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As 10 principais narrativas da primeira temporada de Westworld!

Por Márcio Jangarélli

Entre os principais atrativos da primeira temporada de Westworld, as narrativas e seus loops são um dos mais interessantes; essa dinâmica traz um sentimento de game na vida real para a série, uma referência excelente e muito bem trabalhada para todos que já gastaram horas – ou dias – em missões nos jogos.

Para celebrar o segundo ano da série e relembrar como o parque funcionava antes do final fatídico da primeira história, separamos aqui as 10 principais narrativas da primeira temporada de Westworld! Vale lembrar que existem outras, que são citadas ou desenvolvidas, e que várias delas se cruzam ou dão início umas às outras. Tudo é código e se conecta em Westworld, nunca se esqueçam.

Spoilers da primeira temporada à frente!

Imagens: Divulgação
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Caça ao tesouro

Sem dúvida, uma das narrativas do parque que mais lembram um game é a “caça ao tesouro”. É quase como se fosse uma sidequest de Final Fantasy ou World of Warcraft, surgindo do nada para te levar em uma pequena aventura antes de você embarcar em missões realmente importantes.

A caça ao tesouro é uma das narrativas oferecidas ao William quando ele chega no parque pela primeira vez. Ele ajuda um velho host que, pela gentileza, começa contar ao rapaz sobre sua grande aventura em busca de um tesouro, só para ser cortado - literalmente - pelo Logan. E, de acordo com o Logan, essas narrativas são apenas para principiantes, surgindo em Sweetwater para mostrar como Westworld funciona.

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Caçador de recompensas

Outra que também serve como introdução aos novatos em Westworld é a narrativa do caçador de recompensas. Essa é mais explorada que a caça ao tesouro e possui níveis de dificuldade diferentes. Por exemplo: com o cartaz de recompensa do Hector e o xerife falando sobre o atirador e seu grupo, dá-se a entender que é possível caçar o personagem antes de ele fazer sua entrada em Sweetwater - mas essa deve ser uma aventura perigosa.

Novamente, o William é quem nos introduz a essa narrativa, quando ele aceita partir em uma jornada de caçador de recompensas logo depois de matar seu primeiro host e sentir a adrenalina do parque de vez. Essa aventura, inclusive, é a que o leva até a Dolores e, depois, para Pariah.

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A filha do fazendeiro

Algumas pessoas veem apenas a feiura no mundo. Eu escolho ver a beleza”. A narrativa mais clara da primeira temporada de Westworld é, sem dúvidas, a da Dolores. É a clássica história da donzela trágica em perigo, onde o guest pode tentar salvar a moça e sua família do ataque noturno. Ou participar do ataque e… bom, vocês viram o que acontece na série.

O mais interessante dessa narrativa é que acompanhamos ela pela visão da própria host e não de um guest, como no caso das caças ao tesouro e recompensas. É quase como acompanhar a história de um NPC de um game sendo desenvolvida na nossa frente. Uma pena que só vimos finais trágicos dessa trama.

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Armistice e Hector

Algo muito legal, que descobrimos ao decorrer da série, é que as narrativas possuem várias camadas e o guest pode participar de todas elas. Por exemplo, uma das histórias mais sangrentas de Westworld é a do Hector e a Armistice. Vemos que ela pode ser abordada como uma caçada, direto na cidade, durante a invasão, mas a trama também pode ser “jogada” desde o começo, com o guest se unindo à gangue dos pistoleiros.

Isso nós aprendemos durante a última jornada do Homem de Preto no parque, quando ele encontra a Armistice para continuar sua aventura de descoberta do labirinto, e inicia uma pequena missão com o moça. Acontece que, antes de Sweetwater, a Armistice e seu grupo precisam tirar o Hector da prisão, em um plano super elaborado.

Se o guest é bem sucedido na missão de ajudar a pistoleira, o Hector reconhece sua coragem e o convida para continuar com o grupo - o que deve culminar em Sweetwater e, dependendo da sorte, no final da história, com o cofre.

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Caça ao Wyatt

Sim, “o” Wyatt inicia uma narrativa completamente diferente no final da temporada, mas antes disso temos toda uma história de caça a esse criminoso lendário. Essa é a trama de origem do Teddy, adicionada como um prelúdio da nova aventura do Ford.

Ela começa quando o Teddy recebe a notícia de que o Wyatt está agindo novamente - e esse é o último impedimento do jovem host de partir com a Dolores para seu final feliz. Vemos ele partindo com guests desconhecidos que começam a narrativa, mas não são capazes de terminá-la, o que culmina no pobre Teddy deixado para morrer.

