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10 motivos pelos quais Stan Lee é uma lenda!

Por Gus Fiaux
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Escalada para a fama

Quem olha de longe sequer imagina tudo que Stan Lee teve de conquistar até se erguer ao pedestal em que os fãs o colocam hoje. Antes de ser um dos maiores escritores de quadrinhos de todos os tempos, Stanley Lieber era escritor de obituários em um jornal. Ele então acabou rumando para os quadrinhos, onde primeiro conseguiu um trabalho preenchendo lacunas de texto. Foi quando teve seu primeiro contato com a Marvel - na época, Timely - em Captain America Comics #3, de 1941.

Ele então deixou um pouco a editora durante a Segunda Guerra Mundial. Além de servir, Lee foi responsável por roteirizar vídeos de treinamento e fazer cartoons. Logo, ele foi escolhido a dedo pelo editor-chefe da Marvel, na época, para atuar como editor interino. Desde então, Lee modernizara o Universo Marvel, chegando a ser presidente da editora, anos depois.

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Quebrando as barreiras da censura

Atualmente, quadrinhos lidam com diversidade e problemas sociais de um modo bem interessante, com uma intensa variedade de histórias pontuando extremos e lidando com questões polêmicas, mas houve um tempo em que a censura barrava qualquer coisa considerada "desvirtuante" ou "imoral". E Stan Lee foi um dos primeiros a quebrar essa barreira.

Durante a década de 1970, Stan Lee chegou a escrever um arco em três edições a respeito do vício de Harry Osborn em LSD, tendo inclusive cenas explícitas de overdose. O Comic Code Authority, órgão de classificação e censura da época, desaprovou as revistas devido a uma política de combate total à retratação de drogas. Stan Lee, mesmo assim, mandou publicar as revistas. Um primeiro passo para a mudança de política do CCA e uma maior abertura nos quadrinhos a respeito de temas tabu.

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Pseudônimo acidental

Apesar de ser mais conhecido e ter mudado seu nome legalmente para Stan Lee, o bom velhinho da Marvel acabou recebendo a aclamação em torno desse pseudônimo de modo acidental.

A verdade é que houve um tempo em que estar associado com quadrinhos era algo um tanto mal-visto na sociedade. Em uma entrevista, John Romita Sr. revelou que tanto ele quanto Lee jamais se referiam como desenhista e roteirista de histórias de quadrinhos - eram sempre ilustrador e escritor, respectivamente. Stan tinha planos de lançar um grande livro, algum dia, e usar seu nome verdadeiro - Stanley Martin Lieber - para angariar o sucesso da obra, o que o fez usar o pseudônimo Stan Lee nos quadrinhos. Mal ele sabia que esse grande livro jamais seria lançado, e ele receberia imenso prestígio... trabalhando com quadrinhos!

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Ele tem sua própria convenção

Quer conhecer de perto Stan Lee? Talvez a melhor pedida não seja ir para a movimentada e famosa San Diego Comic-Con. Já ouviu falar da Comikaze?

Em 2012, Regina Carpinelli, fundadora da Comikaze Expo, anunciou que Stan Lee estaria se tornando um importante parceiro da convenção. Logo em seguida, o evento foi renomeado para Stan Lee's Comikaze Expo, e desde então, o escritor é presença constante nas edições da convenção, que normalmente acontece entre setembro e novembro, em Los Angeles.

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Respeito à inteligência dos fãs

Um dos escritores mais influentes da década de 60, Stan Lee sempre foi conhecido por seus textos verborrágicos e complexos. Porém, isso já foi motivo de críticas ao seu trabalho. Antes de fazer sucesso escrevendo Quarteto Fantástico, Lee recebeu pedidos para que simplificasse seus textos.

Considerando isso uma afronta à inteligência dos fãs, Lee chegou a considerar sair da indústria de quadrinhos, mas quando viram que Quarteto estava fazendo sucesso, os editores da Marvel logo aplaudiram o método de escrita de Lee e permitiram que ele continuasse escrevendo desse jeito.

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Ele já esteve dos dois lados

Acha que Lee só teve reconhecimento na Marvel? Se enganou, então. Em uma série que gerou controvérsia entre os fãs, Lee foi até a DC Comics e criou a "Just Imagine...", onde ele reformulava importantes personagens da editora sob a sua visão criativa.

Dessa forma, o Superman se tornou uma espécie de policial Kryptoniano teletransportado para a Terra enquanto caçava um criminoso. O Batman se torna um homem preso injustamente, treinado na cadeia e, uma vez solto, se torna um lutador, ao mesmo tempo que se torna multimilionário e famoso. A Mulher Maravilha, por sua vez, é uma ativista que acaba em contato com um terreno sagrado, onde descobre dois espíritos - um de luz e um de trevas - e é possuída pelo espírito da luz.

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Segundo produtor executivo mais rentável

Stan Lee não é famoso apenas por participar de quase todos os filmes da Marvel em pequenas cameos, uma vez que ele também é produtor executivo da maior parte desses filmes.

Com filmes de bilheterias gigantes - como Os Vingadores, Vingadores: Era de Ultron, Homem de Ferro 3, X-Men: Dias de um Futuro Esquecido - marcados com seu nome, Stan Lee chegou a ser o produtor mais rentável da história do cinema - até que Jurassic World veio com tudo e levou Spielberg novamente ao topo - e deve voltar logo em breve, com vários filmes assinados por ele nos anos a seguir.

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Modernizador

É um fã de quadrinhos hoje? Deve agradecer a algumas pessoas, e Stan Lee certamente é uma delas. Em 1960, os quadrinhos de super-heróis andavam em baixa, demandando novidades. Com a corrida espacial e o avanço tecnológico, histórias de ficção científica começaram a popularizar-se. E eis que surge Stan Lee e seu Quarteto Fantástico.

A fórmula de sucesso de Lee não era apenas a de criar novos heróis, mas também inserir neles um elemento humanizante que pudesse fazer o público se conectar com seus ícones. A fórmula fez sucesso e foi passada de geração em geração, inspirando outras editoras e criando o modelo que perpetuou durante toda a era de bronze e os anos seguintes.

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Rei do incentivo

Era de se esperar que alguém do patamar de Stan Lee se mostrasse arrogante e prepotente em relação as editoras menores de super-heróis da atualidade. Pelo contrário. Lee incentiva e ajuda novos criadores de quadrinhos a se estabelecerem, e não apenas nos Estados Unidos.

Graças a Lee, mercados como o indiano e o coreano tem sido mais receptivos e criado novos heróis e editoras próprias. Além disso, em seu canal do YouTube, ele sempre dá dicas de como escrever e criar novos personagens.

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Um dos maiores escritores de todos os tempos

Ainda está pra nascer alguém que tenha conseguido fazer tanto quanto Stan Lee em termos de escrita e criação narrativa. Ele chegava a escrever de duas a cinco histórias completas por semana, se tornando um dos maiores roteiristas que já passou pela Marvel em relação quantitativa.

São mais de 2000 revistas escritas por ele apenas nas décadas de 60 e 70, pela Marvel. Um número bem impressionante que nem mesmo outros escritores vorazes como Brian Michael Bendis (980, aproximadamente), conseguiram alcançar.

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Gus Fiaux

Formado em Cinema e Audiovisual pela UFPE. Crítico, roteirista e mago nas horas vagas. Demon to some... angel to others (ele/dele) || @gus_fiaux