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10 filmes que todo mundo achou que não iriam sair, mas saíram!

Por Gus Fiaux

Os bastidores da indústria cinematográfica muitas vezes são mais emocionantes do que os filmes que assistimos. Na logística do mercado, várias produções são anunciadas, mas poucas encontram a luz do dia – algumas são simplesmente canceladas, ou atrasadas indefinidamente. Há também filmes que mudam bastante desde o projeto inicial.

Pensando nisso, resolvemos lista 10 filmes que todo mundo achava que não iriam sair, mas que acabaram saindo. Aqui, estamos falando de longas que tiveram grandes problemas na produção e que muitas pessoas – inclusive membros da produção – acreditavam que não seriam lançados… Felizmente (ou não), todos esses filmes acabaram encontrando a luz do dia!

Créditos: Divulgação

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Watchmen (2009)

Uma das graphic novels mais importantes da nona arte, Watchmen possui uma história complicada nos cinemas. Publicada originalmente em 1986, a HQ chegou a ter seus direitos para adaptação vendidos em 1987. Desde então, muitos cineastas tentaram definir uma versão apropriada para a história de Alan Moore e Dave Gibbons.

Terry Gilliam, Lawrence Gordon e David Hayter foram apenas alguns dos nomes que passaram pela produção. O filme só foi para frente com Zack Snyder, que começou a desenvolver sua própria versão da história em 2006. Lançado em 2009, o longa dividiu a opinião dos críticos, mas se tornou um sucesso para os fãs de quadrinhos.

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Homem-Formiga (Ant-Man, 2015)

Pode não parecer, mas Homem-Formiga foi um dos primeiros projetos do Universo Cinematográfico da Marvel. O produtor Kevin Feige e o diretor Edgar Wright já tinham conversas sobre o longa desde meados dos anos 2000. No entanto, a Marvel Studios acabou priorizando outros filmes, como Homem de Ferro e Thor.

Quando a produção do longa finalmente conheceu, Edgar Wright teve vários problemas com a Marvel Studios, e acabou saindo do projeto por conta de diferenças criativas. Felizmente, Peyton Reed foi contratado para substituir o diretor, e o resultado foi lançado em 2015. Ainda assim, muitos fãs se perguntam como teria sido a versão de Edgar.

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Deadpool (2016)

Para fechar a trindade dos super-heróis que quase não tiveram seus próprios filmes, podemos citar Deadpool, um filme que demorou anos para ser aprovado pela Fox. Ryan Reynolds já desejava fazer o filme há mais de uma década - o que o fez trabalhar no hediondo X-Men Origens: Wolverine.

Posteriormente, ele e o cineasta Tim Miller chegaram a apresentar uma animação de teste para o estúdio, que recusou por não acreditar em um filme de super-heróis com classificação R-Rated. Isso fez com que Reynolds e Miller "vazassem" o vídeo na internet. Após verem a reação do público, os executivos do estúdio deram toda a liberdade criativa para a dupla fazer o filme que queriam.

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Mad Max: Estrada da Fúria (Mad Max: Fury Road, 2015)

Um dos blockbusters de ação mais bem-sucedidos de todos os tempos, Mad Max: Estrada da Fúria por pouco não morreu na praia. O diretor George Miller desejava fazer o filme desde 1995, e já tinha a ideia de uma história envolvendo Max Rockatansky lidando com tráfico humano. No entanto, a produção foi adiada diversas vezes.

Ele chegou a dar início à produção, mas vários obstáculos surgiram. Primeiro, o atentado do 11 de setembro. Em 2003, ele chegou a levar uma equipe de filmagens para a Austrália, mas o deserto onde iria gravar tinha se tornado uma área verde graças às chuvas. O filme só foi ser lançado em 2015, completamente reformulado e sem a presença de Mel Gibson, que foi substituído por Tom Hardy.

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Apocalypse Now (1979)

Francis Ford Coppola é considerado um dos maiores diretores da história, tendo trazido a trilogia d'O Poderoso Chefão à vida. Entretanto, um de seus projetos quase não encontrou a luz do dia. Trata-se do aclamado Apocalypse Now, que lida diretamente com a violência da Guerra do Vietnã.

O filme foi originalmente pensado em 1969, mas só chegaria aos cinemas uma década depois. O motivo? Problemas e tragédia no set de filmagens, desistências por parte do elenco e gravações infernais. Além disso, o diretor extrapolou o orçamento oferecido pelo estúdio, e teve que vender vários bens materiais para garantir a conclusão do longa estrelado por Marlon Brando e Martin Sheen.

