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10 curiosidades obscuras sobre as animações clássicas da Disney!

Por Guilherme Souza

Por mais que as animações Disney tenham revolucionado a indústria cinematográfica e feito a alegria de milhares de adultos e crianças ao longo das eras, as produções escondem algumas curiosidades obscuras, tais como: desentendimentos com atores, morte de membros da produção e afins.

Fora isso, temos de nos lembrar que muitas das animações clássicas da Disney foram baseadas em contos sombrios e muito menos amigáveis, pensando nisso, listamos algumas dessas curiosidades.

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A conturbada relação entre Robin Williams e a Disney

Quando foi contratado para dar voz ao gênio da lâmpada em Aladdin, o ator Robin Williams recebeu cerca de US$ 75 mil por seu trabalho. Esse é um valor relativamente baixo para um ator do calibre de Williams, mas ele e o estúdio chegaram a um acordo, onde seu personagem não teria relevância no marketing e nos produtos promocionais do longa.

Infelizmente, o acordo acabou não sendo cumprido pela Disney e o Gênio se tornou um dos carros-chefe na divulgação da produção, algo que deixou Williams furioso. Como forma de tentar compensar o ator, a Disney enviou a Williams um quadro original de Pablo Picasso, avaliado em cerca de US$ 1 milhão, porém o ator recebeu o presente com desprezo e ameaçou queimá-lo em rede nacional.

Williams gravou inúmeras horas de materiais de dublagem que não foram utilizados no corte final de Aladdin, materiais esses que estão guardados até hoje nos cofres da Disney. Quando o ator faleceu, em 2014, surgiram alguns rumores de que a Disney poderia lançar uma sequência da animação, usando os materiais guardados, porém Williams colocou uma cláusula em seu testamento que proíbe a Disney de usar os materiais por 25 anos, a partir do momento de sua morte.

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Deixando Branca de Neve muda

Os dubladores das primeiras animações da Disney não eram creditados nos filmes, já que Walt acreditava que descobrir quem eram as vozes por trás dos personagens poderia “quebrar a magia”.

Com isso, a atriz e cantora Adriana Caselotti ficou presa para sempre no papel de Branca de Neve, já que seu contrato a impedia permanentemente de aparecer em outros filmes, programas de rádio ou de televisão, depois que interpretou a princesa.

A atriz até tentou processar a Disney posteriormente, mas o contrato que ela havia assinado permitia ao estúdio ter controle absoluto sobre sua imagem pública.

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Algumas cenas sombrias tiveram que ser cortadas de A Bela e a Fera

Por mais mágico e fantástico que A Bela e a Fera seja, a animação possui momentos bem sombrios e tem por principal objetivo mostrar como um humano bonito pode ser horrendo e vice-versa.

Mas se você acha que o longa já possui momentos sombrios o suficiente, acredite, ele poderia ter sido muito pior. Algumas informações indicam que, no primeiro corte do filme, veríamos Gaston visitando o sanatório em que Maurice seria internado, além de mostrar a Fera carregando a carcaça de um animal que havia matado em outra parte.

Além disso, a cena do confronto entre Gaston e Fera seria muito mais macabra, já que veríamos Gaston dando facadas na Fera, antes de se jogar do precipício com um riso maléfico.

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Walt Disney quase perdeu sua casa para fazer A Branca de Neve acontecer

A Disney sempre foi a pioneira no que diz respeito a animações, sendo o primeiro grande estúdio de Hollywood a criar um longa-metragem animado e colorido. Mas esse sonho de Walt Disney custou caro e quase o levou à falência.

Antes de começar a produzir A Branca de Neve, Walt estimou que a produção custaria cerca de US$ 250 mil, porém no decorrer do projeto, o orçamento acabou chegando em US$ 1,5 milhão.

Isso fez com que Walt tivesse que começar a fazer empréstimos e até mesmo penhorar sua própria casa! A animação era amplamente desacreditada antes de seu lançamento, até mesmo pela esposa de Disney, mas felizmente, ela acabou sendo um sucesso e rendeu ao estúdio um Oscar honorário.

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Pocahontas foi censurado pouco antes de seu lançamento

Pocahontas é um verdadeiro marco na história da Disney, já que sua história trata de temas como racismo e xenofobia. Entretanto, o filme acabou sendo censurado antes mesmo de seu lançamento.

