Wonder Girl: Yara Flor lida com as próprias emoções em treino para virar a Mulher-Maravilha

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Wonder Girl: Yara Flor lida com as próprias emoções em treino para virar a Mulher-Maravilha

Por Arthur Eloi

No selo Future State, quem assume o manto da Mulher-Maravilha é a brasileira Yara Flor, mas a DC Comics também está explorando a origem da heroína em uma série própria, escrita por Joelle Jones. Wonder Girl mergulha no treinamento da Flor para se tornar uma amazona, e parte do processo é descobrir e aceitar suas próprias fraquezas.

Em Wonder Girl #4 (via CBR), fica claro que uma das maiores dificuldades para a guerreira é controlar suas emoções. Isso fica visível quando treina com o centauro Chiron, que explora sua raiva e inflexibilidade como aberturas para desarmar a jovem. Nas palavras do mestre para a discípula: “Se você é fácil de provocar, será facilmente controlada” – o que é válido tanto para oponentes quanto para decisões impulsivas.

Eventualmente, os fracassos no treinamento começam a pesar em Yara. Além de falhar no combate com Chiron, ela também se vê incapaz de domar Jerry, pégasus que precisa usar como montaria. Agindo da mesma forma que em batalha, ela tenta controlar o cavalo alado com força e submissão, mas sem nenhum sucesso. Ao perceber sua sequência de erros, Yara Flor para reprimir suas emoções, deixa a raiva de lado por um minuto e se permite chorar de frustração. É justamente nesse momento de vulnerabilidade que Jerry enfim se aproxima da jovem pela primeira vez.

Yara Flor não conseguiu montar Jerry através da força bruta, mas sim da compaixão e honestidade

O momento, além de emocional, ajuda a demonstrar uma lição importante para a amazona: ser uma heroína não significa só ser a mais forte e habilidosa, mas também saber ouvir, entender e controlar as próprias emoções. O vínculo de Yara com Jerry nasce ali, e o pégasus eventualmente se tornará montaria da guerreira.

Wonder Girl é escrita por Joelle Jones, que também colabora nas ilustrações ao lado de Adriana Mello. A série já está sendo publicada nos Estados Unidos, mas ainda não há previsão de chegada ao Brasil.

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sobre o autor Arthur Eloi

Repórter entusiasta de filmes ruins, jogos de tiro e de horror em todas as suas formas. Dá notas duvidosas para obras questionáveis • @ArthurEloi117