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Viúva Negra: CEO da Disney defende estúdio ao falar sobre processo de Scarlett Johansson

Por Melissa de Viveiros

A pandemia de Covid-19 atrasou diversas produções e fez mudanças em seus lançamentos. Esse foi o caso com Viúva Negra, que estreou por meio do Premier Access no Disney+ além de ser lançado nos cinemas. A decisão, porém, não agradou a todos, levando a protagonista do filme, Scarlett Johansson, a processar a empresa, alegando quebra de contrato. Enquanto isso, a Disney, vem defendendo sua decisão, argumentando que a pandemia mudou tudo. E após todas os comentários sobre o assunto, Bob Chapek, CEO da Disney, continua defendendo a posição do estúdio.

Em uma conferência (via Deadline), Chapek defendeu a posição do estúdio e ressaltou o histórico da Disney e suas boas relações com seus artistas. Questionado sobre compensar adequadamente os artistas de Hollywood diante da mudança nos modelos de distribuição de filmes, ele disse:

“A Disney tem uma longa história de ter acordos simbióticos e cooperativos com os talentos e vamos continuar assim. Certamente, o mundo está mudando, e os acordos de talentos daqui para frente vão ter que refletir o fato de que o mundo está mudando.”

Continuando, ele não cita nomes diretamente, mas argumenta que os filmes lançados recentemente foram feitos anos atrás, e não seria possível prever as circunstâncias atuais — como a pandemia. Isso teria levado a mudanças de comportamento que afetaram os lançamentos de várias produções. Ele explica:

“Estamos em um momento do tempo em que filmes foram planejados de acordo com um entendimento do que o mundo seria, porque francamente não havia mudado muito. Lembre que esses filmes foram feitos três ou quatro anos atrás, esses acordos selados três ou quatro anos atrás. Então eles são lançados no meio de uma pandemia global onde a própria pandemia está acelerando uma segunda dinâmica, que está mudando o comportamento dos consumidores. Então estamos meio que colocando uma tampa quadrada em um buraco redondo neste momento em que tivemos um acordo feito em certas condições, que na realidade resultou em um filme sendo lançado em condições completamente diferentes.”

O CEO da Disney, Bob Chapek.

Concluindo, Chapek defende que ambas as partes estão tentando encontrar soluções, e que futuros acordos já estão sendo planejados para lidar com este tipo de situação:

“Então há um pouco disso acontecendo agora. No fim, vamos pensar sobre isso ao fazer acordos com os talentos futuros, planejar para isso e ter certeza que será incorporado. Mas neste momento estamos meio que nessa posição onde tentamos fazer o certo por nossos talentos, eu acho que os talentos estão tentando fazer o certo por nós, e todos tentamos encontrar um meio de diminuir a distância entre os dois lados. No fim, nós acreditamos que nosso talento é o que temos de mais importante, e vamos continuar acreditando nisso, e como sempre fizemos, vamos compensá-los de modo justo de acordo com os termos do contrato que eles concordaram em fazer conosco.”

Recentemente, a Disney tentou tornar o processo de Johansson contra o estúdio confidencial, algo contestado pelo advogado da atriz. Em resposta inicial à situação, a empresa respondeu de modo agressivo, alegando ter cumprido com seu contrato e afirmando que o processo não respeitava a situação e efeitos da pandemia. A estrela de Viúva Negra, por outro lado, acusou o estúdio de misoginia e má conduta diante dessa posição.

Viúva Negra está disponível para os assinantes do Disney+.

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sobre o autor Melissa de Viveiros

Graduanda em Letras na UFMG. || What is infinite? The universe and the greed of men. || @windrunning_