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10 filmes e séries para conhecer a obra de M. Night Shyamalan!

Por Gus Fiaux

Poucos cineastas possuem um status de ame ou odeie. Suas obras são extremamente polarizadas, ganhando destaque controverso entre os críticos e o público. Há quem ache os filmes impressionantes e carregados de simbolismos, e há quem ache-os apenas patifarias pedantes e pretensiosas.

Um desses cineastas é M. Night Shyamalan, que retornou recentemente aos cinemas com Vidro. Em sua carreira, ele produziu algumas obras-primas e algumas catástrofes devastadoras. No entanto, fizermos uma limpa em suas obras mais populares para mostrar o que há de melhor e pior na carreira do diretor!

Créditos: Divulgação

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Wayward Pines (2015-2016)

Começamos esta lista por uma escolha bem peculiar. Muitos podem achar que a carreira de M. Night Shyamalan se resume às suas produções cinematográficas, mas esquecem que o cineasta já invadiu a televisão, produzindo as duas temporadas de Wayward Pines.

A série basicamente conta a história de um agente federal - interpretado por Matt Dillon -, que investiga assassinatos misteriosos na pequena cidadezinha que dá nome ao seriado. Pense em uma mistura de Twin Peaks com Under the Dome, mas um pouco mais realista.

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O Último Mestre do Ar (The Last Airbender, 2010)

Vamos baixar de vez o nível para, posteriormente, nos recuperarmos. Qualquer um que conheça a obra de Shyamalan sabe que o ponto baixo de sua carreira foi a adaptação live-action de Avatar: A Lenda de Aang. Em outras palavras, O Último Mestre do Ar não é apenas ruim: é uma ofensa.

O filme distorce toda a essência da animação, a começar por um whitewashing tenebroso do elenco. Para piorar, o roteiro é um queijo suíço de tantos furos e os diálogos são hediondos. Só vale pelos efeitos visuais. Se você é fã da animação, corra!

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A Visita (The Visit, 2015)

Apesar de ser o ponto mais baixo, O Último Mestre do Ar fez parte de uma série de decisões erradas na filmografia de M. Night Shyamalan, por ser lançado próximo a outras atrocidades como Fim dos Tempos e Depois da Terra, ambos massacrados pela crítica.

No entanto, A Visita foi o primeiro passo em sua "redenção". O filme é simples e segue os moldes de um horror found-footage (como A Bruxa de Blair e Atividade Paranormal). Porém, os personagens carismáticos e o clima sinistro trouxe uma abordagem diferente para o subgênero saturado.

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A Dama na Água (Lady in the Water, 2006)

Voltando no tempo, podemos lembrar de A Dama na Água, um filme que mescla pontos elementares das obras do diretor: aqui, temos uma história carregada de simbolismos disfarçada em uma obra fantasiosa, adotando um tom quase folclórico.

O filme não foi muito aceito pela crítica e até hoje conta com vários detratores. No entanto, uma legião cult de seguidores passou a engrandecer a obra e chamá-la de "à frente do seu tempo". No fim, é o tipo de filme que todos deveriam ver e tirar suas próprias conclusões.

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A Vila (The Village, 2004)

Falando em filmes polarizados, talvez não tenhamos exemplo maior na filmografia de M. Night Shyamalan do que A Vila, longa de 2004 protagonizado por **Bryce Dallas Howard***, que fala sobre uma vila ameaçada por uma criatura assustadora, no meio da colônia inglesa.

Para alguns, o longa sofre justamente pelo plot twist em sua trama, que é muito interessante, mas executada de uma maneira problemática. No fim, é outro filme que alguns odeiam amar e outros amam odiar, mas certamente é uma experiência como só Shyamalan é capaz de proporcionar.

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Sinais (Signs, 2002)

Passando para as obras aclamadas do diretor, não podemos deixar de falar de Sinais, filme de 2002 protagonizado por Mel Gibson, Joaquin Phoenix e Abigail Breslin. Na história, vemos uma família sendo assolada pela ameaça de uma invasão alienígena em larga-escala.

Como todos os bons filmes do diretor, nota-se a história como mera estrutura para abrigar muitas simbologias. Aqui, temos tramas como o luto, a crise de fé e a luta de uma família para permanecer unida após uma tragédia desoladora. E de quebra, um dos melhores filmes de invasão alienígena já feitos.

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O Sexto Sentido (The Sixth Sense, 1999)

Considerada a obra-máxima da carreira de Shyamalan, O Sexto Sentido é um suspense fenomenal, que segue um psicólogo infantil - interpretado por Bruce Willis - que começa a tratar um jovem garoto - Haley Joel Osment, no papel mais marcante de sua carreira - que vê pessoas mortas.

O filme é carregado de um drama excepcional e conta com atuações muito boas. Porém, o que realmente chama atenção aqui - e começou uma tradição que, por pouco, não arruinou por completo a carreira do diretor - é o uso de um plot twist para mudar o rumo da história e chocar o público.

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Corpo Fechado (Unbreakable, 2000)

Passando agora para a trilogia mais comentada do momento, começamos por Corpo Fechado, o longa que surgiu logo após o sucesso de O Sexto Sentido, e que por sua vez, era uma análise do diretor sobre os super-heróis e porque eles são tão cativantes.

Na história, conhecemos David Dunn, um homem com capacidades sobre-humanas. Aos poucos, ele se envolve com o misterioso Sr. Vidro, que o coloca em um jogo perigoso para se tornar um herói. Mas, como já é de praxe, todo protagonista precisa de um antagonista...

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Fragmentado (Split, 2016)

Filme que realmente trouxe M. Night Shyamalan de volta aos holofotes, Fragmentado é uma experiência única. Aqui, conhecemos Kevin Wendell Crumb, um homem que vive com 23 personalidades alternando em sua mente distorcida. O problema é que ele começa a sequestrar meninas.

O filme é basicamente sustentado pela excepcional atuação de James McAvoy no papel de Crumb, criando uma figura que pode ser doce e, no segundo seguinte, se tornar um assassino cruel. É um longa bem interessante, que no final revelou ser parte do mesmo universo que Corpo Fechado.

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Vidro (Glass, 2019)

Encerrando a trilogia, podemos falar de Vidro, filme que reúne os personagens dos dois longas anteriores em uma trama que ainda não foi completamente revelada. Na história, Crumb, Dunn e o Sr. Vidro são transferidos para um hospital psiquiátrico.

O problema é que as manipulações do Vidro começam a distorcer a realidade, e colocar os dois outros super-seres um contra o outro. O resultado será um conflito épico, carregado de todos os simbolismos e alegorias que M. Night Shyamalan adora enfiar em seus filmes.

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Gus Fiaux

Formado em Cinema e Audiovisual pela UFPE. Crítico, roteirista e mago nas horas vagas. Demon to some... angel to others (ele/dele) || @gus_fiaux