A canção “Bárbaros”, que pontua o confronto entre os ingleses e os índios sofreu algumas alterações em seus versos, principalmente no que se refere às ofensas dos ingleses para com os nativo-americanos.

A mudança foi feita tão em cima da hora, que a equipe de produção não teve tempo de sincronizar o movimento da boca dos personagens com as novas frases da canção.

A letra acabou sendo mais suavizada e as ofensas foram deixadas de fora.

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O compositor de A Bela e a Fera morreu antes de poder ver o filme finalizado

A trilha sonora de A Bela e a Fera é uma das mais bonitas e marcantes da Disney, contando até mesmo com uma canção interpretada pela lenda Céline Dion. O mérito da trilha fica por conta de Howard Ashman e Alan Menken, parceiros de longa data e responsáveis por outras trilhas marcantes.

Infelizmente, Ashman foi diagnosticado com AIDS e morreu antes que a animação estreasse. O trabalho rendeu um Oscar póstumo à trilha sonora do filme, um prêmio que foi recebido com muita tristeza por Alan Menken, que lamentou não poder compartilhar a vitória com seu amigo.

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A equipe de Aladdin teve que refazer o filme pouco tempo antes de sua estreia

Aladdin é uma das animações mais memoráveis da Disney, mas por pouco, ela não foi bem diferente do que conhecemos.

Inicialmente, a equipe do filme planejava mostrar uma versão mais nova de Aladdin, que tentava deixar sua mãe orgulhosa. Porém quando o presidente da Disney viu do que se tratava a história, pediu que a equipe jogasse fora tudo o que já haviam feito e começassem a produção do zero, com uma nova história.

Acontece que isso ocorreu apenas 19 meses antes do lançamento do longa, o que é um tempo extremamente curto para recomeçar tudo do zero. Felizmente, a equipe conseguiu refazer tudo dentro do prazo e o filme foi um sucesso.

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Mulan não seria uma heroína

Antes que *Mulan** retratasse a história de uma garota que toma o lugar de seu pai na guerra contra os Hunos e salva a China, a história do longa mostraria uma clássica jovem indefesa que era “salva pelo príncipe encantado”.

Inicialmente, Mulan se chamaria China Doll, onde uma pobre e oprimida garota Chinesa era resgatada por um soldado britânico e levada para um mundo melhor. Felizmente, o roteirista Robert D. San Souci refez a história com base no poema de Fa Mu Lan e o filme saiu da maneira que conhecemos.

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A origem de Tiana teve de ser modificada

Tiana foi a primeira princesa negra da Disney, algo que foi comemorado por muitos que pediam isso há anos. No entanto, a história de origem da garota teve de sofrer alterações drásticas, já que a visão inicial da Disney para a personagem não agradou alguns grupos afro-americanos.

No começo, Tiana se chamaria Maddy e seria uma camareira, ao invés de uma garçonete que sonhava em ter seu próprio restaurante. Além disso, o longa também se chamaria “A Princesa Sapo”, ao invés de A Princesa e o Sapo. Muitos começaram a alegar que mostrar a personagem como uma camareira a colocaria em um estereótipo predefinido para os negros, além de seu nome inicial remeter ao termo “Mammy”, usado para babás e amas de leite.

Outro problema enfrentado pelo longa foi o fato da história se passar em Nova Orleans, que, na época, estava se recuperando dos efeitos devastadores do furacão Katrina. Felizmente, a Disney conseguiu corrigir as falhas e nos mostrar Tiana com toda a sua glória.

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Mulan é uma das maiores assassinas das animações Disney

Por mais que as animações da Disney sejam voltadas para as crianças, já pudemos ver algumas cenas fortes demais para os pequenos, como a triste morte de Mufasa e o Juiz Frollo invocando o demônio. Contudo, nenhum filme ganha de Mulan no quesito mortes.

Na cena em que a heroína derrota o exército Huno com uma avalanche, vemos que pouco mais de seis guerreiros bárbaros sobrevivem, porém os animadores já revelaram que a cena conta com mais de 2.000 guerreiros, montados em 2.000 cavalos, o que significa que Mulan matou mais de 1.500 homens e cavalos.

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Guilherme Souza

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