Quem continua a trama a partir daí é o Homem de Preto e vemos que essa é uma das aventuras mais perigosas do parque: ela envolve o confronto com o grupo brutal do Wyatt, uma passagem sangrenta por um acampamento de soldados, entre outras coisas que o próprio Homem de Preto teve dificuldades com.

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Pariah

Dessas histórias, um dos momentos mais bacanas da primeira temporada é quando a narrativa de Pariah começa. Quando um dos bandidos da caça à recompensa do William se revela um membro do grupo do El Lazo, o Logan logo muda de time, mata seu objetivo antigo e segue para Pariah, onde eles podem começar a “narrativa final” de Westworld.

Mas antes dessa grande narrativa, a cidade de Pariah em si possui uma história bem distinta. Ali você pode escolher um lado, entre os Confederados e os Rebeldes, moderado pelo El Lazo, precisa conquistar a confiança do grupo que abordou com missões extras e só então, talvez, a jornada grandiosa pode começar.

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WAR

Descobrimos pelo Logan que a maior e mais perigosa de narrativa de Westworld se chama nada menos que “GUERRA”. Se trata do confronto final entre os Confederados e a Rebelião pelas terras de Pariah e além. Era para ser - se não fossem algumas alterações do Ford - a narrativa mais complexa de se alcançar no parque, onde só os guests mais ousados e dedicados conseguem chegar.

Não vimos, porém, ela se desenvolvendo completamente. Quando o William e a Dolores estão no caminho para participar dessa aventura pelo lado da Rebelião, os dois seguem para continuar uma outra narrativa. Mais na frente, descobrimos que o Logan continuou com “GUERRA” pelo lado dos Confederados. Além disso, só vemos a matança final do William, que definitivamente não faz parte do script.

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ESCAPE

Mas e as narrativas criadas para os hosts? Além da jornada principal da primeira temporada, temos uma segunda aventura criada para a Maeve que, sim, era uma narrativa no fim das contas.

Encerrando a primeira temporada, descobrimos que todas as ações da Maeve, até então, faziam parte de uma história secreta implantada em seu código: “ESCAPE”. Desde as configurações para ela acordar na mesa de reparos e descobrir o mundo exterior, até ela recrutando aliados na sua missão de fugir do parque, tudo era roteirizado. Não tivemos todas as respostas ainda sobre isso, mas, aparentemente, ela quebrou o loop quando não saiu de Westworld e decidiu buscar sua filha.

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O labirinto

No fim das contas, o que rege a primeira temporada mesmo é uma narrativa bem específica: “The Maze”. O conceito do labirinto relacionado à consciência dos hosts e seu despertar foi desenvolvido pelo Arnold, mas o Labirinto como história é uma criação do Ford - algo apenas para os hosts, mas que o Homem de Preto resolveu embarcar.

O labirinto é uma jornada física, sim, quando a Dolores refaz seus passos de novo e de novo, perdida em memórias, tentando reviver a primeira vez em que quase despertou. Isso fica ainda mais claro com o Homem de Preto, que faz de tudo para encontrar o centro do labirinto, que é um lugar também no parque, mesmo escutando sempre que essa não é uma história para ele.

Porém, o labirinto é mais uma aventura interna dos hosts e da própria Dolores em busca de suas consciências. Ser um lugar no parque é só um auxílio para a host acessar todo o seu potencial e se lembrar. Podemos dizer, inclusive, que a jornada da Maeve também serve como um “labirinto”, mas que finaliza de forma distinta.

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Journey Into Night

Mas o melhor da primeira temporada de Westworld é que todas essas narrativas servem como prelúdio para a grandiosa história final do Ford: a última narrativa de Westworld, “Journey Into Night” ou “Jornada para a noite”.

O ponto exato em que essa narrativa começa é no discurso do Ford, no final da temporada. Como o próprio diz, “Ela começa com o nascimento de um novo povo, as escolhas que eles terão que fazer e as pessoas que eles decidirão se tornar. Ela terá todas essas coisas que vocês sempre amaram: surpresas, violência. Começa em um tempo de guerra, com uma vilã chamada Wyatt e um assassinato… dessa vez, por vontade própria.

Journey Into Night é a obra-prima do Ford e ainda não sabemos onde ela termina e onde os hosts estão agindo por vontade própria agora. É, também, tudo o que o Homem de Preto/William sempre quis. Essa é a história composta para a segunda temporada - pelo menos, no começo - e, ainda citando o Ford, “Eu espero muito que vocês gostem”.

Se você quer acompanhar a jornada violenta à noite de Westworld em sua segunda temporada, a série é transmitida todos os domingos, às 22h, pela HBO. Para quem não tem TV à cabo, os episódios são disponibilizados em tempo real no HBO GO, que você pode encontrar mais informações sobre e assinar clicando aqui.

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Márcio Jangarélli

Assessor, redator e jornalista. Madonna de Jakku.