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10 acessórios muito incomuns feitos para vídeo games!

Por Raphael Martins

Todo console que se preze tem alguns periféricos interessantes feitos para ele em seu ciclo de vida, como a Power Glove da Nintendo, a câmera fotográfica do Game Boy, a bazuca Menacer para o Mega Drive e o Playstation VR para o PS4.

Mas também há a cota de acessórios bizarros e incomuns lançados para esses sistemas, alguns tão mirabolantes que é até difícil de acreditar que existiram mesmo. Então, vamos dar uma voltinha pelo vale da estranheza e conhecer alguns deles!

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Game Boy Solar Charger

O Game Boy da Nintendo teve uma vida longa, sendo lançado em 1989 e descontinuado só em 2003. Foi um sucesso por mais de uma década, e como era de se esperar, vários acessórios bem incomuns foram lançados para ele por várias empresas terceirizadas.

Um deles era um carregador solar. Era só deixa-lo no sol por algumas horas, encaixá-lo na parte de trás do portátil e pronto, você poderia jogar à vontade sem o uso de pilhas. E funcionava mesmo!

Era uma solução bem ecologicamente correta. Pena que não foi a Nintendo que pensou nisso.

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Sega Activator

O Activator era um sensor de movimentos feito pela Sega para o Mega Drive, que tinha o objetivo de deixar os games de luta do console mais emocionantes. Era dividido em várias peças, que quando juntas, formava um octógono no chão, onde o jogador deveria ficar.

Dentro do círculo, o jogador dava socos e chutes, que eram imitados pelo personagem na tela... quando ele queria funcionar, é claro. Sem falar que fazer seu lutador disparar magias com o Activator é um grande mistério até hoje não solucionado.

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LaserScope

Lançado pela Konami para o Nintendinho, o LaserScope parecia algo saído de um filme de ficção científica. Era um Headset equipado com um microfone, e toda vez que o jogador gritava "Fire!", o personagem na tela disparava.

Na verdade você podia dizer qualquer coisa no microfone para ter o mesmo efeito. Sem falar que ele era super sensível e captava até barulhos vindos de uma distância maior, atrapalhando o jogo.

Imaginem o sofrimento dos pais de um dono do LaserScope, que tinham que aturar a maior gritaria em casa o dia inteiro!

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U-Force

O U-Force funcionava de uma forma semelhante ao Activator, usando tecnologia de infra-vermelho para ler os movimentos do jogador, mas tinha um tamanho bem menor, era mais fácil de ligar e, bem... funcionava.

Através de movimentos simples com as mãos, o personagem na tela pulava, se movimentava e atacava, mas a qualidade da resposta variava muito de jogo para jogo. Era ideal para jogar Punch Out!!, por exemplo. Já Mega Man, nem tanto.

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Game Boy Pocket Sonar

Sim, você não leu errado: inventaram um sonar para o Game Boy. Um sonar! Perfeito para um dia de pesca com os amigos.

Ao ser ligado ao portátil junto com o cartucho que vinha junto, você poderia realmente encontrar peixes de baixo d'água a uma profundidade considerável. E a parte mais espantosa é que ele funcionava bem até demais.

Será que não havia limites para o que o pequeno notável da Nintendo podia fazer?

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Game Boy Singer IZEK

Respondendo a pergunta do item anterior, não, o Game Boy não conhecia nenhum limite. E a prova disso é que o portátil tinha até uma máquina de costura de verdade, que realmente costurava roupas!

A máquina vinha com um cartucho com vários tipos de costura na memória, e funcionava como um jogo, onde você realizava os comandos no Game Boy e a máquina de costura fazia o resto. E antes que você pergunte, sim, funcionava.

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Wii Bowling Ball

O Nintendo Wii foi outro console que recebeu incontáveis acessórios em sua geração, alguns bem interessantes, como uma direção para jogar Mario Kart e uma chave de fenda sônica para o game de Doctor Who. Mas esse aqui é curioso.

Se tratava de uma bola de boliche, que se abria para receber o Wiimote e servia para dar uma imersão maior ao minigame de boliche que vinha no Wii Sports.

Só que a imersão acabava aí, porque você não podia lançar a bola no chão. Aliás, até podia, mas eu não recomendaria não.

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R.O.B

Este é provavelmente o mais famoso dessa lista. R.O.B. era um robozinho feito para o Nintendinho em 1985, com quem os jogadores podiam jogar os games Gyromite e Stack-Up. Sim, só dois jogos compatíveis.

Apesar de não funcionar como deveria e de os dois games serem bem chatos, o R.O.B vendeu muito bem e é lembrado com saudade por quem o teve. Sem falar que ter a companhia de um robô de verdade para jogar vídeo game é o sonho de qualquer criança.

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NES Hot Seat

Hoje a "cadeira gamer" é a última moda entre os aspirantes a streamers e os jogadores de PC, mas até isso o Nintendinho fez antes.

O Hot Seat era uma cadeira de plástico por onde o jogador controlava o personagem na tela através de seus movimentos e de um controle tipo manche que vinha acoplado nela.

Não era lá a coisa mais funcional do mundo, especialmente com jogos de plataforma, mas funcionava bem com jogos de corrida.

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Aura Interactor

Antes do surgimento dos controles com função vibratória, uma das maneiras de "sentir o impacto" dos jogos era este periférico, um colete que o jogador vestia e que vibrava quando o personagem na tela sofria algum dano ou dava algum golpe mais forte.

Compatível com Super Nintendo e Mega Drive, ele era bem caro, custando $99 dólares e nem sempre funcionava como devia, o que o fez ser um fracasso de vendas e ser esquecido pouco tempo depois.

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Raphael Martins

Redator, apresentador e roteirista. Gosto de longas caminhadas na praia, Star Wars, tokusatsu, anime e filé com batata frita. Deixo as pessoas constrangidas. Você pode trocar uma ideia comigo no Twitter: @aqueleraphael