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Review: DC Super Hero Girls Teen Power se mantém fiel a animação e ao público infantil

Por Gabriel Mattos

Nem todo jogo foi feito para adultos e está tudo bem. Surpreendendo a todos, o mais novo exclusivo do Nintendo Switch é um jogo de super heróis voltado para o público infantil. Inspirado na popular animação de mesmo nome, DC Super Hero Girls: Teen Power chegou ao console no dia 4 de junho, combinando muita ação com girl power.

A Nintendo nos enviou um convite para viver em primeira mão a experiência de ser uma super-heroína adolescente. Depois de ajudar os cidadãos de Metrópolis nas mais diversas ocasiões, chegou a hora de contar como foi minha aventura.

Ficha Técnica

Desenvolvedora: TOYBOX Inc.

 

Publisher: Nintendo

 

Plataformas: Nintendo Switch

 

Lançamento: 4 de Junho de 2021

 

Gêneros: Aventura, Ação

 

Número de jogadores: 1 jogador

Torne-se uma super-heroína adolescente

O que gostamos em DC Super Hero Girls: Teen Power?

Sem prometer uma experiência revolucionária, DC Super Hero Girls: Teen Power consegue entregar um jogo leve e surpreendentemente divertido.

Para a tristeza dos marmanjos que buscavam algo mais complexo do único jogo da DC planejado para este ano, os produtores escolheram focar em trazer a melhor experiência possível para seu público-alvo: crianças e fãs do desenho. E isso, eles conseguiram realizar com louvor.

A história é muito simples e alterna entre dramas corriqueiros típicos de adolescente que as protagonistas Barbara Gordon, Diana Prince e Kara Danvers (e posteriormente, de algumas vilãs também) precisam encarar. Mas sua vida social logo fica em segundo plano quando inimigos misteriosos ameaçam a paz dos cidadãos de Metrópolis e as super-heroínas partem para o resgate.

A dinâmica de conciliar a vida civil e heroica das personagens é a parte mais divertida do game. As missões secundárias se aprofundam nos interesses pessoais de cada garota para oferecer um contexto interessante para as tarefas mais simples. Você pode ser recompensada por fotografar o crush de uma desconhecida ou encontrar um gato perdido.

Combate é um dos pontos altos da aventura.

Não chega a alcançar a complexidade de Persona, mas acaba sendo o suficiente para ressaltar as personalidades únicas de cada personagem.

Quando as super-heroínas entram em ação, o jogo passa a funcionar como uma versão simplificada de um beat’em up. Os objetivos são poucos — derrotar uma horda de inimigos ou proteger uma construção — mas a variedade trazida por cada personagem ajuda as coisas a não ficarem tão monótonas.

Cada heroína luta e se movimenta de um jeito completamente único. E o jogo sabe o momento certo de liberar uma nova personagem para prolongar a sensação de novidade. A Supergirl, por exemplo, pode voar a qualquer momento, enquanto a Mulher-Maravilha é perfeita para as missões de defesa.

Andar com suas personagens favoritas pode ser bem divertido

O que não agradou em DC Super Hero Girls Teen Power?

Mesmo nas fases mais avançadas, as batalhas não são muito difíceis. A quantidade de dano que as heroínas causam é considerável e a inteligência artificial não é muito elaborada. Pode ser perfeito para evitar que as crianças não se frustrem ao longo da jornada, mas não demora muito para ficar enjoativo para os demais.

O jogo até oferece desafios opcionais para estender o interesse dos mais velhos, como objetivos extras em cada missão e colecionáveis bem escondidos nos três mapas do jogo. Mas isso ainda não justificaria uma recomendação do jogo a qualquer um acima dos doze anos.

Essa paranoia em super simplificar todas as mecânicas acaba impedindo que ideias muito boas alcancem todo seu potencial. A rede social do jogo, por exemplo, que poderia aprofundar o modo que o jogo explora a geração Z, acaba se tornando apenas um detalhe na narrativa.

Não há muita interação com o sistema, além de postar fotos de tendências que rendem curtidas sem propósito algum. Talvez funcione como uma crítica ao nosso jeito de usar redes sociais? Mas com certeza não foi a intenção dos produtores, que parecem apenas não saber o que fazer com a ideia.

Todo potencial das redes sociais é perdido

Para quem não assiste a animação, a história também pode parecer um pouco confusa. Existe todo um cuidado para garantir que as heroínas do jogo sejam fiéis ao desenho, seja no visual, personalidade ou até na dublagem. Entretanto, o game aposta nesta semelhança para economizar nas introduções, tornando algumas relações no jogo meio estranhas.

Por fim, é importante mencionar alguns problemas pontuais de performance que podem quebrar um pouco da imersão do título. O jogo foi claramente pensado para ser jogado no modo portátil, na telinha do Switch. Quando vamos para a televisão, é difícil não perceber a pobreza das texturas e principalmente das animações.

Se analisarmos DC Super Hero Girls: Teen Power pelas lentes dos adultos, veremos um jogo cheio de defeitos e com pouca originalidade. Mas esse jogo tem tudo que uma criança poderia desejar. Apostando no charme das maiores heroínas da DC, a Nintendo criou um jogo que eu queria ter jogado quando criança: divertido, simples e empolgante.

Assim DC Super Hero Girls: Teen Power recebe 3.5 estrelas da Legião. Não espere nada inovador, mas se você for muito fã da animação ou pais de pequeninos, esse jogo é diversão na certa!

E aí, o que achou do jogo? Não deixe de comentar!

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sobre o autor Gabriel Mattos

Redator que joga mais Switch do que deveria e já leu todo o novo cânone de Star Wars, até os livros ruins. • @gabeverse