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10 aspectos da ciência nos quadrinhos!

Por Márcio Jangarélli

Tema sugerido pelo leitor The Doctor.

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Viagem no Tempo

Um dos conceitos mais difíceis de se trabalhar na ficção, sem que deixe furos enormes de roteiro, é um assunto bem comum nos quadrinhos, seja pela maior liberdade de interpretação proporcionada ou pelo tipo de realidade surtada apresentada nas revistas. Se formos fazer listas de viagens no tempo, tem as viagens que deram certo, as que deram errado, as que deram bem errado e as que provocaram um apocalipse.

Mesmo o tempo sendo a barreira mais proibida entre os personagens, é difícil encontrar algum super grupo que não tenha viajado pro passado ou pro futuro em algum momento. Os X-Men são campeões na dobradinha temporal; seja o Cable indo infinitos anos pro futuro, Fera trazendo personagens do passado, Bishop vindo para o presente, os mutantes adoram remexer na história.

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Multiverso

Se viajar no tempo já é complicado, o conceito de múltiplas dimensões funde muitas cabeças por aí e, nem por isso, é um assunto raro. Mesmo que estejamos numa onda de unificação de universos no momento, as dimensões paralelas são famosos tanto na DC quanto na Marvel, mas, sempre importante ressaltar, a primeira bebe muito dessa fonte.

Basta lembrar da Crise das Infinitas Terras ou as várias histórias do Flash que tratam dos multiversos. O mais legal desse vício da DC pelas infinitas dimensões é como eles estão transportando essa ideia, que funciona bem nos quadrinhos, mas é complicada em outras mídias, para a TV com a série do Velocista Escarlate.

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Inteligência Artificial

Hoje, uma realidade não tão distante dos quadrinhos; a ideia de Inteligência Artificial já é tratada nas revistas há muito tempo. O legal é que, muitas vezes, são colocados como vilões, vide Ultron e Brainiac, com casos de “redenção”, como a Danger, a sala perigo dos X-Men.

A ideia de Inteligência Artificial sendo explorada, tornando-se vilã e assumindo o controle dos humanos é um prato cheio na ficção. Os quadrinhos diferem, em grande parte, na caracterização humanoide da personificação do robô, pelo apelo visual de antagonista mesmo.

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Exploração Espacial

A exploração espacial nos quadrinhos é bem mais que comum, mesmo que, na realidade, o homem não tenha pisado muito longe da Lua (será?). Não precisa de muito exemplo aqui, afinal, temos vários vilões intergalácticos (Darkside, Thanos, Sinestro, a Força Fênix) e tropas espaciais viajando por aí (Lanternas, Guardiões da Galáxia), os inúmeros planetas e raças alienígenas, além dos super-heróis provindos de outros planetas, quando o Superman, um dos maiores super-heróis de todos os tempos, nem da Terra é.

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Sistemas de Segurança

Os super-heróis e a Terra são os maiores alvos do universo, nada melhor que sistemas avançadíssimo de proteção, como os sistemas de segurança do Instituto Xavier (por mais que aquela casa exploda de tempos em tempos), ou os aparatos da Batcaverna.

Vale lembrar, também, do antigo satélite da Liga da Justiça e da S.W.O.R.D., a "S.H.I.E.L.D." que cuida dos assuntos espaciais. Também, os sistemas de segurança contra os super-heróis, como as Sentinelas para os mutantes.

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Mutação

Não necessariamente só nos mutantes, os heróis que não partem da magia, de alguma dádiva divina ou são de outro planeta, ganharam seus poderes através de acidentes que geraram mutações em seus corpos, vide Homem Aranha, Hulk, Flash ou o Quarteto, não possuem o gene X, mas são mutantes à sua maneira.

Sem esquecer, claro, dos X-Men mesmo e a genética, discutida desde sempre, ou como mutação ou o próximo passo na evolução do ser humano.

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Experiências em humanos

Em uma realidade tão surtada quanto a dos quadrinhos, experiências para criar armas humanas são bem comuns. O maior exemplo fica com o projeto Arma X, seja Wolverine, X-23, Deadpool ou Dentes de Sabre, além do Soro do Super Soldado, do Capitão América.

A maioria dessas experiências nos quadrinhos começam nas épocas de guerras na nossa realidade, explicitando muito bem o desejo das armas humanas reais, como crítica ou não - a única diferença é que, por lá, foram bem sucedidas (quase).

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Armas químicas

Nem só de vilões super poderosos sobrevivem as histórias – armas químicas são bem comuns nas revistas, principalmente nos antagonistas mais fracos e insanos.

Por arma química, não quer dizer, necessariamente, uma arma de destruição em massa, mas pequenas coisas, como o Gás do Riso, do Coringa, ou a Toxina do Medo, do Espantalho.

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Armaduras Tecnológicas

Armaduras fazem parte da ficção há muito tempo, principalmente nas histórias baseadas nas mitologias antigas e na idade média. Por que não refazer esse conceito de proteção e aumento de força em um contexto hiper-tecnológico?

Algumas das super-armaduras tornaram-se os “super-poderes” daquele herói, vide o Homem de Ferro, o Máquina de Combate ou o Falcão. Também, pode ser um dispositivo para fim específico, de contenção, como a armadura que ambos Batman e Lex Luthor possuem contra o Homem de Aço, ou a Hulkbuster.

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Universos Subatômicos

E as viagens nos quadrinhos nem precisam sair do planeta pra encontrar outros mundos. Um aspecto bem legal já tratado nas revistas é a de universos subatômicos, principalmente nas histórias do Homem Formiga.

Algumas teorias questionam a ideia, dizendo que são universos paralelos e aquilo não é um universo subatômico de fato. De uma forma ou de outra, o Microverso está lá, já foi quase destruído e salvo várias vezes e alimenta nossas mais malucas teorias de universos dentro de universos dentro de universos...

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Márcio Jangarélli

Assessor, redator e jornalista. Madonna de Jakku.