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O Cavaleiro das Trevas: Equipe de marketing escondeu celulares em bolos para promover o filme

Por Lucas Rafael

Só quem viveu sabe o quão maluca foi a campanha de divulgação para Batman: O Cavaleiro Das Trevas em 2008. Material promocional do filme parecia brotar de todos os cantos mais inusitados, das caixinhas de cereais até campanhas virais um tanto bizarras. Um bom exemplo dessa bizarrice foi revelada por Alex Lieu, chefe criativo para a campanha promocional do filme, que sentou recentemente para uma entrevista com a IGN.

Segundo Lieu, eventualmente surgiu a demanda de integrar produtos corporativos nas campanhas para promover O Cavaleiro das Trevas, incluindo produtos da Nokia.

“Tínhamos de arranjar um jeito de integrar celulares, e acho que tínhamos menos de duas semanas para achar uma maneira de executar isso. Tivemos essa ideia, e falamos com o escritório de Susan Bonds [Produtora da campanha] e falamos ‘Precisamos ligar para umas confeitarias.’ E ela respondeu ‘Do que você está falando’, ‘Nós vamos esconder celulares dentro de bolos.’ E ela disse, ‘Isso nunca vai acontecer.'”

Lieu continuou:

“Susan falou tipo, ‘Olha só, vou ligar para três confeitarias só pra agradar vocês.’ E cada uma delas respondeu tipo, ‘Ah, claro, podemos fazer isso. Sem problemas. Escondemos coisas em bolos o tempo todo.'”

O resultado? Vinte e dois bolos recheados cada um com um celular foram produzidos por vinte e duas confeitarias através dos Estados Unidos. Os fãs tinham de seguir um conjunto de regras para encontrá-los, incluindo instruções via GPS e se apresentar como “Robin Banks” para ganhar o doce. O bolo em si vinha com decorações de palhaço e um número em cima, ligar para o número faria com o que celular em seu interior começasse a tocar.

Lieu relembra do caso com muito bom humor:

“Levavam o bolo para fora e ligavam para o número, e o bolo começava a tocar. Então você cavaria o bolo e encontraria um saco de evidências da polícia de Gotham City com o celular do Coringa dentro. Pedimos que deixassem o celular carregado por todo o percurso da campanha, pois o Coringa podia ligar a qualquer momento.”

Ele ainda relembra o caos que alguns dos bolos premiados geraram durante a campanha, algo que deixaria o Coringa orgulhoso:

“Esse cara mandou a esposa ir pegar o bolo – mas era literalmente no meio de uma nevasca. Ela desapareceu por, tipo, uma hora, e as pessoas perguntavam, ‘Cadê sua esposa, cara? Você está mentindo? Conseguiu o bolo?’ E essa pobre mulher estava numa rodovia, em uma tempestade de neve, com um bolo do Coringa.”

E aí, curtiu os relatos de Lieu? Comente!

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sobre o autor Lucas Rafael

Entusiasta de coisas demais