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Loki 1×04: O Evento Nexus

Por Gus Fiaux

Atenção: Alerta de Spoilers!

Após um terceiro episódio mais parado e focado na relação entre o Deus da Trapaça e sua variante feminina, Loki finalmente voltou com um novo capítulo glorioso e cheio de reviravoltas, que estabelece como será a final da série, com uma boa dose de ação e novas versões do nosso querido Príncipe das Mentiras. Lançado nesta quarta, “O Evento Nexus” é um daqueles episódios que certamente vai gerar muito debate nas redes sociais.

O capítulo já começa de onde o anterior terminava, com Loki Sylvie testemunhando o fim de Lamentis-1 antes de serem “resgatados” pela Agência de Variação Temporal. É onde vemos outra conversa bem tocante dos dois, o que serve para explorar mais suas dinâmicas, semelhanças e diferenças. Tudo isso, aliado ao flashback que mostra a origem de Sylvie, é um começo bem intrigante e que mostra como a AVT tem muita sujeira para esconder.

Loki e Sylvie testemunham um belo apocalipse.

E esse começo é bem satisfatório, não apenas por salvar Loki e Sylvie (o que já era esperado, afinal, ainda temos uma temporada inteira para finalizar), mas também por desenvolver um pouco mais a figura de Ravonna, que por mais que aparente ser uma juíza idônea e “certinha”, tem lá seu lado maligno bem desenvolvido. Ela não se importa em fazer o que é certo, seja para a Linha Temporal ou para a ética. Ela só está preocupada com sua própria imagem.

Nesse sentido, o trabalho de Gugu Mbatha-Raw é ótimo para desenvolver esse lado mais “sádico”, por assim dizer, da personagem. Ela tem seus momentos de humor, mas conta com uma rigidez impressionante toda vez que interage com Sylvie. As duas são rivais e isso fica bem claro desde a primeira cena, quando a pequena Sylvie foge das garras e do julgamento de Ravonna.

Porém, o foco desse episódio recaiu um pouco mais sobre Loki e sua dinâmica com Mobius M. Mobius. Após sua descoberta de que todos os agentes da AVT são Variantes que foram sequestrados, tendo suas memórias apagadas, Loki decide contar isso para seu aliado, na esperança de que isso possa causar uma revolução. E de certa forma, é o que acontece. Tanto Mobius quanto a Caçadora B-15 finalmente se livram das amarras da AVT.

Ravonna, sua DESGRAÇADA!

Entretanto, o peso emocional disso tudo recai sobre Mobius quando ele “trai” Ravonna e a AVT. Embora muitos fãs tenham se deliciado com o retorno de Lady Sif (que aparece brevemente como parte de um loop temporal para a punição de Loki), eu não me importei muito com a personagem. O momento que realmente me emocionou foi a (possível) morte de Mobius nas mãos de Ravonna, que usa seu bastão temporal para “apagá-lo”.

Embora acredite que esse ainda não é o fim do personagem de Owen Wilson – e já explico o motivo – é uma cena bem triste porque ele finalmente havia compreendido seu propósito e finalmente poderia servir como um aliado completo para Loki, ajudando-o a acabar com a AVT. Infelizmente, é uma morte um pouco rápida demais e que não tem o impacto necessário de uma despedida, um dos motivos pelos quais acredito que ele ainda esteja vivo.

O final traz Ravonna levando Loki e Sylvie para os Guardiões do Tempo – e até aí, zero surpresas: eles são uma fraude, androides criados por outra pessoa para enganar os nossos protagonistas e os demais agentes da AVT. Porém, essa conclusão me desagradou um pouco, não pela revelação em si, mas pela cena de ação que a acompanha e que é muito mal dirigida. Quase não dá para entender o que está acontecendo com tantos cortes e a montagem.

Loki no Lokiverso.

Ainda assim, temos outro final bombástico quando Ravonna se recupera e usa seu bastão em Loki, “apagando-o”. Só que assim que os créditos passam, temos uma cena pós-créditos inacreditável, que mostra que Loki está desperto em outro lugar, rodeado por suas próprias variantes, Kid Loki, Loki Clássico, Loki Orgulhoso Loki Crocodilo (este último que eu batizei carinhosamente de Loki Vacinado).

Isso prova que ele não foi “morto” pelo bastão – e isso pode ser o indício de que precisávamos de que Mobius está vivo em algum lugar. Ainda assim, é bem interessante notar como o personagem terá um grande desafio pela frente. Ele precisará não apenas deter a AVT e seus planos maquiavélicos, mas também lidar com suas próprias versões alternativas – e sendo o Deus da Trapaça, podemos esperar muitas traições e brigas.

No geral, foi um bom episódio prejudicado apenas por uma cena de ação fraca no final. Por outro lado, é aqui que a série começa a demonstrar toda a sua grandiosidade e escala, com novas reviravoltas prestes a acontecer. O quinto capítulo promete muito, especialmente se formos conhecer mais das variantes de Loki e como cada uma delas representa, de algum modo, a personalidade do Deus da Trapaça que já conhecemos.

Loki vai ao ar às quartas-feiras, no Disney+. Caso ainda não assine o serviço, pode fazer isso aqui!

Abaixo, fique com os easter-eggs do episódio:

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sobre o autor Gus Fiaux

Formado em Cinema e Audiovisual pela UFPE. Crítico, roteirista e mago nas horas vagas. Wouldst thou like to live deliciously? || @gus_fiaux