan Freeman, Thomas Jane e Timothy Olyphant.

Imagem de capa do item

Bom: Jogo Perigoso (2017)

Jogo Perigoso, talvez, seja a adaptação mais essencial de Stephen King, para o bem ou para mal. O filme que narra uma mulher presa à uma cama por algemas, tentando se libertar após seu parceiro sexual sofrer um infarto, conta com momentos de desespero genuíno e desolador.

Alguns diálogos, no entanto, são pobríssimos, no melhor estilo de King. O final também é uma lambança emocional sem pé nem cabeça, como os piores finais de King.

É um filme divertido, que paga o preço por se manter fiel demais ao material fonte. A direção de Mike Flanagan é um primor, e já vale uma assistida por si só. O filme é da Netflix.

Imagem de capa do item

Péssimo: Carrie (2002)

Após Carrie ter sido bem adaptada por Brian de Palma lá em 76 (inclusive, fica uma menção honrosa à adaptação), o filme recebeu mais uma incursão no meio dos filmes em 2002, desta vez assinada por David Carson.

É chato. Tem duas horas e pouco, e é incrivelmente chato, desonrando o livro de estreia de King.

Imagem de capa do item

Bom: O Nevoeiro (2007)

O Nevoeiro, filme de Frank Darabont, não a série, se trata de uma das melhores adaptações de um conto de King.

O filme consegue criar um clima de claustrofobia, tensão social e medo genuíno ao isolar um grupo de pessoas em um mercado após uma espessa nevóa cobrir a cidade. Todos que saem em direção ao nevoeiro morrem agonizando, vítimas de algo misterioso.

O roteiro trabalha bem as forças e fraquezas na escrita de King, alterando o desfecho mediano do conto e entregando um golpe emocional que vai ficar com o espectador por anos.

Imagem de capa do item

Péssimo: Carrie (2013)

Em 2013, tivemos mais um remake de Carrie, desta vez dirgido por Kimberly Pierce. Mais uma vez, a readaptação se provou desnecessária.

O filme pesa a mão no drama adolescente, parecendo algo digno de Malhação. Não colou, foi massacrado pela crítica e acabou caindo no esquecimento da cultura pop. Quem sabe na próxima.

Imagem de capa do item

Bom: IT: A Coisa (2017)

IT: A Coisa já havia sido adaptado anteriormente, com uma primeira parte forte que sucumbia perante sua segunda, extremamente mal-trabalhada.

Em 2017, a primeira parte do livro de King foi adaptada novamente, desta vez por Andy Muschietti. O elenco infantil é ainda mais carismático, e Pennywise mantém seu tom ameaçador e macabro, espraiando seu terror pela cidade de Derry. Um início forte, uma boa adaptação, e que venha a segunda parte.

Imagem de capa do item

Péssimo: Saco de Ossos (2011)

Mick Garris é um diretor conhecido por adaptar obras de King a rodo. E mesmo depois de tanto tempo de estrada, ele parece não ter encontrado a fórmula do acerto.

Saco de Ossos é excruciante. Depois do livro, veio a mini-série de Mick Garris, que mais tarde foi editada ao formato de filme. Pierce Brosnan carrega a adaptação nas costas, mas não salva um roteio pobre, efeitos visuais risíveis e uma conclusão tosca que não justifica as horas investidas.

Imagem de capa do item

Bom: O Iluminado (1980)

Quando um livro é adaptado para o cinema, o diretor toma as liberdades criativas que bem entender para entregar sua visão da obra.

Stanley Kubrick já declarou trabalhar com livros que não julgava excelentes para tentar retrabalhar aspectos da história. Stephen King odeia O Iluminado, justamente pelo filme afrontar sua visão do livro.

Através da base fornecida por King em seu livro, Kubrick criou um cenário de violência doméstica psicótica extremamente claustrofóbica, com pinceladas do que pode ser sobrenatural ou loucura.

Imagem de capa do item

Bônus - Péssimo: Torre Negra

Embora nos afastamos da literatura fantástica e dramática de King nesta lista, Torre Negra é uma adaptação tão mal-feita se considerarmos a qualidade épica da material fonte que também um lugar na lista. Eis um filme que jamais deveria ter existido.

Imagem de perfil
Lucas Rafael

Redator. Entusiasta de coisas demais