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10 Coisas que não podem faltar em X-Men: Apocalipse!

Por Gus Fiaux
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Destaques merecidos

Apesar de ser um filme de equipe, X-Men: Apocalipse é um filme que precisa de foco. E para isso, ele precisa entender e capturar alguns protagonistas. Sendo o Professor Xavier, a Mística, o Fera e o Magneto os protagonistas da franquia iniciada em Primeira Classe, é justo que eles sejam os agraciados pelos holofotes.

Entretanto, temos uma série de novos mutantes no filme, como o Ciclope, a Tempestade, Jean Grey, Noturno e Jubileu, e eles também precisam ser bem mostrados no longa, de modo que tenhamos como nos identificar e entender os personagens. Ou seja, não basta uma cena de ação gigante em que todos usam seus poderes e depois são esquecidos. Temos que ter real desenvolvimento dos personagens.

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Uniformes

Uniformes de couro podem ter sido funcionais e bonitos em 2000, mas os tempos mudaram e hoje o cinema de quadrinhos aspira por algo mais fiel ao material original. E convenhamos, nem é tão difícil fazer um uniforme fiel aos quadrinhos e que funcione no cinema.

Graças aos céus, aparentemente teremos roupas coloridas e vivas, como foi revelado inclusive em uma arte conceitual... Mas resta saber se elas serão inspiradas pelos quadrinhos ou se serão algo completamente novo.

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Um vilão imponente

Apocalipse é possivelmente a maior ameaça que os mutantes já enfrentaram, e isso tem que ficar claro na versão cinematográfica. De nada adianta termos um confronto mínimo com um vilão medíocre.

Ele precisa marcar, e precisa ser monstruoso, seja no físico ou na personalidade. Nesse ponto, a questão da "humanização" deve ser muito bem trabalhada, do contrário teremos outro Ultron como em Vingadores 2.

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Nada de Magneto maligno... de novo

Se parar para analisar bem, só tivemos dois tipos de filmes dos X-Men até agora: aqueles em que o Magneto já inicia como vilão principal e aqueles em que há uma ameaça maior, alguém derrota e - plot twist - Magneto vira o vilão novamente.

Isso já se tornou um clichê dentro dos filmes mutantes e deve, a todo custo, ser evitado agora, para que possamos ter algo novo e para que possamos sentir de fato a ameaça do Apocalipse.

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Foco na dinâmica da equipe

Uma coisa que funciona muito bem em filmes de equipes como Guardiões da Galáxia, Vingadores e que pode ser observado em alguns pontos chaves de Dias de um Futuro Esquecido, é justamente o uso de cenas em que se explore a equipe como um todo.

Desse modo, precisamos de momentos em que seja possível sentir o quanto os membros da equipe estão conectados. Seja em uma grande cena de ação ou em um momento mais emocional, eles precisam fazer parte dessa família chamada X-Men.

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Engajamento temporal

O filme vai se situar na década de 80, que foi uma época de extrema efervescência e influência nos quadrinhos, sobretudo dos X-Men, e isso precisa transparecer nos uniformes, nos costumes, no modo de agir dos personagens, na ambientação e no figurino, entre outras coisas.

Porém, dado o trabalho realizado em Primeira Classe e Dias de um Futuro Esquecido, creio que ao menos quanto a isso devemos ficar tranquilos.

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Mais que um filme de "super-heróis"

A Marvel Studios ajudou a popularizar o gênero, mas consigo trouxe um problema grave: todos os filmes de super-heróis atualmente tem sido a mesma coisa. X-Men tem a obrigação de fazer diferente e fazer bonito.

Não adianta investir apenas numa trama de ação qualquer, inserir pitadas de drama e humor, injetar um romance forçado e achar que se está diante de uma Mona Lisa cinematográfica. O filme precisa ter profundidade, precisa ter continuidade e precisa saber ir além do esperado.

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Construir um novo universo

Após os eventos de Dias de um Futuro Esquecido, todo o universo dos X-Men que conhecíamos da trilogia original passou a tomar lugar em uma realidade alternativa, o que significa que os heróis de Primeira Classe têm um futuro inteiro inexplorado pela frente.

Então é necessário que o filme saiba lidar com isso, e parta em busca de novos horizontes, se prendendo o mínimo possível à trilogia original. Porém, ele deve atentar para outra coisa também...

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Sem mais erros de continuidade!

Dias de um Futuro Esquecido não apenas escanteou o futuro da trilogia. O filme também deixou de lado todos os erros e incongruências de continuidade da franquia dos X-Men num geral. Professor Xavier andando mesmo tendo já estado na cadeira de rodas, Emma Frost ressuscitando e rejuvenescendo, Bolívar Trask brincando de Se Eu Fosse Você com outra pessoa... tudo isso acabou.

E X-Men: Apocalipse deve continuar atento a isso, sem se prender a novos erros, fazendo com que tudo possa fluir naturalmente e não enchendo a internet de gente reclamando de furos na cronologia.

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Contexto

Os X-Men sempre tangenciaram a trama das minorias, seja racial, LGBT, imigrantes ou o que seja. E isso sempre transpareceu muito bem em seus filmes. O maior paralelo que pode ser visto se dá na nova franquia, onde, no início de Primeira Classe, vemos Magneto em um campo de concentração nazista, e ao início de Dias de um Futuro Esquecido, vemos um campo de concentração mutante no futuro.

Isso deve continuar latente, mas também deve abrir espaço para outras críticas sociais e psicológicas. Com a entrada de Apocalipse, é necessário explorar a lei da "sobrevivência do mais apto", além de trazer reflexões a respeito da humanidade e do que há depois.

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Gus Fiaux

Formado em Cinema e Audiovisual pela UFPE. Crítico, roteirista e mago nas horas vagas. Demon to some... angel to others (ele/dele) || @gus_fiaux