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A Torre Negra (The Dark Tower, 2017)

Considerado o mestre do horror contemporâneo, Stephen King já teve várias de suas obras adaptadas para o cinema, em filmes de sucesso como Carrie, a Estranha e O Iluminado. Entretanto, a saga máxima do autor, A Torre Negra, passou anos em um limbo de desenvolvimento.

O projeto foi inicialmente abordado por J.J. Abrams no começo dos anos 2000, que teve que abandonar a ideia por resistência dos estúdios, O filme então passou de mão em mão (chegando até Ron Howard). Finalmente, em 2015, a Sony deu início à adaptação, que só foi chegar aos cinemas em 2017 e se tornou um fracasso de crítica e bilheteria. Felizmente, a saga logo ganhará uma série televisiva.

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Avatar (2009)

Muitas vezes, um filme precisa passar por um longo processo de produção para que seu visual seja acertado, seja nas filmagens ou na pós-produção. O caso de Avatar foi parecido - a diferença é que, antes mesmo de começar a gravar, James Cameron passou vários anos desenvolvendo a tecnologia necessária para o filme,

Para se ter uma ideia, o primeiro esboço da história foi escrito em 1994, três anos depois do lançamento de O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final. A espera valeu a pena: o filme trouxe visuais inovadores, especialmente com a tecnologia 3D, e durante dez anos, foi a maior bilheteria de todos os tempos até ser desbancado por Vingadores: Ultimato.

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O Senhor dos Anéis (The Lord of the Rings, 2001-2003)

Embora seja uma das sagas mais aclamadas da literatura, e tenha feito rios de dinheiro nos cinemas, O Senhor dos Anéis quase não aconteceu. Na verdade, existia um projeto para filmes baseados na obra desde a década de 60 - inclusive, um projeto que passou pelas mãos de nomes inusitados, como os Beatles e Stanley Kubrick.

Foi só nos anos 90 que os estúdios passaram a considerar transformar a série de livros de J.R.R. Tolkien em filmes, graças aos avanços da tecnologia digital. O projeto caiu nas mãos de Peter Jackson e o resultado foi a trilogia ganhadora de dezenas de Oscars. Uma década depois, a adaptação de O Hobbit também passou por alguns problemas, e quase não foi lançada.

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Encarnação do Demônio (2008)

Quem disse que cineastas brasileiros não passam por perrengues? José Mojica Marins, mais conhecido por seu alter-ego de Zé do Caixão, foi o pioneiro ao trazer o gênero do horror para as produções nacionais. No entanto, sua obra foi motivo de polêmicas e controvérsias, sofrendo bastante com a censura no período da ditadura militar.

Seu plano originalmente era fazer uma trilogia específica para o Zé do Caixão, que se encerraria com Encarnação do Demônio - um filme planejado desde 1968. No entanto, após a represália dos militares e a rejeição de vários patrocinadores, o projeto acabou morrendo por trinta anos. O filme foi lançado em 2008, com diversas modificações.

Algo similar aconteceu na carreira do diretor com outro filme, intitulado O Ritual dos Sádicos. Apesar de ter concluído o longa em 1969, o filme só foi exibido pela primeira vez em 1983, tendo passado quase quinze anos preso na censura.

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O Outro Lado do Vento (The Other Side of the Wind, 2018)

O que acontece quando um diretor morre no meio das gravações de seu filme? Esse é o caso de O Outro Lado do Vento, que era considerado por Orson Welles como sua obra mais passional. O filme começou a ser produzido em 1970, mas sofreu vários problemas ao longo das gravações. A produção teve que ser interrompida diversas vezes, seja por falta de orçamento ou por outras questões.

Para piorar, Welles faleceu em 1985, deixando o projeto inacabado. Desde então, várias pessoas se ofereceram para finalizar o filme, que continha muitos obstáculos. Em 2014, o longa voltou a ser produzido, adquirindo fundos através de crowdfunding. O longa acabou sendo lançado em 2018, através da Netflix, e foi muito elogiado pelos apreciadores da obra do cineasta.

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Gus Fiaux

Formado em Cinema e Audiovisual pela UFPE. Crítico, roteirista e mago nas horas vagas. Demon to some... angel to others (ele/dele) || @gus_fiaux