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10 filmes esnobados pelo Oscar 2019!

Por Lucas Rafael

Mais um ano, mais uma cerimônia do Oscar. Como de costume, temos aqueles filmes que transbordam de mérito, se qualificando para qualquer uma das nomeações do Oscar, seja de Melhor Ator, Melhor Atriz, Trilha-Sonora ou até mesmo Melhor Filme e, simplesmente não são nomeados, cruelmente ignorados pela Academia.

Nesta lista, separamos 10 filmes de 2018, elegíveis para participar da cerimônia do Oscar em 2019, que simplesmente foram esnobados pela Academia. Seja por uma atuação incrível que merecia reconhecimento ou pelo conjunto da obra ser impressionante mesmo, confira 10 filmes esnobados pelo Oscar 2019!

Faltou algum filme que você julga essencial? Joga pra gente nos comentários!

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Hereditário (Melhor Atriz)

Hereditário foi o filme polarizador de 2018, conquistando muita gente e entediando outras. O filme mostra que a nova safra de filmes de terror vem para ser levada a sério. Vale lembrar que "Corra!" havia conseguido uma nomeação ano passado, mesmo se tratando de um filme do gênero.

Hereditário podia marcar mais um passo na direção da Academia em abraçar o gênero de terror como algo mais substancial do que meros sustos baratos. Embora uma nomeação para Melhor Filme possa soar exagerada, a performance intensa e explosiva de Toni Collette no filme certamente merecia o reconhecimento da premiação.

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Ponto Cego (Melhor Filme)

Filmes que tecem comentários raciais costumam chamar a atenção da Academia. Este ano temos o polêmico Livro Verde na corrida pela estatueta, filme competente que aborda seu tema racial por vias duvidosas.

Já outro filme competente lançado em 2018, por sua vez muito mais eficiente e acertado na hora de tecer seu comentário racial do que Livro Verde, foi Ponto Cego.

A obra avalia a gentrificação de cidades americanas como Oakland, expondo dramaticamente uma análise do privilégio branco que vai se perpetuando dentro de comunidades periféricas.

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As Viúvas (Melhor Filme)

O diretor Steve McQueen fez um filme de assalto focado em mulheres que precisam pagar as dívidas dos maridos falecidos. Maridos estes que formavam uma gangue de assaltantes inescrupulosos.

Além do elenco estar repleto de nomes de peso trazendo seu melhor jogo para atuação (destaque para Viola Davis) o filme ainda analisa o cenário político de Washington através de sua trama, buscando escrutinizar a relação de comunidades periféricas com o poder governamental, e como este se aproveita da população.

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Se a Rua Beale Falasse (Melhor filme, melhor roteiro adaptado)

Adaptando o brilhante livro de James Baldwin, o filme é mais um trabalho de mestre executado por Barry Jenkins, mesmo diretor de Moonlight, longa que conquistou o Oscar em 2017.

Aqui, a trama mostra uma mulher grávida tentando limpar o nome de seu marido, que acabou encarcerado mesmo sendo inocente.

O filme demonstra mais uma vez o talento de Jenkins na direção, firmando-o como um grande diretor dono de seu próprio estilo de cinema. Uma pena a Academia não ter o reconhecido desta vez.

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Suspiria (Melhor trilha-sonora, direção de arte e figurino)

O remake de Suspiria dividiu a opinião do público. Ainda assim, é inegável o esmero técnico presente em diversas frontes da obra comandada por Luca Guadagnino.

O filme, que mostra uma escola de dança gerida por bruxas em plena Alemanha pós-segunda guerra, conta com uma trilha sonora ominosa e hipnotizante assinada pelo músico Thom Yorke, da banda Radiohead.

Além disso, o figurino do filme salta aos olhos, principalmente na cena em que o espetáculo da dança se desdobra. Uma pena o Oscar não ter reconhecido o esforço da equipe.

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Burning (Melhor filme estrangeiro)

Inspirado em um conto do célebre autor japonês Haruki Murakami, o filme Burning se mostrou uma das maiores surpresas do cinema mundial este ano.

Com uma direção intensa de Lee Chang-Dong, o longa nos mostra um garoto cuidando do gato de uma amiga enquanto ela viaja para a África. Quando ela retorna, traz consigo um acompanhante que possui um hobby um tanto sórdido que passa a perturbar nosso protagonista.

Abraçando mensagens sobre masculinidade tóxica e economia social, Burning traz um dos thrillers mais empolgantes de 2018. Uma pena que a Academia não tenha olhado em sua direção.

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No Coração da Escuridão (Melhor filme, Melhor ator)

Paul Schrader está de volta em um filme completamente existencial sobre um padre que tem sua crença abalada após se encontrar com um ambientalista pessimista.

O diretor é preciso em sua abordagem, nos mergulhando nas angústias do protagonista que é brilhantemente interpretado aqui por Ethan Hawke.

No Coração da Escuridão até conquistou uma nomeação por Melhor Roteiro Original, mesmo que o filme de Schrader tenha calibre para uma indicação a Melhor Filme, tamanha a qualidade do material que ele concebeu aqui.

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Pantera Negra (Melhor ator coadjuvante)

O filme já foi lourado com diversas indicações ao Oscar. Ainda assim, a mais justa de todas, celebrando a performance intensa de Michael B. Jordan, simplesmente ficou de fora.

Já que a Academia finalmente olhou para um filme super-heroico, custava ter reconhecido um dos melhores componentes de Pantera Negra, componente este que é enaltecido de maneira unânime entre crítica e público?

Se as nomeações de Pantera Negra não passaram de mera formalidade para angariar audiência este ano, B. Jordan mais do que merecia uma indicação a Melhor Ator Coadjuvante por sua retratação do Killmonger, sendo assim mais um esnobado na lista.

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Primeiro Homem (Melhor diretor, Melhor trilha-sonora)

O diretor Damien Chazelle virou figurinha carimbada do Oscar. Após seu filme Whiplash conquistar diversas nomeações, La La Land, musical do mesmo diretor, também surpreendeu a Academia. Mas este ano, a magia de Chazelle esmaeceu.

Primeiro Homem, filme biográfico sobre a chegada de Neil Armstrong (Ryan Gosling) na lua, até conseguiu algumas indicações aqui e ali devido seus méritos técnicos. Ainda assim, o filme passou longe de conquistar a glória passada de outros filmes de Chazelle, por mais que mantenha o nível da filmografia do diretor.

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Aquaman (Efeitos visuais)

Convenhamos, Aquaman foi um espetáculo visual. A equipe responsável pelo filme visivelmente deu duro na concepção de Atlântida e o Reino do Mar, passando pela arquitetura dos Reinos até as criaturas gigantes e coloridas que nadam de lá pra cá. Aquaman é visualmente estonteante, e merecia a atenção do Oscar neste quesito.

Se até Esquadrão Suicida conquistou uma estatueta, Aquaman mais do que merecia este simples reconhecimento.

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Lucas Rafael

Redator. Entusiasta de coisas demais